Chorei demais. É lindo.
Vovô from Luiz Lafayette Stockler on Vimeo.
Via IdeaFixa.
A felicidade duradoura não vem de recompensas externas e passageiras (carros, casas, iates etc.), mas de desafios que são propostos por nós mesmos, com objetivos claros, sensação de controle e recompensas diretas e imediatas
Tiago Dória destrinchou um excelente raciocínio sobre a necessidade de um leitor fazer parte de algo maior para se engajar e se envolver em algum movimento. No artigo ele cita a ideia de estado de fluxo do psicólogo húngaro-americano Mihaly Csikszentmihalyi que eu desconhecia e veio numa ótima hora de reflexão sobre o que é manter-se feliz. Ele explica que mantemos nossa motivação a partir do momento que nos colocamos desafios que nos levem ao estado de êxtase. Sendo assim, a questão principal seria encontrar uma chave que ativasse essa espécie de êxtase – e não simplesmente esperar que isso aconteça de uma hora pra outra. Ainda no artigo, Tiago Dória exemplifica que os games são mecanismos de ativação dessa experiência de fluxo, uma vez que fazem com que o usuário se torne parte da atividade.
McGonigal afirma que vivemos a era do “spam da participação”. Todo dia recebemos convites para fazer parte de uma nova lista de discussão, ajudar a editar um verbete na Wikipedia, fazer parte de mais um grupo no Facebook, a traduzir mais um vídeo, a dar a opinão nisso e naquilo, a enviar a foto de não-sei-o-que-lá para mais um site de jornalismo. Mesmo que tivéssemos o dia inteiro livre seria impossível atender a tantos convites. Porém, de acordo com a sua abordagem, o problema dos projetos colaborativos não é a escassez de tempo e atenção das pessoas, mas o fato de, em sua maioria, trabalharem inicialmente tão somente com a nossa capacidade cognitiva, ignorando as emocionais e sociais.
Paralelamente a esse raciocínio, ando encucada com uma questão. Há algumas semanas o pessoal da HyperIsland veio fazer uma dinâmica aqui na agência e, em um dos exercícios, pediu que cada grupo definisse qual seria a profissão do futuro (2020). De 6 grupos, 5 criaram profissões que podem ser sintetizadas em “social profile managers”, ou seja, pessoas que cuidem da sua presença (pessoa física) nas redes sociais, uma vez que a percepção é de que não teremos tempo para cumprir as atividades digitais e sociais. Não chega a ser um fato científico, mas 5 de 6 grupos numa sala apresentarem a mesma ideia chega a ser preocupante. Entendo a necessidade – e trabalho diretamente com isso – de uma marca (empresa ou personalidade/celebridade) precisar de alguém que gerencie seus perfis nas redes sociais. Mas fico pensando onde vamos parar com esse raciocínio. É esquisito achar que outra pessoa deva te representar nas redes sociais. É ainda mais esquisito considerar que a sua estampa digital entre em conflito com a sua agenda, como se não houvesse tempo para viver a vida física e a vida digital ao mesmo tempo. Uma não deveria ser o espelho da outra, ainda que fragmentado?
A única certeza que esse workshop me trouxe é que estamos saturados de informação, sem saber como lidar com essa necessidade de atualização do digital. Marcar presença na rede tornou-se um importante fator identitário mas, se seguirmos a teoria da experiência de fluxo de Csikszentmihalyi e a ideia de que necessitamos visitar o campo emocional e social para atingir o êxtase, o conceito de “social profile manager” não dura muito. E eu realmente espero que seja esse o caminho.
Outro dia recebi um email, da @renatarolim, perguntando “o que faz de você único?”. Além de super difícil de responder, essa é uma questão que dá muito pano pra manga: único é o mesmo que especial? Único é o mesmo que exclusivo? E nesse raciocínio todo, me peguei batendo muito na tecla da identidade. O que, no seu universo, possui a sua identidade? Como a sua identidade pode assegurar uma realidade de tal maneira e não de outra?
JR é um fotógrafo que trabalha muito em cima da questão identitária e, num projeto específico, de como ela pode influenciar em questões políticas. Em um de seus projetos, ele imprimiu retratos gigantes de israelenses e palestinos e colou as fotos, alternadamente, nos muros que separam os muros de Israel. Será que algum dia, de qualquer outra maneira, estes rostos estarão juntos?
Ainda na questão da identidade, eu te pergunto: o que você faz para que o mundo tenha a sua cara?
Muito bom o início do TEDx Rio com a questão da interdependência.
TEDXRio | Bloco1 – Visões | Ricardo Guimarães from TEDxRio on Vimeo.
Afinal, de quem você depende?
O @baroni me passou um texto bem bacana sobre a Geração G, de Generosidade. Uma geração que entende que a troca pressupõe em dar algo antes de qualquer coisa. Muito bacana o panorama e a perspectiva de que cada vez mais pessoas considerem essa opção como filosofia de vida.
Eu mesma nem sei dizer quando isso começou na minha casa. Minha mãe faz trabalho voluntário há 10 anos. Eu também. Demorei um pouco para achar um que fosse o ideal para a minha rotina, mas acabei indo melhor como palhaça de hospital. Mas a verdade é que a Geração G é muito mais do que trabalho voluntário. Algo bem maior do que ceder algumas horas (em tempo ou espécie) para lugares adversos. É uma espécie de full-time giver, o que torna essa modalidade muito mais especial.
Dia desses fui conversar com um amigo muito querido no msn e ele me pediu, assim, de cara: me fale algo que me faça sorrir. Tamanho foi o impacto do que ele me falou que lembrei da palestra que assisti com o Patch Adams, na qual ele explora o amor em sua extrema manifestação. Na palestra, ele comandou uma série de exercícios que tinham como fundamento nada mais nada menos que o amor. Num deles você precisava ficar três minutos inteiros falando EU TE AMO para uma pessoa totalmente desconhecida, segurando seu rosto e olhando em seus olhos. Posso dizer que foi uma das coisas mais intensas que eu fiz. Porque não significa exatamente que você ama aquela pessoa, mas traz o amor à tona de um jeito que não estamos acostumados. Você é exposto a três minutos de amor só pra você. Parece pouco, mas quando foi a última vez que você dedicou três minutos ao amor? Voltando à conversa do msn, eu só respondi: eu te amo. E ele riu.
O full-time giver é essa pessoa. Esse ser humano que serve para vibrar os outros, para fazer com que as exclamações sejam transformadas em interrogações, para explorar o que há de melhor na vida sem ter que receber nada em troca.
E a real é que é esse tipo de pessoa que acaba justamente recebendo mais e mais coisas.
Era uma vez um quarto de hospital que tocava um daqueles CD’s que fazem música de adulto na versão bebê. E tava tocando Love me tender instrumental para bebês.
Daí que o Frederico começou a cantar a música em português, com tradução livre. E nessa tradução ele era apaixonado por um tender. Sim, aquele bichinho que a gente come. No meio da música, o tender foi personificado por Brigitte, nossa galinha de borracha.
Foi uma cena linda e doce. E hoje eu não consigo mais ouvir essa música sem lembrar dessa cena.
Desenho de Fernando Weno e post inspirado por minha sósia muito fofa @mariagranola