Category archives: Bizarro

swedish britney

OMG, do you remember “Be kind, rewind”?

momento curiosidade do dia

Estudando algumas línguas, comecei a reparar que a @ tem sempre um apelido engraçado. Resolvi pesquisar e descobri que o símbolo é, em sua origem, uma representação da preposição latina ad, que significa casa de. Ainda segundo o Dicionário Informal:

Em diversos idiomas, o símbolo “@” ficou com o nome de alguma coisa parecida com sua forma. Em italiano chiocciola (caracol), em sueco snabel (tromba de elefante), em holandês, apestaart (rabo de macaco). Em outros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular: shtrudel, em Israel; strudel, na Áustria; pretzel, em vários países europeus.

Já pensou se os pernambucanos decidem adotar o método? O povo ia dizer fulano(bolo-de-rolo)gmail.com

melhor foto do #royalwedding

Impagável a cara da daminha irritada com os gritos para o beijo do Prince William com Princess Kate.

ogra, porém estilosa. estilosa, porém ogra.

Daí que hoje era o dia de petshop do meu carro e eu o deixei no posto da esquina, para que ficasse bem limpo, leve e luxuoso. E de preferência sem os cocôs de passarinho que mais pareciam confete de carnaval na tintura do carro. Larguei o automóvel lá super feliz e contente e aceitei pagar os 27 reais cobrados para o chuveirinho de luxo.

Eis que, na hora em que fui buscar, o carro continuava com os resquícios ácidos dos passarinhos. Comecei a discussão bastante polida (diferente do carro):

- Moço, o carro ainda está sujo. Você pode pegar um paninho e passar aqui?
- Olha, moça, essa é a nossa lavagem. O carro está limpo.
- Me desculpe, mas o carro está sujo. Você está vendo essas coisas aqui? Cadê o paninho?
- Essa é a lavagem que a gente faz.
- Então é uma lavagem de merda. Traz por favor o paninho.

Ele trouxe o paninho. E me deu. E disse que eu tinha que passar. Aí nessa hora eu comecei a berrar falar mais alto e chorar, no auge da minha TPM, dizendo:

- Eu não vou passar pano porcaria nenhuma, isso é um absurdo!!! Eu tô pagando VINTE E SETE REAIS para isso!!! E, além do mais, eu fiz a unha agora e não vou encostar nesse pano!!!

Reparem que, nessa última frase, eu perdi totalmente o meu argumento de consumidora consciente de seus direitos e passei a ser apenas uma perua-chata-chiliquenta. Aí o moço me respondeu que ele não podia passar o pano (de novo) e, seguindo no meu papel perua-chata-chiliquenta, eu pedi que ele chamasse o gerente.

O gerente chegou e entendeu que foi um absurdo o moço pedir para eu passar o pano e resolveu ele mesmo passar o tal do paninho para amenizar a situação.

- Moço, passa aqui por favor.
- Isso aí é arranhado do seu carro.
- Não é, moço, é cocô de passarinho.
- Não, é arranhado do seu carro.
- Ah é?

Meti o dedo no treco. E não era arranhado do meu carro. Lá estava eu, chorando, chilicando, com as unhas recém-feitas e com cocô de passarinho no dedo. Pode, Arnaldo?

Pelo menos nessa hora eu adquiri uma pitadinha de moral. Afinal, não é qualquer mulher que enfia o dedo no cocô sem pudores. Mesmo que seja por uma pontinha de orgulho para defender a limpeza do seu carro.

dr. google tem horário pra te atender?

Minha família é inteira de médicos e as histórias sempre trazem um toque de “qual osso é esse”, “o que o paciente queria” e “o que você tem receitado para xxx”. Aí essa semana o meu pai melhor médico do mundo conta que recebeu uma ligação às 3h da madrugada de uma mãe que estava nos Estados Unidos. Ela contou que o filho adolescente tinha ido à academia, puxado ferro pesado e que estava com dores nas costas.

- Sabe o que é, eu vi no Google que dor nas costas pode ser sinal de a-doença-mais-grave-do-mundo.
- Senhora, ele não foi à academia? Provavelmente ele está com estafa muscular.
- Mas eu também li no Google que essa dor desse jeito pode ser um princípio de infarto.
- Senhora, ele é um adolescente, certo?
- Sim, sim. Mas afinal, o que eu devo fazer?
- Eu acho que a senhora deveria desligar a internet.

o verdadeiro trendsetter

Daí que na minha família eu sou estigmatizada como a publicitária esquisita que gosta de música de raiz, comida tailandesa e faz palhaço. E o meu irmão, todo médico, ficou com o lado certinho da família. Como eu já sou mesmo considerada esquisitinha, comecei a contar sobre o aniversário do filho de uma amiga minha cuja família frequenta a Igreja Ortodoxa Russa. Os caras são do nordeste, frequentam a tal da igreja e adotaram de certa maneira a cultura russa. E, no meio do churrasco de comemoração de um ano do filho dessa minha amiga, uma das irmãs dela sentou-se ao piano e, acompanhada da avó, entoaram uma música em russo. Todos pararam e começaram a cantar, numa cena típica de filme com aquela vibe greco-judaica. Eis que, assim que eu termino de contar a história, meu irmão pergunta:

- Era Ochi chyornie que eles estavam cantando?
- Oi? Como assim você sabe o nome de uma música russa?
- A gente ouve na sauna.
- Sauna???
- É!
- E vocês tomam vodka?
- Sim. E essa música é da Moldávia.
- Moldávia?? De onde você tirou isso?
- De onde eu tirei isso? A gente é da Moldávia.
- A gente não é da Moldávia.
- É sim. Era a Bessarábia.

