
Monthly archives: July 2009
patinha
30Jul09A gente se conheceu por causa de um professor da faculdade. O trabalho final dele estava aberto a manifestações artísticas. Eu fiz um lance com sapateado. Ela imitou um nordestino em cima da mesa. Ele gostou tanto que fez a gente se apresentar em todas as classes. Ficamos amigas assim.
Admirávamos coisas parecidas. Começamos a frequentar teatros, cinemas, trabalhos em grupo. Começamos a nos frequentar. Percebemos como nossas famílias eram similares, assim como nós mesmas.
Passamos por crises com o trabalho e as escolhas da vida, mas sempre soubemos interpretar bem os papéis. Aliás, talvez foi isso que nos aproximou tanto. A familiaridade com o palco e o jeito como isso se convertia em nossas vidas. Sempre conseguimos ir da reunião de negócios ao surto absoluto pseudo-hippie. E nos dávamos bem em todas as situações.
Aprendemos juntas que o futuro podia ser amarelo. E que se ela pulasse nas minhas costas, eu conseguiria aguentá-la por horas. Entendemos o que era confiança quando ela topou engolir adoçante líquido por minha causa. E quanto nos amávamos por ter alguém que engolisse adoçante líquido por nós.
Conversamos horas e horas pelo telefone, nadamos peladas inúmeras vezes à noite no mar, dançamos como loucas mesmo com os olhares reprovadores. Porque estávamos juntas e era apenas isso que nos interessava. Dormíamos na mesma cama por preguiça de arrumar a outra e tínhamos total liberdade de chutar a outra caso ela incomodasse à noite ou puxasse o cobertor.
Viajamos juntas, fotografamos milhões e milhões de cliques. Ela sempre soube posar e ceder os melhores lados dela. Tanto nas fotos como na vida.
Hoje ela está do outro lado do mundo, um pouco mais pra cima do que costumávamos nos encontrar. Mas é impressionante como ela está todos os dias no meu coração, um pouco mais fundo do que eu podia imaginar.
rss: alterem seus readers
28Jul09
<música do plantão da globo>
Atenção, atenção! Troquei o endereço do meu rss! Por isso, os assinantes atentos devem prontamente alterar o meu endereço de alimentação de conteúdo para feeds.feedburner.com/mawacomw
Se você não sabe o que é rss e ficou curioso, leia aqui.
Se você não sabe o que é rss e não quer saber, encare apenas como “risos”.
</fim da música do plantão da globo>
Voltamos a programação normal.
mídia impressa
28Jul09Daí que eu sempre tenho dificuldade com algumas nomenclaturas de mídia impressa, já que não estou acostumada a trabalhar com isso. No meio de uma reunião, aparece alguém para falar de mídia impressa e um cara rebate:
- Ah, não me venha com nove grávidas!
Nisso eu comecei a pensar o que seriam as grávidas em mídia impressa? Páginas duplas? Páginas com lombada? Páginas com enjôo ou algum desejo intenso?
Dias depois, pesquisando com as pessoas o que seriam as tais das grávidas, descobri: ele se referia ao ditado “Nove grávidas não vão fazer seu filho nascer em um mês”.
Ai que burraaa.
heartbreak hotel
19Jul09Cheguei tarde, ele já não estava mais lá. Fiquei imaginando como seria, já que é do ser humano tentar imaginar sempre o que não consegue ver. Mas é fato que eu nunca conseguiria tomá-lo da forma correta se é que isso existe. A gente tem que sempre fazer as coisas da forma correta, mesmo ela sendo errada. Isso é esquisito. Não dá pra fazer a coisa errada de forma errada porque aí ela se torna correta. Correta ou incorreta, a forma dele seguia os contornos de Heartbreak Hotel cantada ao vivo por Elvis. Era assim que eu o imaginava, surrupiado por pedaços de luz que, em contato com seu corpo, viravam rosas, azuis, amarelos e nulos. Ele dançava dois pra lá e três pra cá, sem perder o ritmo que havia aprendido com seus parentes de outrora. Tudo nele pertencia a outrora, como se nunca lhe fosse cabível sentir-se contemporâneo. Por não se adequar, foi embora. Deixou-me apenas seu retrato, para o qual cantei Heartbreak Hotel me sentindo o Elvis, sabendo que eu nunca seria o Elvis assim como ele nunca seria meu.
casulo externo
16Jul09Eram borboletas, mas disfarçaram-se de rosas para aproveitar o sol sem que o vento as levasse.
te amo pra caralho
14Jul09
Numa conferência do Patch Adams no Brasil, ele sugeriu que pegássemos um desconhecido na platéia e, segurando em seu rosto, repetíssemos “Eu te amo” por três minutos, com o máximo de verdade que isso pode ter.
Foi uma das coisas mais difíceis que eu já fiz na vida. E uma das mais importantes.
Post auto-copy-paste do meu novo projeto www.urgencias.de
pesca aérea
12Jul09Me desculpem os protetores de animais, mas essa história é totalmente fruto do acaso e, no mínimo, engraçada.
Eis que meu irmão foi pescar com a família da namorada. Dia de sol, todo mundo feliz, ansioso pelo primeiro peixe a ser pescado. Meu irmão, com fortes referências de Shrek, decide fazer que nem no desenho animado e jogar a vara lá atrás para, depois, jogá-la bem longe na água.
Quando ele foi fazer isso, a vara alcançou o telhado de uma casa que havia atrás dele e, tcharam, uma pomba enroscou no anzol. Sim, é isso mesmo. Ele teve a proeza de pescar uma pomba.
Aí fica a questão: imagine você lá, sussa no telhado, tomando um sol, quando chega um anzol de repente e te tira da tranquilidade?