Category archives: Cultura

mais teatro, mais arte

Lili explicou super bem, então copiei e colei aqui:

A campanha Mais Teatro Brasil que tem como objetivo recolher o maior número de assinaturas para dar entrada, junto ao Congresso Nacional, num Projeto de Lei de Iniciativa Popular, para que seja obrigatória a construção de centros integrados de cultura em municípios cuja população seja superior a 25 mil habitantes.

Na época que eu fiquei em cartaz com meu grupo de sapateado e percussão (tempos antigos e gostosos!), rodamos algumas cidades do interior de São Paulo. Nessas viagens, era nítida a carência que a comunidade tinha em relação aos espaços artísticos e à existência de material cultural para consumo. A cidade inteira se mobilizava com um grupo de fora, de um jeito bonito de se ver. O interessante dessa campanha é justamente ampliar o alcance de tudo isso e das boas consequências que a arte pode gerar.

Se você acha isso bacana, vá lá no Mais Teatro Brasil e vote pelos centros integrados de cultura. Vá ao teatro, veja na internet, pense em teatro. Quanto mais incentivo conseguirmos para a arte, mais espaço ela tem para se manifestar.

osgemeos

A vertigem de OsGemeos na FAAP está incrível. Louco como uma exposição de grafite coloca portas e janelas nas paredes do museu para passar a sensação da arte que nasceu na rua. Destaque para as fotografias de pessoas próximas às obras dos caras.

OSGEMEOS2

OSGEMEOS1

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Quando eu comecei a tirar foto com o celular, o segurança da exposição veio me falar que só a “imprensa podia”. E eu quase morri de sono e tédio ao pensar na possibilidade de questionar isso. Ai que preguiça. Se eu estivesse com a Nikon na mão eu poderia bater nele com a minha 70-300mm. Ah, se bem que, se eu estivesse com a Nikon na mão, ele provavelmente iria me considerar “alguém da imprensa”.

sophie calle

Olha, eu sou uma artista e não apenas uma mulher que sofre.

Sophie Calle, em sua palestra no Sesc Pompéia, tentando explicar ao público que sua arte é diferente de sua vida pessoal. Sim, estão interligadas, mas uma não representa a outra. Isso, pra mim, resume muito do que ela é e de qual é a sua proposta. Suas exposições chocam o público por exporem o privado, mas na verdade o privado é apenas um primeiro passo para a criação. Depois disso, o real privado passa a ser apenas um real fantasioso.

Outro ponto que me chamou atenção foi o fato dela dizer que sempre espera encontrar um fim natural para seus projetos. O fim de Cuide de você, segundo ela, foi o encontro com o ex na Flip. Ora, sendo assim, não cabe a mim interpretar a carta que Sophie respondeu mas, talvez, enviar uma mensagem a ela:

alma

A alma dela parece estar mais na parede do que na pele.

genial

Ver a exposição do Vik Muniz, num domingo, no Masp, é bem mais completo. Isso porque você já começa a ter contato com o conceito dele de montinho (milhões de coisas nonsense-esquisitas) antes mesmo de entrar. Afinal, ver um encontro de cães galgos, seguidos de uma homenagem ao Michael Jackson com direito a cover e um velhinho vendendo doces coloridos e bem-humorados é, no mínimo, uma referência ao bololô do Vik.

Genial.

só pra quem quiser

Teatro é caro! Já cansei de ouvir essa afirmação de muita gente que acha que só tem peça no Teatro Abril e no Alfa. Nada contra essas belíssimas casas, mas é fato: lá, teatro é caro. Esse fim de semana vivi exatamente a situação. Sábado, Encruzilhados: entre a barbárie e o sonho, Centro Cultural São Paulo, 15 reais. Domingo, Beatles num céu de diamantes, Teatro das Artes (Shopping Eldorado), 70 reais.

Encruzilhados: papo fundo, com toques de humor e uma certa desgraça, encarnados por personagens ora charlatães, ora poéticos. Ésio Magalhães e Andrea Macera dão um show no palco, como de costume, mostrando maturidade e lindas composições. O público sai da peça ainda com o cheiro de incenso e com a dúvida sobre suas próprias encruzilhadas.

Beatles num céu de diamantes: uma mistura esquizofrênica de Beatles com a cultura Broadway de musicais. E se eu disser que não me diverti na peça, é a mais pura mentira. Tive um verdadeiro acesso de riso ao ver os cantores atuando a la Gaston da Bela e a Fera ao som dos meninos de Liverpool. Gente, isso é puro LSD. E dos bons.

É claro que, das duas peças citadas, minha preferência fica com Encruzilhados. É o meu estilo de ver teatro, pequeno, nos fundos, com bons artistas e coisas que ficam borbulhando na sua cabeça pós-peça.

A verdade é que teatro pode ser caro. Mas só pra quem quiser.

o tal do kajal

O fato de eu ser meio jeca não é novidade nenhuma. Mas exatamente na hora em que eu anunciava minha ignorância no sorteio do Luluzinha Camp, perguntando o que é kajal?, eu mesma ganhei o lápis kajal da Natura.

Já havia ouvido falar do tal do lápis kajal, mas nunca soube a origem do nome. Isso é uma cor? É um ingrediente do lápis? É um pássaro-avião?

