Cheia de dicas da Flá, do Riq e da Mabe, percorri Nova Iorque, segundo o Fá, sob uma ótica perfeita: para visitar NY, basta escolher os restaurantes nos quais você deseja comer. O restante do tempo você ocupa caminhando entre cada um deles. Aqui vão algumas considerações:
Williamsburg
Quem é fanático por seriados americanos sente-se em casa quando vai a Williamsburg: lá estão todas as casinhas-cenário de cenas emblemáticas. Além disso, as pessoas que andam por ali são tão estilosas que parece que todas foram vestidas pelo mesmo figurinista. Vale a pena a visita se você tem uma pegada um pouco mais zen-pseudo-hippie e prefere algo mais badauê pacífico do que Manhattan.
Essa foto é do brechó Beacons Closet, mas eu sinceramente gostei mais do Recycle Vintage. Perca-se na loja de queijos Bedford Cheese Shop, após saborear um pouco da cerveja da Brooklin Brewery.
Estátua da Liberdade
Na panorama da Brooklin Bridge já é possível avistar a famosa Estátua da Liberdade, explorada tanto em filmes americanos quanto em decorações-bregas na Barra da Tijuca (pseudo Miami). Essa é uma vista de longe, mas se você preferir há barcos que te levam para mais perto da estátua.
Feiras, flea market and everything else
Andando em qualquer direção é possível achar alguma coisa para comprar. É incrível como lá as coisas mais inespecíficas tornam-se de necessidade urgente quando você as vê a menos de 50 centímetros de você. É quase que um poder mágico, algo como um reencontro de anos com algo que você nem sabia que existia. Apenas cuide das taxes: quanto você menos espera, o preço do produto aumenta por causa da maledita.
Gershwin Hotel
Super recomendo se você for que nem eu, que se importa mais com o conceito do que com a não-existência de carpete no quarto. O Gershwin Hotel é considerado um reduto de artistas e a cada passo você se depara com muita e muita arte. Mais vale uma exposição diferente em cada andar do hotel do que um lençol de 154.263 fios.
Pretzels and bagels
Não sei precisar quando e como a cultura judaica invadiu Nova Iorque, mas atribuo grande parte desta culpa ao Woody Allen. Independente de onde começou, só tenho a elogiar: as comidinhas típicas são maravilhosas e merecem um pouco de sua atenção. E lá está rolando a moda do integral, por isso aproveite e peça as opções “with everything”, vulgo sei-lá-quantos-grãos.
Times Square
Ver as luzes da Times Square pode parecer um tanto Tia Augusta, mas é algo tão surreal que merece ser feitos até pelos mais alternativos. Tudo aquilo brilha de tal modo que chega a doer a vista. Se você é chegado em um chorus line, recomendo a entrada em alguma peça da Broadway. Nesta visita, acabei aprendendo a cantar supercalifragilisticexpialidocious.
Cores do mundo
A última dica é para qualquer lugar que você for visitar. Já reparou nas cores da natureza de lugares com climas muito diferentes do da sua cidade? Essa foto foi tirada em Buffalo, cidade lindinha quase-Canadá com folhas vermelhas e céu azul.