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projeto sem nome

Fizemos um tour básico: nos empanturramos de ostras, depois visitamos a galera do Açougue Porco Feliz (meu açougue predileto), onde aproveitei para comprar uma costelinha de porco caprichada, depois visitamos o Hugo lá do Rei do Camarão, que limpou uma generosa porção de camarões de duas maneiras: biquini (só deixa o rabinho) e paulista (deixa a casca toda, mas faz um corte na lombar do bicho para retirar as tripas).

Esse é o trecho da muito querida Let, com quem eu comecei um projeto cheiroso e colorido. Cheiroso porque envolve cozinha e colorido porque envolve fotografia. Ele tá nascendo, ainda sem nome, mas é delicioso. A Let é chef-cozinheira-advogada (um dia eu explico o “advogada”) e vai ensinar a MaWá-jeca a preparar pratos deliciosos, desde o momento da compra até o preparo e decoração do prato. Em troca, eu dou umas dicas de como fotografar as coisas.

Fizemos nosso primeiro passeio no Mercadão. Aliás, um detalhe a parte: Let é conhecidíssima por lá. Os moços das barracas a conhecem por seu nome e sabem exatamente as suas preferências. Nem preciso dizer o quanto ela é paparicada e eu também porque estava junto. Portanto, depois do nosso momento luxo e glamour e ostra-pra-que-te-quero, fizemos as comprinhas muito bem descritas no Cozinha da Matilde (se eu fosse você, guardava esse link num armário com chave tetra) e fomos à casa dela botar a mão na massa. Ou melhor, na sopa.

O prato do dia foi o gazpacho com camarões e legumes grelhados (ops, acabei de babar no teclado). Lembra daquele link que eu passei para você guardar com a chave tetra? Pois bem, volte nele e entenda como fazer a incrível mágica que provoca a transformação abaixo:

Tchararam:

Gente, é incrível. Eu sou da escola que acha que tem aprender a cozinhar vendo os outros cozinharem. Só nesse dia já aprendi porque a comida fria tem que ser linda e incrível, aprendi que o camarão tem vários tipos de cortes possíveis como o paulista e o biquini, aprendi a comer ostra e achar gostoso pois, até então, ostra me lembrava quando eu tomava uns capotes no mar do Guarujá e engolia água e areia, além de aprender que a parte queimada de uma cebola, por exemplo, nada mais é do que açúcar caramelizado. Bacana, né?

Se você gostou, aguarde que em breve a gente tem mais. Enquanto isso, apenas repita o mantra: pimenta é vida, pimenta é brilho, pimenta é luz.

improvável

Muito bom: Improvável.

taxista rodrigueano

O taxista perguntou para onde eu ia viajar. Respondi que ia ao casamento de uma amiga.

“Ih, casamento. É uma escolha, viu? Quando a gente casa a gente não sabe todos os sapos que vai ter que engolir. Porque a gente casa com a família, com os vizinhos, com tudo junto. Dá trabalho. Sou casado sim, há 25 anos. Se eu sou feliz? Silêncio. Se fosse pra escolher de novo, eu não iria por esse caminho. É, a coisa tá feia. Minha mulher já deve estar dormindo, já deve ter tomado o Lexotan dela. Hoje em dia é assim. O pior de tudo é o sexo. Pra mulher tem que ser tudo perfeitinho, luz certa, momento certo. Isso cansa. Depois reclama que o marido vai procurar gente fora. Mas já estamos indo muito além nesta conversa, né? O bom de táxi é isso. Você pode conversar com várias pessoas e não precisa prolongar muito o papo. É só a pessoa bater a porta e tchau. Tem muita gente que pega táxi só para ter com quem conversar.”

Toda essa conversa num trajeto de R$9,50. E viva Nelson Rodrigues.

old is cool

Votem, votem, votem! Camiseta nova do namorado em parceria com o Daniel.

ols_is_cool_blog_postPara votar, basta ir lá no Camiseteria e dar um 5+ pra camiseta. Quer dizer, dê a nota que achar melhor, mas quem der 5+ ganha um doce depois. Afinal, não é linda a estampa?

Ah, favor retirar o doce com o próximo coelho que encontrar no próximo feriado.

comassim?

Federação de cegos dos EUA pede boicote a “Ensaio sobre a Cegueira”

Por acaso eles viram o filme?

Link via Tati.

carona

Em tempos de Lei Seca, o melhor mesmo é pedir carona.

[video]http://www.youtube.com/watch?v=yR1dVdIvIjE[/video]

premissa, dúvida e solução

Hiding

I bet

Eureka

Desenhos por Natalie Dee.

o que ‘é isso’?

Já tem um tempinho que o Coletivo Sem Papas habita meus links lá na barra lateral do blog. Mas hoje ele acabou mudando de ‘leio também’ para ‘blogs é isso’ (rufar dos tambores, plim!).

Então aqui vai uma explicação: o É isso é o pai de todos, o que coloca ordem na casa e dá casa, comida e roupa lavada. É aquele do meu high tech personal trainer. O Dadivosa é um blog divertidíssimo, apetitoso e útil para quem curte o momento mestre cuca. Até eu, que queimo pipoca de microondas, adoro salivar pelo blog. O Puff Branco é um vlog ou, sem as abreviações da modernidade, é um videolog. Tendência, cultura, música e guitarras distorcidas costumam aparecer por lá. E, por fim, o Coletivo é um diretório literalmente sem papas. Cada um fala o que quiser, quando e como quiser. E você pode vestir a camisa e opinar – sem papas na língua – nos comentários do blog. Ah, também pode ser útil para aqueles que, mesmo depois de muitas explicações e exemplos, ainda não entendem o que eu faço da vida.

Então… é isso!

é hoje

[video]http://www.youtube.com/watch?v=DtTITbgdJ1A[/video]

Deu pra entender ou vou ter que desenhar?

Evite falar comigo. E se vier, traga um Alpino.

itamaraju news

Sim, eu me prometi que ficaria longe da Internet na minha viagem. Mas as três horas de espera de ônibus em Itamaraju não ajudaram. O preço carésimo da lan house, de R$1,00 por hora, me seduziu completamente. E cá estou. Conheci o paraíso por aqui, de Cumuruxatiba a Corumbau. No primeiro dia rolou um mormaço com chuva à tarde. Nos outros, sol pra cacete. É dessa vez que ignoro totalmente minhas origens polacas e consigo mostrar minha pele morena-jambo. Vocês não perdem por esperar.

Hoje mudo de estado. Saio da Bahia e sigo ao Espírito Santo. Nunca pisei lá. Oba. Até que, para quem não comemora o nascimento de Cristo, eu estou na direção certa. Rumo ao Espírito Santo em pleno Natal.

Acabei de passear na feira de Itamaraju. Comprei vestido para Cremilda. Vermelho de bolinhas brancas, com direito a saiote. Caraca, eu tenho um saiote agora. Irado.

Hora de desligar. Comer alguma coisa na rua, sentir calor e pegar o próximo busão.

Ah, amo muito tudo isso.