Category archives: Francês

capucine, sempre vale a pena ver de novo

Once upon a time… from Capucha on Vimeo.

Via @fweno

faire l’enfant

Voltei a fazer um curso de línguas, o tal do francês, e parece que estou voltando à infância.

Fato 1
Daí que a professora me pede lição de casa e eu esqueço de fazer. Aí fico brava comigo mesma porque eu era ultra CDF, onde já se viu esquecer de fazer a lição de casa? Se eu tivesse 11 anos, certeza que já estaria com duas advertências na agenda. Eu simplesmente esqueço e ainda chego com a cara de pau na aula, como se nada houvesse. Espero que ela não chame meus pais para conversar.

Fato 2
Resolvi por algum motivo do universo fazer a aula às 7h30 da madrugada. Ou seja, hoje, por exemplo, acordei totalmente atrasada. Saí correndo para o banho, peguei uma banana na cozinha e lá estava eu, no elevador, totalmente despenteada e sem conseguir abrir totalmente os olhos. A única diferença de hoje para a infância é que hoje eu tenho que dirigir – e não posso mais dormir – no carro. Ai ai.

Fato 3
Passei pela fatídica aula. Nem me lembrava mais desse desconforto infantil. Era uma aula que sempre me atordoava, que eu sabia que teria muito mais trabalho do que os outros coleguinhas. Era a aula de soletrar. Provavelmente, por alguma medida pedagógica identitária, a primeira coisa que a pessoa deve saber soletrar é o seu nome. E depois do seu nome vem o sobrenome. E o meu é Wajnsztejn. Bom, deu pra entender o sofrimento, né?

Acho que a grande diferença da infância é que parece que a cabeça não funciona mais mimimi-de-velhinha-de-72anos.

ben l’oncle soul

Dica adorável do Zannin no A Day in The Life.

BEN L’ONCLE SOUL -SOULMAN- (Official Music Video) from // Videodrome on Vimeo.

Que a segunda-feira de vocês tenha essa trilha.

por que você quer aprender francês?

A professora me perguntou e era algo que eu vinha pensando esses dias. Acho que o francês começa a fazer sentido na sua vida a partir de certo momento. As coisas tomam um rumo e, sem mais nem menos, au revoir! Primeiro, eu estudei uma linha específica de semiótica, cuja base é francesa. A maioria dos textos e livros que eu tinha que ler eram em francês. Só esse fato já me deixava bem preocupada. Eu até sei que português e francês têm o mesmo berço, o que facilita o entendimento da língua estranha. Mas o problema era o texto ser sobre semiótica, algo que eu nem entendia bem em português. Resultado: eu sempre ficava com a tarefa de traduzir e explicar os textos em inglês. Em segundo lugar, eu mergulhei no universo do clown que, por sua vez, sempre teve intimidades com os franceses. Claro, não foi apenas na França que a linguagem do clown evoluiu, mas a presença por lá é muito acentuada. Em terceiro, eu me apaixonei. E Paris é uma bela cidade para ser vivida a dois. E um lugar que só faz sentido para alguém que já se apaixonou alguma vez na vida. Em quarto lugar, um dos meus restaurantes preferidos é um bistrô. E lá sempre toca música francesa e eu adoro me envolver naquele clima. E em quinto lugar, porém não menos importante: eu tenho a meta de bater o nível do meu avô, que falava nove línguas.

Por todos os motivos acima, eu elegi o francês como a quarta língua da minha lista.