A ideia era ir à Tailândia. Conhecer a terra dos sorrisos, da massagem e do budismo. Comer bichos estranhos, pimenta e um pouco mais de pimenta. Nadar em praias incríveis e conhecer lugares espiritualizados. No entanto, por motivos alheios mas nem tanto, resolvemos deixar a Tailândia para outro dia. A substituição? Turquia. Confesso que esse destino não estava na minha wishlist. Nada contra a Turquia, mas simplesmente era um país que ainda não havia me atraído. Esse fato, aliás, deve ter ajudado no meu encantamento pelo lugar. Conversando com um turco ainda no Brasil, antes de pegar o avião, ouvi que eu deveria reservar um tempo para curtir Istambul. E a palavra “curtir” é tão ampla que eu fiquei meio confusa. Só que, ao chegar la, você acaba sendo obrigado a curtir. Se tem uma coisa que esses turcos sabem fazer, é viver. Sofás nos chãos em bares obrigam que você recoste para tomar algo. Cobertores são utilizados sem a menor cerimônia em lugares públicos, já que ninguém é obrigado a sentir frio. Homens andam abraçados sem qualquer conotação gay. Eles apenas buscam conforto, carinho e uma espécie de relaxamento. Visitando lugares como o Topkapi, é fácil perceber essa adoração pela boa vida. Almofadas, ambientes extremamente decorados e tapetes compõem o aconchego do antigo palácio dos sultões. Azulejos e mais azulejos lindos decoram as paredes, formando um sem fim de texturas e cores. Impossível não gostar de estar lá.
At least I’ll have my Clementine
01Jul10Feche os olhos e escute. Deixe o seu corpo se comportar da maneira mais natural possível, ou seja, fazer o que der vontade.
Viciei nessa música.
príncipe na veia
20Jun10Quarto de hospital. O menino, os pais, os palhaços. Um soro no chamado “cachorrinho” (aquele lance de apoiar soro).
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Menino: Sabe, tem uma bruxa que vem voando e entra pela minha boca. Ela desce e acorda os dragões, que começam a soltar fogo dentro da minha barriga. Só que, nessa hora, eles colocam aquilo em mim (aponta para o soro) que libera os príncipes direto pela minha veia. E os príncipes matam os dragões.
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Rá. Pega essa, dragão.
férias
17May10I’m at Constantinopla (Eminönü, 34126 Beyazıt). http://foursquare.com/venue/1074753
Beijo-não-me-liga.
conselhos de mestrado
11May10Semiótica é um mundo desconhecido para as pessoas, mas mesmo assim alguns queridos conseguiram faltar no trabalho estar presentes na defesa. O mais legal desse processo todo foram os conselhos que eu recebi, antes e depois de defender:
“É semiótica, se não souber o que dizer, repete tudo de novo com palavras maiores
”, por amiga do trabalho.
“Não entendi uma palavra do que você disse, mas parecia lindo”, por cunhada médica.
“Essa história de fazer-fazer é esquisita. Por acaso existe um fazer-não-fazer?”, por prima administradora de empresas (essa é piada interna de semioticista).
“Não pense em doutorado. Se fosse bom, o mestre dos magos não seria mestre, seria doutor”, por primo veterinário, também concluindo um mestrado.
dona coló
10May10Daí que em 2007 eu trabalhei na primeira festa do Flickr no Brasil e fui uma das responsáveis por escolher quais fotos de Flickeristas seriam expostas na exposição do Flickr no MuBE. Vi as fotos inscritas pelo menos uma 5 vezes cada uma naquela época.
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Um ano depois disso, resolvi fazer um mestrado para estudar publicidade e acabei escolhendo essa festa como ponto para o meu objeto de estudo. Mais uma vez, comecei a revirar as fotos e, por 2 anos, encarei esse material como meu objeto de estudo. Nesse caso, devo ter visto as mesmas fotos umas 2.717 vezes cada.
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Sábado passado, dois dias antes da defesa do meu mestrado, fui parar no Belém do Pará a trabalho. Como ninguém é de ferro, arranjei um horário para dar uma voltinha no Ver-o-peso e traficar jambu fazer umas comprinhas básicas. No meio da visita ao mercado mais famoso de Belém, vejo, em meio as barraquinhas que vendiam essências e incensos, uma cara conhecida.
- Peraí, te conheço!! (disse eu olhando pra moça)
- Hahaha, é mesmo? É que eu sou famosa! (apontou para as fotos dela com o Gugu, Dira Paes, etc)
E fiquei encucada de onde eu poderia conhecê-la. Sim, ela havia saído em uma série de reportagens de jornal e tal, tinha foto com uns famosos, mas até aí era improvável que eu pudesse lembrar daquela cara. Então percebi que ela era nada mais nada menos que Dona Coló, cujo retrato, lindamente feito por Gleice Bueno, havia sido selecionado e exposto na festa do Flickr em 2007. E cuja foto eu havia visto 2.722 (tiver que somar o 5 com o 2.717). As pessoas que estavam comigo não conseguiam acreditar que eu poderia conhecer alguma pessoa do Ver-o-peso. Nem eu acreditava na verdade, mas como sou pára-raio de maluco, estou mais acostumada. Resumindo: contei que a defesa do meu mestrado seria na segunda e acabei ganhando até uns tira-uruca dela, além de um patuá todo especial. Muito fofa. Aliás, o brinco de pimenta e arruda é genial.
Chegando no hotel, fui verificar o meu ppt do mestrado, só pra ver se estava tudo certo. Quando abri, reparei que eu havia colocado a foto dela como exemplo na apresentação. Não, eu não lembrava mais disso. Arrepiei.
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Por fim, defendi o mestrado e comprovei que Dona Coló tem reza forte mesmo: já posso ser chamada de mestra.
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Ah, só pra terminar, queria mandar um beijo pra minha mãe, pro meu pai, pro meu namorado, pros amigos todos e um especial pra Dona Coló.