Santa wikipedia nos explica. Kajal é o nome hindu de kohl, uma mistura de ingredientes utilizada como tinta para os olhos desde a Idade de Bronze (3500 aC). As rainhas egípcias utilizavam a tinta como protetora de doenças/infecções. Em algumas castas da Índia e do Egito, o kohl era aplicado em bebês e crianças como proteção contra o ‘olho do diabo’, ou, em outras palavras, inveja. Há ainda a preocupação com o uso de kajal caseiro, pois foi constatada uma grande e tóxica presença de chumbo.

Mas é louco como uma coisa que simboliza proteção e tem todo um significado anti-macumba pode, em outras civilizações – vulgo, a nossa – ser apenas sinônimo de um lápis mais macio e forte. Ou, como descrito por aí, é o ‘lápis que o Jack Sparrow usa’.

família de encantadores

No palco, uma jovem contracena com seres humanos e outros nem tanto, criando uma seqüência de acontecimentos que surpreende a expectativa do público. L’Oratorio d’Aurélia, dirigido por Victoria Thierré Chaplin.

Fui ver o espetáculo da neta do Chaplin sabendo apenas que era ela a neta do Chaplin. Não vi nenhuma outra informação além de saber que ela misturava ilusionismo com inversões da rotina.

Depois de ver o espetáculo, entendi porque a informação mais palpável é justamente ela ser neta do Chaplin. Porque o espetáculo é inenarrável e, sim, Aurélia faz jus ao sobrenome que tem.

[video]http://www.youtube.com/watch?v=ijOv5QoTfLY[/video]

Não é a toa que essa família é conhecida na França como ‘família de encantadores’.

palhaços mudos

A montagem de A noite dos palhaços mudos, HQ de Laerte, está lindíssima. Com a Cia La Mínima, conseguiu transpor a imobilidade de uma história em quadrinhos para a movimentação singela de dois – ou seriam três? – palhaços num palco. Precisão nos gestos, luzes bem pensadas inventando espaços e tempo, sacadas boas de tradução da proposta do Laerte.

Fora tudo isso, o encontro agradável de várias taças de vinho nas mesinhas do Parlapatões. Aliás, ontem alguma estrela colidiu com um planeta vermelho e fez com que todos os palhaços de São Paulo estivessem lá. TODOS mesmo. Fiquei pensando que, se caísse uma bomba, o circo paulista entraria numa nova era: só trapezistas no picadeiro, já que uma nova geração de narizes teria que ser formada.

E se você quer conhecer a HQ antes de ver a peça, é só clicar aqui e ir seguindo.

música bem boa

Bons momentos devem ser vividos, absorvidos, registrados e, quando possível, disseminados:

[video]http://www.youtube.com/watch?v=U6NoIqBpxkY[/video]

E só de ver esse vídeo já me sobre uma vontade imensa de dançar, sentindo as bolhas crescendo no pé descalço com areia até o sol dizer chega. Ô dilíça.

Outro flagrante bom desse show foi a virtuose engraçadinha dos moços no palco:

[video]http://www.youtube.com/watch?v=srhRs5zGtbU[/video]

Beijos pros amigos mais próximos Leo Rodrigues (pandeiro), Alexandre Ribeiro (clarinete) e Danilo Brito (bandolim) e para os futuros amigos Carlos Malta (flauta), Ricardo Herz (violino), Alessandro Penezzi (violão), Luizinho 7 Cordas e Milton Mori (cavaquinho).

perfil: fui tagueada

Eita, tagueada pelo Daniel! Então vamos lá (ô post comprido!):

Último livro comprado

  • :: Cuba por Korda, Alessandra Silvestri-Lévy e Christophe Loviny: fotos e textos do país de Fidel

Estou lendo agora

  • :: ando exatamente na entressafra. Acabei Dez mil, de Andrea Kerbaker e tô na dúvida se começo Adam, filho de cão, de Yoram Kaniuk, O Riso, de Henri Bergson ou The new rules of marketing and PR, de David Meerman Scott. Update: escrevi um pouco desse post ontem e deixei o restante pra hoje. Nesse meio tempo, já comecei um outro livro: Ex-libris, Anne Fadiman. Como vocês podem ver, a escolha do livro costuma ser bem impulsiva

Número de livros que eu tenho

  • :: 117. Mas se você me der um livro amanhã, ficarei com 118. Que tal?

Três livros que significam muito para mim

  • :: No one belongs here more than you do, Miranda July: singelezas que só a Miranda é capaz de colocar em letras
  • :: Charlie Chaplin, o próprio: autobiografia de um moço de muito valor e sensibilidade com o mundo
  • :: Meninos verdes, Cora Coralina: é o primeiro livro que me lembro de ter lido e viciado, ainda criança. Tenho até hoje a imagem dos meninos verdes na cabeça

Últimos filmes que vi

Filmes que significam muito para mim

Último “cd” que eu comprei

Música que está ouvindo agora

Três músicas que significaram muito pra mim

Bebida favorita

  • :: com sol, chá verde
  • :: com lua, cachaça

Entidade favorita

  • :: a que mistura o bom humor e a singeleza

Férias favoritas

  • :: a próxima, que inclui Cuba e Recife. Chato, né?

Vício favorito

  • :: pessoas (conversar, abraçar, fotografar, cheirar, conhecer)

Pronto, minha parte acabou. Agora eu queria saber tudo isso aí desse povo aqui:

Mas já aviso que esse post dá trabalho. E olha que eu nem falei de Metamorfose, Samba e amor, Cantando na Chuva, Sabiá, MAUS, Dream a little dream, Waking Life, eita mundão grande cheio de coisa boa… Essa lista é praticamente uma obra a la Merz.