Gente, sério. Meu irmão simplesmente trouxe a informação de que conhecia a música em russo e que, além disso, eles ouviam a tal da canção na sauna. Pra completar, ele tira do celular e mostra a música. E reforça, em clima de cena de filme do Woody Allen, que a gente era da Moldávia. Como assim ele tem Ochi chyornie no celular? Como assim a gente é da Moldávia? Como assim ele usa para o toque de um amigo russo? Como assim? Como assim? Como assim?

Aí eu me pergunto: eu é que sou alternativa?

porco-aranha cover

- É verdade que você destruiu o teto de um casamento?
- Ah, é verdade.
- Mas como assim???
- É que eles me levantaram e foi com força demais.
- Te levantaram? E por isso você quebrou o teto?
- Sabe o porco-aranha?
- Sei.
- Foi mais ou menos isso.
- …

pedreiro geek

Cena: MaWá sentada sozinha numa mesa, na padoca da esquina, checando emails no telefone. Um rapaz se aproxima, olha e diz:

Vi que você tá com iPhone, posso te perguntar uma coisa? Você sabe usar o recurso sei-lá-qual?

Gente, nem consigo lembrar qual era o recurso que ele falou. Só conseguia pensar uma cantada pós-moderna! Bem “fenômeno da contemporaneidade”. Ao invés de perguntar o telefone da cachorrinha, rolou um e aí, quer conectar?

Tô chocada.

A propósito, no mestrado o povo adorava falar “fenômeno da contemporaneidade” para qualquer coisa que acontece na atualidade. É óbvio que qualquer coisa é fenômeno da contemporaneidade. Acho que era só para evitar começar a frase com “Atualmente…”

da areia ao caos

Havia sido um dia super glamuroso. Sábado de sol no Leblon, encontro no café da manhã com Moraes Moreira (ok, nem tão glamuroso assim), almocinho leve e compras em Ipanema. Bem mulherzinha, já que éramos em três. Deitamos ao sol, tomamos vários capotes mergulhamos no mar, bebemos mate para parecer carioca e cerveja para permanecer paulista, tudo completo. Na hora das compras então, um sucesso! Pelo volume de roupas compradas a gente poderia ser enquadrada no tráfico Rio-São Paulo. Eis que resolvemos ir ao supermercado para comprar algumas coisinhas para o jantar, já que o plano era comer algo, descansar, viver a vida e sair para algum lugar. Uma vez compradas as comidas, quando estávamos prontas para deixar o Zona Sul de Ipanema, começou a chover. Chover. Chover. E nada de qualquer sinal que nos deixasse um pouquinho menos molhadas. Começou a saga do táxi. Nenhum táxi parava pra gente. Nenhum. E aí vem aquela síndrome do paulista que, depois de elogiar e se esbaldar no Rio, começa a reclamar: cadê a infra dessa cidade? Como é que vocês querem receber as Olimpíadas? Isso é um absurdo. E blá blá blá. Como nada dessa conversa nos tiraria da chuva depois de 1h40 tentando pegar um táxi, resolvemos pegar um ônibus. Aliás, resolvemos pegar o primeiro ônibus que passasse pela rua e fosse em direção à Gávea. Era uma questão de honra chegar ao apartamento. A única coisa que não contávamos era que nosso destino estava reservado no ônibus da Rocinha. Sim, lá mesmo. Como o motorista disse que passava pela Gávea, lá estávamos nós, sentadinhas com sacola de praia, sacola do tráfico de roupas e sacola de supermercado, com sorvete, frango, alface, batata, vinho e por aí vai. O ônibus fluía tranqüilo a ponto de fazermos até amizade com uma senhora que desceria no mesmo ponto que nós. De repente, começou a entrar gente, entrar gente, entrar gente, óbvio, tava uma puta chuva. E ninguém saía. A decisão foi ficar em pé, no fundo do ônibus, para não perder a nossa descida. Lá estávamos nós, agora de pé, com sacola de praia, sacola do tráfico de roupas e sacola de supermercado, com sorvete, frango, alface, batata, vinho e por aí vai, aguardando os minutos em que estaríamos livres do momento contato-e-improvisação no ônibus da Rocinha. Só que o ônibus parou. O trânsito parou. O Rio de Janeiro parou. E como a gente não agüentava mais não chegar em casa, a gente resolveu andar. Resultado: chegamos que nem mosca tonta na sopa ao prédio que, aliás, havia inaugurado uma linda cachoeira só para dar mais emoção à nossa entrada. Mesmo depois daquele momento leptospirose, resolvemos tirar uma foto para registrar o momento:

Pena que a câmera do celular também tinha molhado. Ai que burras!

PS: história baseada em fatos reais. Qualquer semelhança com a realidade é a mais pura verdade.

fama curta, como a saia

Geise, você está prestes a perder o timing da fama.

Ou você arranja um ex-BBB para casar.
Ou você entra para A Fazenda.
Ou você faz uma dupla sertaneja com a Stephany.

Fica a dica.