longa vida a ciclo-rua

Em São Paulo eu sempre pertenci a categoria “ciclista de ciclofaixa”. Comecei a andar de bicicleta há uns 2 anos atrás, ainda bastante tímida e medrosa. Portanto, enfrentar o trânsito de São Paulo nunca me pareceu uma ideia saudável pra mim, que enrosco na bicicleta a cada movimento inesperado. A partir do momento que decidimos morar em Estocolmo, bicicleta passou a ser meio meio de transporte individual oficial. Feliz da vida, comprei minha Monark rosa fofa e saí pelas ruas suecas. E, para minha boa surpresa, basta um pouco de estrutura para você se sentir muito mais seguro e confortável sobre as duas rodas. A cidade é praticamente inteira permeada por uma via exclusiva para bicicletas, que ora percorre a rua dos carros e ora percorre parte da calçada de pedestres. Aliás, se você andar sem querer por esse trecho ciclístico da calçada, os suecos ficam bem chateados. Eu nos primeiros dias não havia me acostumado e nem notava onde estava andando. Agora já virou mais natural. Normalmente os trechos que não possuem a faixa desenhada não passam de uns 400 metros, ou seja, você logo chega em outra ciclovia bonitinha para andar. Como Estocolmo é um conjunto de ilhas, a ciclovia sempre que pode permeia a água e os parques com “praias”, o que acaba deixando o trajeto bem bonito.

Outra coisa que ainda preciso me acostumar é com as placas destinadas a bicicletas, pois tenho o vício de olhar para as placas de carro. Algumas áreas são bem sinalizadas com placas para os ciclistas, incluindo a distância que você precisa percorrer para chegar até o bairro/região indicados. Além disso, no Cykelreseplaneraren você pode ver os trajetos certos, onde existe estacionamento de bicicleta e até onde tem bomba para encher os pneus. Legal, né? E pra quem não tem bike, existe também o Stockholm City Bikes, aquele serviço de pegar a bicicleta em estações específicas e devolver em outras. Ou seja, não tem desculpa.

One Comment

  1. Nina Petniunas

    é.. com uma estrutura assim eu trocaria o carro fácil!!

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