
E se alguém ainda não entendeu o meu sumiço, deixo essa tira genial do Laerte como explicação.
Via Dom Torresmo.

E se alguém ainda não entendeu o meu sumiço, deixo essa tira genial do Laerte como explicação.
Via Dom Torresmo.
Em breve melhora e eu volto a escrever.
A Marieta manda um beijo para os seus, ok?
A Dani passou um link sobre 15 curiosidades sobre sonhos. Uma delas é que nem todo mundo sonha em cores. Eu não só sonho de várias maneiras, como eu sonho com determinadas estéticas. Outro dia tive um sonho com o layout de uma campanha de Melissa. O sonho tinha um quê de conto de fada mesmo, com príncipe e tudo, mas no caso eu não estava tão saidinha quanto a branca de neve abaixo. Mas as luzes eram idênticas as da foto.
Outro sonho que eu tive foi com a estética de games. Além da estética, ainda tinha o lance da perspectiva do personagem. Em alguns momentos eu via meu corpo fora de mim e, em outros, eu não estava presente com o corpo, ou seja, só com as mãos aparecendo. Não foi um sonho violento, mas o que me chamou a atenção é que ora eu estava dentro, ora eu estava fora. Além disso, ele tinha essa cor alaranjada/marrom.
Independente do significado de cada um desses sonhos, fico pensando o que exatamente influencia os layouts dos meus sonhos. Pode ser o trabalho, pode ser apenas referências da minha rotina. Ou, quem sabe, um resquício de semiótica no meu travesseiro.
- Garçom, me vê um sonho que faça referência ao impressionismo, pufavô?
Deve ser bonito sonhar assim.
No meio da tarde de trabalho, pré Natal e no dia da festa da firma, em meio a jobs, orçamentos, ppt e discussões, eia que me ocorre um negócio.
- Mãe, preciso de um favor.
- Diga… (já pensando se é grana ou buscar não-sei-o-que não-sei-onde)
- Esqueci de regar meu trevo de quatro folhas, você pode regá-lo, por favor?
Acho que eu nunca vou perder meu lado hippie.

<música do plantão da globo>
Atenção, atenção! Troquei o endereço do meu rss! Por isso, os assinantes atentos devem prontamente alterar o meu endereço de alimentação de conteúdo para feeds.feedburner.com/mawacomw
Se você não sabe o que é rss e ficou curioso, leia aqui.
Se você não sabe o que é rss e não quer saber, encare apenas como “risos”.
</fim da música do plantão da globo>
Voltamos a programação normal.
As coisas têm passado. Eu ainda me confundo se o têm tem ou não acento. Nasceu o filho de uma amiga. É lindinho. Marquei minha qualificação do mestrado. Aprendi a fazer brownie. E a fazer bolhas de sabão maiores do que as normais. Decido as coisas mais rápido. Me disseram que passo um ar sereno. Isso me conforta. Tive um acesso de riso depois de 1h20 no trânsito. É gostoso rir sem conseguir controlar. Uma professora referência no meio elogiou meu trabalho. Falar que meu avô era da resistência anti-nazista impressiona as pessoas. É uma espécie de ato heróico. Tomei sorvete de umas frutas que não nascem aqui. Era bom. Fui ver stand up. Não era tão bom. Pode ser preconceito meu.
E você, tudo bem?
Ele respondeu ao chamado dela que, do seu jeito, havia sido impessoal e prático o suficiente para que ele entendesse que havia pressa. Só que a resposta veio cheia de metáforas e perguntas e ela enrugou a testa. Passado o infinito de cinco minutos bravos, surgiu-lhe um sorriso no rosto. A mensagem era poética, enigmática, nonsense e, por tudo isso, engraçada. Riu.
Se não há tempo para poesia, seu moço, atente. Há algo de errado.
A conversa com ela é uma espécie de sonho lúcido. Em meio a tantos personagens que ela traz, surge a dúvida da veracidade daquilo. As histórias são ricas e contextualizadas. Os personagens têm nome, sobrenome, endereço e profissão. Quem escuta suas histórias, como disse a Pri, tende a se prender no mundo racional e achar a moça apenas uma louca. Mas há algo nela que puxa, que instiga, que faz com a gente escute que ela foi perseguida porque era loira e confundiram-na com uma americana, porque era fugitiva do regime de Cuba, porque diz suas verdades em papéis contando que o avião caiu por causa dos terroristas. Porque vão privatizar o Brasil inteiro, porque os gringos vêm aqui se apoderar de tudo, porque os nordestinos não param de vir para São Paulo, porque ela ficou apelidada de Xuxa quando morava na Barão de Tatuí. Porque torturaram-na pela mandíbula, porque ela passa hidratante mesmo sendo moradora de rua, porque ela vende um vídeo dela em CD por 10 reais mas se você não tiver dinheiro pode procurar no Google Video. Ela fala tudo isso com muita certeza. E vai continuar falando, aos berros e nos sulfites que espalha diariamente pelas árvores de Higienópolis.

Foto tirada para o projeto LomoInLomo.
Sampa dos vidros molhados e abafados, com carros por dentro e por fora, por cima, por baixo e pelos lados.
Pensando em São Paulo, consigo entender a relação entre amor e ódio.
Da janela da casa se vê a rua, quase movimentada pela avenida grande e próxima. O ambiente é de interior, de casinha com portão de quem senta na frente e espera o tempo passar. Se chove muito o vento traz a folhagem da árvore próxima, mas alguém sempre corre antes para fechar logo a janela. Aliás, as pessoas aqui sempre correm antes que você. Isso é bom. Não o fato de ser lerdo, mas o de ver pessoas solícitas. Tem chocolate, biscoito e maçã. Chá e café para acompanhar. O corredor da casa dá na segunda varanda, que cheira flor e emite sons de passarinho.
Todos os mundos que vêem a casa acham bonito, mas não regam as árvores daquela rua.