Monthly archives: March 2009

soy tu aire

Soytuare, dica graciosa da Claudia Melissa, na qual você pode desenhar com o mouse conforme a música.

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celular não é só pra falar

Tenho gostado muito de algumas fotos do meu celular e resolvi postá-las aqui. Não, eu não fui paga pela Sony Ericsson, tampouco quero ser. É apenas um compilado de fotos que eu não achava que sairiam de um celular (sim, ainda penso um pouco old-school). Sei lá, máquina pra mim é a reflex e pronto. É fato que o celular não me dá as possibilidades de controle que eu tenho com minhas câmeras. Mas tenho que admitir que esses resultados me impressionaram.

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auto-glub-retrato

3375154437_a2ed2a9a45Da série Como fazer efeitos do Photoshop na-raça-sem-computadô.

sonho enquadrado

Era uma torre muito alta, construída como se fosse a continuação de um metrô pra cima, embora metrôs pra cima não façam muito sentido. Lá do alto se via uma cidade de favela bonita, sem o aspecto da miséria ou pobreza. Era simplesmente bonita. Bem na minha frente constava uma torre mais fina, como que continuação de uma casa da favela, só que pra cima também. No último andar, um casal jantava sentado à mesa. Em cima desse último andar, um varal. Pendurados estavam um par de All Star vermelho para adultos e três pares de All Star vermelho para crianças, daqueles que têm velcro. Como cenário deste varal, a cidade inteira e linda, meio desenho, meio ilusão. Comecei a tirar fotos. Primeiro, da cena dos All Stars vermelhos. Tive dificuldade com o foco pois havia uma rede de proteção na torre onde eu estava. Lembro de mudá-lo de automático para manual. Sigo tirando fotos. Aparece um menino e começa a fazer poses de bobo da corte perto do varal. Clico uma, clico duas, clico três. O menino some, é quase hora de eu ir embora. Olho pra cena e o sol baixou. Último clique: silhueta do varal dos All Stars embalada no céu rosa.

Meu despertador toca e eu sonho em encontrar essas fotos em minha máquina fotográfica.

yo no creo en brujas

Eis que estou na lojinha do posto de gasolina para efetuar o pagamento quando, não mais que de repente, me deparo com um daqueles RG´s perdidos que o povo deixa atrás do caixa caso o dono venha buscar. O RG estava longe, forcei os olhos para ler o nome. Putaquel, era de uma das minhas melhores amigas. E eu nem sabia que ela havia perdido o RG. Provei pra moça do caixa que eu a conhecia indicando a data de aniversário dela.

São Paulo tem uns 19 milhões de habitantes e sei lá eu quantos postos de gasolina.

Como assim, minha gente, como assim??

Tô indignada com as conexões cósmicas do posto da 13 de maio. Se alguém jogou na mega sena, recomendo uma passadinha lá no posto. Sei lá, pode validar os números com algum frentista.

Ah, sim, roubei a expressão ‘putaquel’ da Lelê.

achei, achei!

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Encontrei o Wally lá no Rio de Janeiro.

só pra quem quiser

Teatro é caro! Já cansei de ouvir essa afirmação de muita gente que acha que só tem peça no Teatro Abril e no Alfa. Nada contra essas belíssimas casas, mas é fato: lá, teatro é caro. Esse fim de semana vivi exatamente a situação. Sábado, Encruzilhados: entre a barbárie e o sonho, Centro Cultural São Paulo, 15 reais. Domingo, Beatles num céu de diamantes, Teatro das Artes (Shopping Eldorado), 70 reais.

Encruzilhados: papo fundo, com toques de humor e uma certa desgraça, encarnados por personagens ora charlatães, ora poéticos. Ésio Magalhães e Andrea Macera dão um show no palco, como de costume, mostrando maturidade e lindas composições. O público sai da peça ainda com o cheiro de incenso e com a dúvida sobre suas próprias encruzilhadas.

Beatles num céu de diamantes: uma mistura esquizofrênica de Beatles com a cultura Broadway de musicais. E se eu disser que não me diverti na peça, é a mais pura mentira. Tive um verdadeiro acesso de riso ao ver os cantores atuando a la Gaston da Bela e a Fera ao som dos meninos de Liverpool. Gente, isso é puro LSD. E dos bons.

É claro que, das duas peças citadas, minha preferência fica com Encruzilhados. É o meu estilo de ver teatro, pequeno, nos fundos, com bons artistas e coisas que ficam borbulhando na sua cabeça pós-peça.

A verdade é que teatro pode ser caro. Mas só pra quem quiser.

abraço quentinho

Quem não gosta?

AbraçoObrigada. Pelo desenho e pelo abraço.

me perguntaram

Nossa, que pergunta mais complexa. Mal sei responder o que eu quero ser, quem dera saber o que eu já sou. Gosto de bolhas de sabão, de mergulhar muito no mar, de sentir o sol entrando na pele. Costumo me expressar bem por fotografias, embora passeie bastante pelas letras encaixadas. Paixão por dança. Capacidade de passar a noite inteira me mexendo e bebendo apenas água. Me sinto bem com um nariz de palhaço na frente. É libertador. Já pensei em morar fora, já pensei em morar dentro, por enquanto fico aqui mesmo. Consigo fazer várias coisas enquanto dirijo, desde almoçar direito – entrada, prato e sobremesa – até tirar sobrancelha. Não entendo quem tem nojo de cabelo quando tá fora do corpo. É mesma coisa, só que desgrudou da pele. Gosto de encontrar o encaixe perfeito entre meu pescoço e o ombro dele. Dá conforto. Tinha  a idéia de ser algo maior, mas ando pensando em apenar ser. Tô no meio de um mestrado de semiótica, mexendo os palitinhos no meu cérebro prático. Acho bacana poder estudar e trabalhar. Shakespeare e relatório. Não costumo ficar parada em uma coisa só. Até porque, se eu parar, eu durmo. Sem a menor cerimônia. Viajaria o mundo inteiro se tivesse uma máquina de teletransporte. Enquanto não tenho, acabo voltando pra casa para lavar a roupa. Invento histórias para deixar o mundo mais leve. Elas nos lembram do fundo do baú. E, no fim das contas, é o fundo que guarda as coisas mais interessantes. Exatamente porque se foram pro fundo.

praticamente uma miúda européia

Deu no teste que eu pertenço a Paris.

Ai, ai, chiquê no urtimô. Prometo que, se eu morar lá, comprarei frutas na Rue Mouffetard.

- Garçom, sivuplê, yo querriá uma taçá de champagnê!

Atentem para a tradução ipsis-litteris de “pufavô”. E você, pertence a qual lugar?