aceita um spam, com gelo e limão?

O briefing que eu recebo costuma ser padrão. Queremos inovar. Queremos ser assunto. Queremos ser amados. Tirando alguns detalhes de cada briefing, o KPI emocional, se é que posso chamar assim, costuma ser o mesmo. Nós, da equipe de mídias sociais, planejamos, criamos, executamos e mensuramos. Aliás, já que toquei nesse assunto, vale um detalhe: muito me espanta o uso corriqueiro de “especialista/analista de mídias sociais”. Eu nunca contratei um desses. Eu contrato publicitários, jornalistas, comunicadores em geral. Gente que estudou o assunto e tem o mínimo de conhecimento sobre mensagem, emissor, receptor. Se souber dialogar sobre a Sociedade do Espetáculo ou souber diferenciar virtual de digital, melhor ainda. É isso que diferencia um profissional de um “-ista”.

Acontece que muitos “-istas” têm ocupado posições no mercado. Oferecem soluções caseiras – para não dizer toscas – para os tais dos briefings de inovação. Algo como “Quer estar em blogs? Pergunte-me como.” Até aí, cada um com os seus problemas. Porém, como alguém que trabalha no mercado de redes sociais, sinto cada vez mais que as soluções “-istas” crescem. São simples e costumam ser baratas. Efetivas ou não, éticas ou não, são no mínimo tentadoras.

Para nós, que focamos em ações efetivas e transparentes, ter contato com esse tipo de coisa é desanimador. Não me entendam como vítima. Picaretagem existe em qualquer área, isso nunca foi novidade. Mas é ruim ver essas coisas acontecerem, principalmente quando você acredita nisso.

Se você é daqueles que acha que trabalhar com inovação é fácil, ligue djá para algum “-ista”. Se você não for uma dessas pessoas, pode mandar seu currículo que a gente conversa.

*Atenção: esse foi um post pago. Pago pela minha consciência.

3 Comments

  1. e enquanto empresas continuarem a contratar os “istas” porque, no fim das contas, sempre tem a desculpa de que “é mais barato, né?”. depois o desastre comunicacional acontece e…, bem, o barato sai caro.

  2. Bom texto 🙂

    A verdade é que a palavra ‘inovação’ também já perdeu valor, tanto quanto ‘revolução’. Se todo mundo inovasse, nada seria inovador..

  3. Vanessa

    Ual, escreveu justo. Muito bom ponto de atenção!

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