turquia e eu

A ideia era ir à Tailândia. Conhecer a terra dos sorrisos, da massagem e do budismo. Comer bichos estranhos, pimenta e um pouco mais de pimenta. Nadar em praias incríveis e conhecer lugares espiritualizados. No entanto, por motivos alheios mas nem tanto, resolvemos deixar a Tailândia para outro dia. A substituição? Turquia. Confesso que esse destino não estava na minha wishlist. Nada contra a Turquia, mas simplesmente era um país que ainda não havia me atraído. Esse fato, aliás, deve ter ajudado no meu encantamento pelo lugar. Conversando com um turco ainda no Brasil, antes de pegar o avião, ouvi que eu deveria reservar um tempo para curtir Istambul. E a palavra “curtir” é tão ampla que eu fiquei meio confusa. Só que, ao chegar la, você acaba sendo obrigado a curtir. Se tem uma coisa que esses turcos sabem fazer, é viver. Sofás nos chãos em bares obrigam que você recoste para tomar algo. Cobertores são utilizados sem a menor cerimônia em lugares públicos, já que ninguém é obrigado a sentir frio. Homens andam abraçados sem qualquer conotação gay. Eles apenas buscam conforto, carinho e uma espécie de relaxamento. Visitando lugares como o Topkapi, é fácil perceber essa adoração pela boa vida. Almofadas, ambientes extremamente decorados e tapetes compõem o aconchego do antigo palácio dos sultões. Azulejos e mais azulejos lindos decoram as paredes, formando um sem fim de texturas e cores. Impossível não gostar de estar lá.

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