Archive for the 'Ai que burra' Category
lógica portuguesa
Eram três senhoras portuguesas. A primeira delas, de casaco preto e branco, foi feliz com o marido por 47 anos, até a morte dele. Ela nascera no Algarve, mas preferia morar em Guimarães.
- Algarve, só no verão.
- E o que a senhora costuma fazer aqui?
- Eu? Nada!
Seguia feliz ao lado da prima do seu marido [...]
ursinho-coca
Domingo, 23h30. Eu já no 27° sono quando meu irmão, com a sutileza do Shrek, entra no meu quarto e
você-trouxe-a-chave-do-carro-pra-cá-e-tá-bloqueando-um-carro-na-garagem-que-quer-sair!
Enquanto eu tentava me desvencilhar do meu sono perfeito com trilha da Clara Nunes, pensava no que eu tinha feito pra merecer aquilo poderia ter acontecido com a chave. Eis que resolvo descer na garagem de [...]
com meia ou sem?
Esse negócio de fazer mestrado é engraçado, porque eu não tenho a menor postura acadêmica e precisaria adquirir isso de algum jeito - alguém sabe se tem no Mercado Livre? Aí tava lá eu na cerimônia de abertura da Compós (vulgo ‘congresso’) esperando pelo início das solenidades. E tava um calor dos infernos, não sei [...]
rainha dos caminhoneiros
Daí que me mandaram fazer umas fotos de caminhões lá na beira da marginal Tietê. Mas não me avisaram em qual dia isso seria feito e é lógico que caiu num dia que eu estava de saia, meia-calça fina daquelas que-desfia-mesmo e bota. Mas vamos lá, tudo na esportiva. Chegando lá, percebo que é praticamente [...]
síntese é bom, mas tem limite
Tô inscrevendo minhas fotos num concurso que pede um ‘release do trabalho (um breve texto com até 500 caracteres com espaço)’. Antes de contar qualquer caracter, saí escrevendo como qualquer-redator-sem-métodos. Até achei que 500 era um número alto e que, nessa quantidade, caberiam muitas e muitas palavras.
Escrever bem é saber vestir as palavras de acordo [...]
o dia em que eu peguei o trem
O povo me disse que o trem da Marginal era legal. Me disse também que era confortável e com ar condicionado.
O povo me disse que, além de me transportar, eu ainda poderia me deliciar com música clássica dentro do vagão.
O povo me disse ‘ah, você vai no contra-fluxo, é tranquilo’.
Só tenho uma coisa a dizer [...]
façam o que eu digo
Atenção, atenção. O tal do ponto de equilíbrio do post abaixo era bacana, mas deixou um lugar roxo no meu corpo, bem naquela parte onde a perna passa a ser chamada de pé.
Isso foi apenas uma maneira de dizer: crianças, não façam isso em casa.
- Garçom, me vê um tirador de dor de tendão, pufavô?
quinhentos e noventa
- Pufavô, quanto custa essa bolsa de palha?
- Quinhentos-e-noventa-reais (sorriso no rosto)
- Ahá!
Ahá. Essa era a única coisa que eu conseguia dizer, enquanto o refrão pegadinha-do-malandro martelava na minha cabeça. Quinhentos-e-noventa-reais por uma bolsa de palha?
- É que é da Adriana Ribeiro.
- Ahã.
Ahã, a única coisa que eu conseguia dizer enquanto matutava quem é a [...]
ingenuidade
Ingenuidade é desejar profundamente um Suflair Alpino derretendo na sua boca e comer uma maçã para tentar enganar sua mente.
- Garçom, me vê uma piscina de brigadeiro, pufavô?
ao espreguiçar
Torci o pescoço e fiquei assim, meio enferrujada, meio com cara de pia.
Foto do projeto Faces in Places.
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