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um tantinho de fotos

Pronto, pronto, as fotos de Cuba estão no Flickr. Recomendo que vocês coloquem uma salsa no fundo para entrarem junto comigo no sonho. Um mojito ao lado cai bem também. E para terminar, um habano aceso com o cheiro de Cuba.

Ah, vocês não têm tempo para tudo isso? Mal ae, esqueci que só eu tô de férias. Aproveitem as fotos do jeito que puderem. E com licença que eu preciso ir lá ver Chaves na TV.

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óculos

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revelação

É muito difícil fazer algum cubano falar de Fidel. Falar mesmo, dar opinião. Quando eu finalmente achei que ia ouvir alguma coisa nova, o tio que vendia jornais me diz, com tom de confissão-segredo:

- Fidel tiene gases.

Então tá.

cores de cuba

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Cuba não é tão colorida quanto o Brasil, disse Rafael, taxista cubano 

A primeira – e inevitável – pergunta que me fazem sobre o país de Fidel é e aí, qual a situação de lá?

Nem de longe eu proponho uma análise sócio-econômica do país, mas eu diria que o regime tem pontos muito fortes e pontos fracos. Enfatizo o ‘muito’ no positivo, já que não dá para negar a qualidade de certos pontos de lá. Todo mundo tem escola. Maria, mãe de Merlene e Sérgio e tia de Lizandra, nos disse em uma caminhada no Malecón: só sou o que sou graças à revolução. Sou negra e, se não fosse cubana, provavelmente não teria estudado e muito menos chegaria a ser professora. Merlene, de uns 10 anos, diz que ama a escola. Lizandra, de 9, enumerou orgulhosa todas as suas matérias: matemática, espanhol, inglês, computação, ciências e ‘el mundo en que vivimos’. Sérgio era mais quieto. Finalizando o papo, Maria disse que adoraria fazer uma espécie de intercâmbio em outro país, melhor-se-fosse-o-Brasil, mas que só faria com uma condição: poder voltar pra Cuba depois.

Andávamos em direção ao Hotel Nacional, em Vedado, e Maria apontou um outro lado da história. Se eu quisesse entrar lá com vocês, não poderia. Ao mesmo tempo em que ela não deveria passar muito tempo conversando conosco-leia-se-turistas, ao mesmo tempo em que a quantidade de comida barata à qual tem acesso é muito pouca, ao mesmo tempo que não há dinheiro para fazer qualquer coisa mais legal, ao mesmo tempo que o governo sabe quantas vezes por dia ela pisca os olhos.

É bonito não ver miséria, ver hospital e escola fucionando. Ainda mais para nós que estamos acostumados com esse Brasilzão. Mas depois de conversas como a que tivemos com Maria foi que eu entendi o que era o tal colorido ao qual o taxista se referia.

quizás

Vortei, vortei, mas ainda tô no esquema de viver sem relógio. Aguenta aí que daqui a pouco eu consigo funcionar melhor.

Ou não.

Será que foi um sonho? 

hoje