me perguntaram
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Nossa, que pergunta mais complexa. Mal sei responder o que eu quero ser, quem dera saber o que eu já sou. Gosto de bolhas de sabão, de mergulhar muito no mar, de sentir o sol entrando na pele. Costumo me expressar bem por fotografias, embora passeie bastante pelas letras encaixadas. Paixão por dança. Capacidade de passar a noite inteira me mexendo e bebendo apenas água. Me sinto bem com um nariz de palhaço na frente. É libertador. Já pensei em morar fora, já pensei em morar dentro, por enquanto fico aqui mesmo. Consigo fazer várias coisas enquanto dirijo, desde almoçar direito – entrada, prato e sobremesa – até tirar sobrancelha. Não entendo quem tem nojo de cabelo quando tá fora do corpo. É mesma coisa, só que desgrudou da pele. Gosto de encontrar o encaixe perfeito entre meu pescoço e o ombro dele. Dá conforto. Tinha a idéia de ser algo maior, mas ando pensando em apenar ser. Tô no meio de um mestrado de semiótica, mexendo os palitinhos no meu cérebro prático. Acho bacana poder estudar e trabalhar. Shakespeare e relatório. Não costumo ficar parada em uma coisa só. Até porque, se eu parar, eu durmo. Sem a menor cerimônia. Viajaria o mundo inteiro se tivesse uma máquina de teletransporte. Enquanto não tenho, acabo voltando pra casa para lavar a roupa. Invento histórias para deixar o mundo mais leve. Elas nos lembram do fundo do baú. E, no fim das contas, é o fundo que guarda as coisas mais interessantes. Exatamente porque se foram pro fundo. |
Profundo
Foram pro fundo da minha alma as palavras, os sentidos, as emoções, os quereres, os gostares…
Gosto muito da tua redação. Se fosse professora, te daria nota 9,5, porque se desse 10 vc não se esforçaria mais na próxima…
Beijos queridos!