Monthly archives: June 2009

eu quero uma casa no campo

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Cheia de bolhas de sabão.

genial

Ver a exposição do Vik Muniz, num domingo, no Masp, é bem mais completo. Isso porque você já começa a ter contato com o conceito dele de montinho (milhões de coisas nonsense-esquisitas) antes mesmo de entrar. Afinal, ver um encontro de cães galgos, seguidos de uma homenagem ao Michael Jackson com direito a cover e um velhinho vendendo doces coloridos e bem-humorados é, no mínimo, uma referência ao bololô do Vik.

Genial.

influência do Harry Potter

Enfermeira: Olha, vocês podem continuar o papo, finjam que eu sou invisível, tá?

Palhaço: Beleza!

Paciente: Palhaço, também quero te ver invisível!

Palhaço: Mas se eu estiver invisível, como você vai me ver?

eu gostava dessa

olá como vai

As coisas têm passado. Eu ainda me confundo se o têm tem ou não acento. Nasceu o filho de uma amiga. É lindinho. Marquei minha qualificação do mestrado. Aprendi a fazer brownie. E a fazer bolhas de sabão maiores do que as normais. Decido as coisas mais rápido. Me disseram que passo um ar sereno. Isso me conforta. Tive um acesso de riso depois de 1h20 no trânsito. É gostoso rir sem conseguir controlar. Uma professora referência no meio elogiou meu trabalho. Falar que meu avô era da resistência anti-nazista impressiona as pessoas. É uma espécie de ato heróico. Tomei sorvete de umas frutas que não nascem aqui. Era bom. Fui ver stand up. Não era tão bom. Pode ser preconceito meu.

E você, tudo bem?

seletivo

Quando estou feliz, vejo mais as cores do sol. E elas me dão vontade de dançar.

mãe, olha eu

Eu tenho escrito pouco por aqui porque estou trampando bagarai ocupada dando entrevista pra MTV.

Mas, se você quiser matar a saudade, aí estou eu em carne, osso e tela.

hey ho vamos

Daí que, como diria uma amiga minha, americano é tudo estranho. Os caras chegaram ao ponto de inventar um prêmio para a criança que fala o maior número de línguas. Detalhe: a turma dessas crianças ainda não atingiu nem 2 anos de idade.

O lado bom? Minha sobrinha ganhou o tal do prêmio. Brasileira, ela hoje mora lá com os pais e já fala três línguas: português, inglês e uma que ela inventou.

O melhor é que, quando a professora diz “Let’s go”, ela responde “Amos!”.

sem tempo para poesia

Ele respondeu ao chamado dela que, do seu jeito, havia sido impessoal e prático o suficiente para que ele entendesse que havia pressa. Só que a resposta veio cheia de metáforas e perguntas e ela enrugou a testa. Passado o infinito de cinco minutos bravos, surgiu-lhe um sorriso no rosto. A mensagem era poética, enigmática, nonsense e, por tudo isso, engraçada. Riu.

Se não há tempo para poesia, seu moço, atente.  Há algo de errado.

Marcia, Tereza, Xuxa

A conversa com ela é uma espécie de sonho lúcido. Em meio a tantos personagens que ela traz, surge a dúvida da veracidade daquilo. As histórias são ricas e contextualizadas. Os personagens têm nome, sobrenome, endereço e profissão. Quem escuta suas histórias, como disse a Pri, tende a se prender no mundo racional e achar a moça apenas uma louca. Mas há algo nela que puxa, que instiga, que faz com a gente escute que ela foi perseguida porque era loira e confundiram-na com uma americana, porque era fugitiva do regime de Cuba, porque diz suas verdades em papéis contando que o avião caiu por causa dos terroristas. Porque vão privatizar o Brasil inteiro, porque os gringos vêm aqui se apoderar de tudo, porque os nordestinos não param de vir para São Paulo, porque ela ficou apelidada de Xuxa quando morava na Barão de Tatuí. Porque torturaram-na pela mandíbula, porque ela passa hidratante mesmo sendo moradora de rua, porque ela vende um vídeo dela em CD por 10 reais mas se você não tiver dinheiro pode procurar no Google Video. Ela fala tudo isso com muita certeza. E vai continuar falando, aos berros e nos sulfites que espalha diariamente pelas árvores de Higienópolis.

marta

Foto tirada para o projeto LomoInLomo.