fingiu

Fingiu que era pólen para visitar dentro da flor. Fingiu que era sonho para que o outro, ao acordar, não percebesse que havia terminado. Fingiu que era bolha para sentir o que era alma. Fingiu que estava perto porque é mais cheiroso que estar longe. Fingiu que era noite só pra dar bom ao dia. Fingiu que era dança para dar ao corpo um prazer. Fingiu que era criança porque isso, por si só, já basta.

Fingiu porque percebeu que, ao fingir, deixava seu cérebro mais confortável ao fazer coisas erradas.

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