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26 de julio

Em 26 de julho de 1953, Fidel, Raul e seus companheiros invadem o Quartel Moncada, em Santiago de Cuba, numa tentativa fracassada de tomar o governo de Fulgêncio Batista. Usavam roupas do exército e foram descobertos porque alguém deles estava com a roupa incompleta. Mesmo com a falha na operação, a data é uma das mais comemoradas em Cuba, com bandeiras 26-de-julio por todos os lados enaltecendo o início da oposição à ditadura. Castro é julgado e condenado à prisão, mas se anistia no México em 1955. Volta à Cuba com Che Guevara, Raul Castro e Camilo Cienfuegos a bordo do Granma, em 1956, e dá início à guerrilha tomando a Sierra Maestra aos poucos.

Hoje o Quartel Moncada é uma instituição de ensino, onde pude conhecer Henrique (abaixo), pulando saltitante pelos arredores do prédio amarelo ainda com as marcas de tiros passados.

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Louca essa transposição de quartel para instituição de ensino como forma de valorizar a revolução. Quem tem exército tem poder. Quem tem ensino também.

toca raul

Gostaria de fazer um agradecimento público às 1.517 pessoas que vieram me contar hoje que o Fidel Castro renunciou. É só passar uns dias na ilha que o povo começa a achar que você virou um revolucionário. Ao menos ninguém me chamou de barbudo.

E em homenagem ao barbudo-mor, deixo a imagem genial pescada no Eneaotil e cedida por  Ricardo Silveira.

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Um abraço, Fidel. Depois te mando aquela foto nossa fumando um puro e tomando rum.

sorrisos

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Inspiração para dias felizes: ao mesmo tempo em que entra um vento ensolarado pela janela, você vê fotos boas de momentos bacanas, come azeitonas verdes, toma chá verde e escuta o CD do Gero Camilo.

Não tem erro, pó-testá-aí.

charuto

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Ela pediu um sabonete em troca dessa foto e de repente eu me senti o ser mais estranho do mundo, tentando processar a minha relação com ela, baseada num clique. E num sabonetinho-de-hotel.

música colorida

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Em quase toda esquina de Cuba tem um grupo de músicos, mas esses eram especiais.

Detalhe: para atrair turistas, o repertório oficial de qualquer cubano inclui Guantanamera, Besame mucho e Quizás.

sorriso do sérgio

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isso foi verdade

Cena: cinco brasileiras perdidas dirigindo um carro em Cuba. Avistam dois caras do exército e páram para pedir orientações. O cara chega perto e elas percebem que ele é maravilhoso, de pele queimada e olhos verdes.

- Hola, por favor, como llegamos a sei-lá-onde?

- Humm, sí, bla-bla-bla derecho, bla-bla-bla izquierda, bla-bla-bla casa del correo, bla-bla-bla…

As cincos meninas olham fixamente para ele, que encerra a explicação:

- … derecha, bla-bla-bla y pronto. 

- Ahhh, tá, muchas gracias.

Motorista engata a primeira e, assim que o deus moço sai, pergunta:

- O que eu tenho que fazer mesmo?

Nenhuma das cinco sabe responder. Impossível prestar atenção na fala do cara. Seguem o caminho rindo e procurando outra pessoa para perguntar.

chicas

Viajar em cinco mulheres é engraçado. Era praticamente impossível passarmos desapercebidas por qualquer lugar. No começo, isso é divertidíssimo. Todo mundo quer falar, conhecer, saber mais. Distribuímos sorrisos, falas e simpatia por todo canto. Mas tem hora que cansa responder que soy-de-brasil, ah-te-gusta-la-novela-brasileña, gracias-pero- no-quiero-un-novio-cubano. O pior é que os cubanos insistiam bastante no diálogo e não paravam enquanto você não saísse correndo ou atravessasse a rua. Por isso, acabamos desenvolvendo alguns métodos de anti-socialismo (ahá, pegou o trocadilho hein, Cuba, socialismo, ahá, ahá)

Primeiro pensamos em dizer que éramos da China e que não falávamos espanhol. Mas como nossas caras denunciavam a mentira, mudamos o discurso para Tailândia. Pena que a gente começava a rir e a técnica falhava. Em segundo lugar, apelamos para a língua alemã. De repente, as cinco discutiam Peirce na língua hauschtein-ahsh-viz com todos os argumentos possíveis. Isso funcionou regularmente para evitar conversas malas. A terceira técnica – e a mais radical – só era utilizada em casos extremos. Sem mais nem menos, limpávamos o salão. Sim, isso mesmo, assear as narinas utilizando o indicador, vulgo cutucar o nariz. Ainda bem que essa última opção só teve que ser utilizada em raríssimos casos, já que ela envolve um certo desprendimento.

Vejam bem, os cubanos são graciosos, super bacanas, mas têm que entender que às vezes tudo que queremos é beber uma cerveja com as amigas. Digo, com as quatro amigas. E só. O difícil é quando a gente entra numa balada, o garçom de mullets e colete rosa puxa papo, descobre o país, sobe no palco e pede uma salva de palmas para as brasileiras que chegaram. Aí não tem técnica que funcione.

tranças

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contradições prévias

Tenho a impressão de que o socialismo é um sistema criado por seres passionais que só funciona com pessoas racionais.