Category archives: Sapateado

missão de vida

Bianca sempre tem um sorriso no rosto. Nos conhecemos há anos e anos atrás, em uma sala de sapateado. Lembro como se fosse hoje de uma cena durante uma aula de interpretação: Bianca, olhando para o chão, dialogava com um esparadrapo como se fosse seu melhor amigo. Parecia realmente uma conversa com um conhecido antigo, com a empolgação típica de quem nasceu em Recife. “Essa menina é boa”, pensei. E eu estava certa. Pernambucana, morou em São Paulo por muitos anos, onde virou sapateadora e professora de dança. Acabou voltando pro Recife ao casar, mesmo sabendo que o sapateado por lá não recebia muito incentivo. Foi guerreira. E botou na cabeça que sua missão era mostrar que o sapateado é acessível a todos. Desde que se mudou, dá aula em comunidades carentes levando a linguagem do sapateado americano aos mestres do frevo. Em alguns projetos conseguiu o incentivo de lei, em outros insistiu mesmo sem qualquer verba disponível. Ela sempre soube que ver o pessoal feliz com o sapateado e ganhar o carinho dos alunos seria muito mais rico do que o próprio dinheiro.

Fiz esse vídeo na minha última visita a Recife. A aula é dada no meio da rua. Os sapatos de sapateado estão gastos e com as chapinhas quebradas, mas a empolgação dos dançarinos compensa qualquer coisa. Emocionante que só. E pronto.

Ah, esse post eu fiz para o LuluzinhaCamp, quando tomei coragem de transformar uma de minhas melhores amigas em “personagem”.

sapateado irlandês modernoso

Aparentemente contra a banalização dos shows de sapateado irlandês, a dupla Suzanne Cleary & Peter Harding renovaram a roupagem da dança, com figurinos, layouts e feeling de moderninho da post-pop generation. O vídeo é super bacana e vale a visita ao site Up and over it.

na sala ao lado

Pulsarte

Sábado passado rolou o Dia Pulsarte, momento flash back delicioso pra mim. Passei grande parte da minha vida dentro de uma escola de dança e, ao passar o sábado lá na Pulsarte, lembrei de toda aquela sensação de anos atrás.

Tudo começou quando meus pais perceberam que eu não levava o menor jeito para os esportes. A bola praticamente fugia de mim e, quando vinha, eu simplesmente não sabia o que fazer. Eles logo perceberam que eu não teria a menor vocação para as quadras. Só que, junto com a pré-adolescência (sim, o termo que inventaram por causa da Sasha), chegaram os quilinhos a mais. Bola não me servia, academia ainda não era pra criança, sobrou o quê? Dança. Até que eu já estava envolvida com dança/teatro desde os 5 anos de idade, só que sempre pelo mero prazer de flutuar. Na tal da pré-adolescência, a necessidade de queimar as malditas calorias reforçou minha presença nas sapatilhas.

Comecei no jazz, aquela aula que quase toda menina já fez na vida. Só que, no caminho para a sala de jazz, eu me apaixonei pela aula da sala ao lado. Era a de sapateado. Sempre que passava lá, dava uma espiadinha e ficava curtindo. Seis meses depois, lá estava eu com as plaquinhas de metal.

Hoje já são 16 anos de sapateado. Já tive fases mais intensas, com temporadas em cartaz. Fases menos intensas, com maratonas esporádicas de aulas. Mas parece que, sempre que eu pisar numa escola, vou lembrar daquela sensação lá de trás, de admirar o que estão fazendo na sala ao lado.

A carta da lua

keith terry

Quando eu crescer, quero ser que nem o Keith Terry:

fritos de terça

É noise brincando com o lado de fora do MAM, lá no Ibirapuera.

Sim, o nome do conjunto é Fritos de Terça.

orgasmos sonoros

Gotas de iluminação via YouTube: Bobby Mcferrin e Barbatuques juntos.

[video]http://www.youtube.com/watch?v=sGIjlvE6le8[/video]

Da esquerda pra direita: Flávia Maia, Renato Epstein, Heloiza Ribeiro, João Simão, André Venegas, Fernando Barba, Mauricio Maas, Bruno Buarque, Dani Zulu, Mairah Rocha, André Hosoi, Giba Alves, Lu Horta.

Vagando pelo espaço: Bobby Mcferrin.

tap session

Muito bacana o trabalho de Leela Petronio, misturando sapateado, hip hop e percussão. Pra quem for mega-apaixonado que nem eu, vale ver ainda a jam dela que envolveu o Barbatuques, lá na França.

[video]http://www.youtube.com/watch?v=ulMDXZGE1Iw[/video]

Quando eu crescer, eu quero ser que nem ela.

manoteado

Bacana a concepção coreográfica das mãos que fazem sons:

[video]http://www.youtube.com/watch?v=C8jh4vgP9Ec[/video]

<comentário infame> E se sapateado é a percussão com os pés, isso poderia ser chamado de manoteado </ho ho ho>

Dica do Claudinho!

percussão em massa

Extra! Extra! Extra! É jabá e é di-grátis!

Esse é um aviso de que vou estar-tocando com uma galera muito boa no próximo dia 30. O Barbatuques, que lança seu DVD esse mês, programou uma série de atividades no Sesc Pinheiros. Uma delas é a apresentação de percussão corporal ‘em massa’. Alunos, ex-alunos, integrantes, seguidores, maníacos e etc se encontrarão para uma grande apresentação-improviso, aberta ao público. Ou, oficialmente falando:

A Intervenção é resultado do encontro de integrantes, ex-integrantes e alunos do Barbatuques. O encontro mostrará diversos jogos de improvisação, interações com o público e composições de percussão corporal, sob regência de Stênio Mendes e Fernando Barba.

Data: 30 de março, às 16h
Local: Praça do Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195
Duração: 1h
Grátis