fotografiska

Eu não conheço muitos museus que sejam totalmente dedicados a fotografia, como o Fotografiska, e só isso já me faria ter uma grande admiração por ele. Mas a minha relação com ele não parou por aí. No meu primeiro sábado em Estocolmo, Weno me levou ao Fotografiska para ver uma exposição e tomar um café. Vimos fotos de Mapplethorpe e Liu Bolin e tomamos um fika* com a vista maravilhosa da cidade (sim, é essa da foto acima). Desde então, esse museu passou a ser um dos meus pontos de referência de lá, um daqueles lugares que se tornam íntimos e conhecidos numa cidade onde todo o restante é parte do desconhecido. Era como se eu frequentasse aquele lugar há anos e conhece os cantinhos e caminhos por dentro dele. Era um lugar onde eu me reconhecia e me sentia menos externa ao mundo.

É fácil se apaixonar pelo Fotografiska. Numa entrevista feita com Anton Corbijn, ele define bem: “são poucas as vezes que sou convidado para expor com um espaço digno para fotos grandes”. O museu é assim, pensado super estrategicamente. A primeira sala é destinada a fotos grandes, com uma bela iluminação e uma ambientação de cores que varia de exposição para exposição. A segunda sala foi pensada para exposições eletrônicas, que consideram a TV como um suporte fotográfico. No segundo andar, mais 2 (ou 3, não me lembro) salas para outras exposições. E no outro andar, ao lado do café, inúmeros espaços com diferentes exposições ou mostras. Tudo isso com foco em fotografia. É ou não é genial?

Para completar a minha paixonite pelo museu, eles fizeram recentemente a Instawalk, uma caminhada pela cidade de Estocolmo na qual os participantes tiravam fotos que, uma vez publicadas no Instagram, viravam também parte da exposição em uma das salas do museu. Simples e incrível.

*fika é uma expressão sueca para “tomar um café e comer um bolinho” ou qualquer coisa do gênero. Pode ser um substantivo (let’s have a fika) ou um verbo (let’s fika?)

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