Monthly archives: January 2009

login bipolar

Cara dona mãe do login deste blog,

Seu filho não tem se comportado bem ultimamente. De mês em mês ele resolve não logar de jeito nenhum. Assim, de repente, ele fecha a cara e não quer mais saber de nada.

Gostaria de saber se ele está vivenciando algum problema em casa ou se você notou alguma diferença em seu comportamento. Ele não pode e nem deve apresentar essa mudança tão drástica. De certo modo, bipolar.

Por enquanto, o que tem funcionado com ele é remover a pasta de plugins, assim mesmo, sem choro nem vela. Só que isso custa a mim um aumento exagerado de e-mails que sugerem que eu aumente meu pênis, embora eu não tenha um. Nem pênis e nem saco pra aguentar piti dele cada vez que eu coloco um embed qualquer e acabo ficando sem o anti-spam.

Veja bem, essa solução de tirar a pasta de plugins me parece emergencial pois, com todo o meu saber tech-pedagógico, eu não entendo o que o ú tem a ver com as alças.

Quando você pode vir aqui para conversar? Faz-se mais do que necessário uma medida de reparo na educação de seu pimpolho.

Beijomeliga Aguardo seu retorno.

MaWá

PS: passarei as próximas horas limpando meus e-mails que sugerem moças mexicanas e quentes, tubos que melhoram minha ejaculação e vídeos feitos especialmente for you, baby (ainda mais porque eu acabei de escrever essas palavras aqui). Por isso, se quiser marcar a reunião via e-mail, use um título diferente destes aí.

lucas

Aqui é o mundo de deus, disse Lucas, 7 anos, em sua primeira viagem de avião.

Nada como uma criança para te inspirar, uma mãe que escreve bagarai e um tio que resolve filmar os primeiros dez minutos do Lucas no avião.

Ah, se você viciar no Lucas que nem eu, é só acompanhar por aqui.

chique no úrtimo

Uia, ganhei da querida Vilmete um selo de café que indica “blogueiros que possuem um trabalho de alto nível e de qualidade”.

Mas como eu não tenho tomado muito café, decidi comemorar com algo mais forte.

foras x chefes

Tenho uma história engraçada com chefes. Eu não consigo conviver com nenhum deles sem dar um fora. Mas eu não tô falando de fora bonitinho, daqueles de errar o nome da esposa do cara. Eu tô falando do fora pesado, moral e, algumas vezes, cínico.

O primeiro deles rolou quando eu era estagiária numa agência – vou ocultar os nomes para que apenas o mundinho publicitário quem presenciou saiba. Nessa agência, a primeira que eu trabalhei, havia um outro estagiário bem estilinho surfista. E a gíria do momento era “velho, blá blá blá”, muitas vezes pronunciada “véio”. Eu, influenciável que sou, comecei a empregar a gíria em qualquer frase da minha vida. Eis que certo dia estávamos eu e meu diretor de arte preferido olhando as vitrines do shopping e enrolando pra voltar terminando o almoço quando o chefe liga, meio puto, querendo saber onde estávamos. E a minha reação brilhante foi dizer “Calma, velho…” com a mesma entonação de quem está ouvindo Bob Marley. De onde surgiu a embolorada idéia de dizer isso? Eu podia ter dito qualquer coisa, qualquer mesmo, mas o que me veio à cabeça – e à boca -  foi “Calma, velho…”. Além da posição estou-sussa, eu ainda chamei o cara de velho. Lamentável.

A segunda vez rolou na agência seguinte, na qual o chefe tinha um certo costume de ver os relatórios que eu mandava no horário em que eu já deveria estar em casa vendo novela na faculdade. E num desses dias eu estava lá, afundada na cadeira do computador e olhando pra tela com cara de acelga quando um outro moço que trabalhava com a gente me pergunta no msn: “por que você ainda está aqui?” Minha resposta, sem mover um músculo das costas para enxergar além da tela do computador, foi “tô esperando o PRÍNCIPE ver o relatório”. O que eu não percebi foi que o “príncipe” ao qual eu havia me referido estava logo atrás da janela de msn desse moço, lendo nossa conversa. O olhar fulminante dele em cima de mim foi o suficiente para eu entender que ele demoraria mais três horas até ver o relatório e me liberar. E nessas três horas eu fiquei pensando em jeitos de puní-lo por ser tão intrometido e ficar lendo a janelinha do msn dos outros agradá-lo novamente.

Já o terceiro fora (aqui listado, veja bem) rolou com meu chefe mais recente, que tem o maiorrrr sotaque carioquêxxxxx do mundo. Daí que no meio do brainstorm o meu diretor de arte preferido (sim, aquele mesmo do outro fora) começou a falar “quem nasce no Rio é carioca, quem nasce em São Paulo é paulista e quem nasce no Rio Grande do Sul é…” “Viado!”, completei eu prontamente. Quando vi, meu chefe tirou os olhos do laptop e disse: “Você sabe onde seu chefe é nascido, né?”. E eu lá vou saber que aquele sotaque carioca era uma espécie de camuflagem de um gaúcho enrustido? Pra completar o fora, eu ainda tive o maior ataque de riso do mundo e tive que sair da sala para me acalmar.

Ou seja, um eu chamei de velho, outro de mala príncipe e outro de viado. Tô ou não tô pronta para entrar no Guinness na categoria funcionário-que-vai-morrer?

- Garçom, pufavô, me vê uma startup pronta e lucrativa pra eu não ter mais chefe?

Ah, dedico este post ao meu diretor de arte preferido que, ano após ano, teve os mesmo chefes que eu e conseguiu, sentado na primeira fila, ver todos os meus foras sendo concretizados.

avante e garoante

A cidade da garoa, em pleno aniversário, fez jus ao seu apelido.

Parabéns, São Paulo.

Foto minha, tirada há um tempo atrás, com filme mega granulado. E não é que me lembra a garoa?

família

Investir em birras significa afastar as pessoas que ama. E essa é a diferença entre possuir relações com elas e ter um relacionamento com elas.

conversas a la brainstorm

Ela contou que teve vontade de tomar um cappuccino, esqueceu a panela no fogo ligado e acabou carbonizando-a.

(ele) Nossa, você e suas histórias…

(ela) É, põe na lista!

(eu, 5 minutos depois) Você é panelista?

(ele) Quê?? O que é panelista?

(eu) Panelista, aquilo que ela disse pra você agora há pouco.

(ele, rachando o bico) Analista, ela disse analista!

(ela, rachando o bico) Eu disse “põe na lista”… Nem analista, nem panelista.

(ele) E o que seria um panelista?

(eu) Ah, sei lá. Um cozinheiro. Ou alguém que queima panelas…

dúvida

E se era uma tartaruga, por que pensava sempre que seria um hectar? Mal sabia escrever hectar, já que, quando as pessoas falavam disso, só o diziam no plural ‘hectares’. Mesmo assim, não lhe saía da cabeça essa história de ser um hectar. Porque seria muito comum uma tartaruga querer ser um leopardo com toda sua velocidade, uma lagartixa com seu corpo molinho ou até mesmo um peixe com um pescoço sem rugas. E antes mesmo de se preocupar se peixe tinha pescoço, a tartaruga esquecia de se perguntar se existe a palavra hectar.

Quando descobriu que o correto era hectare, ignorou. Era mais fácil querer ser algo que não existe.

de olhos brilhantes

Confessar amores é quase tão gostoso quanto vivê-los.

rosa, tudo rosa

La Vie en Rose – Emilie Simon

Dica fodástica da Tati, a japonesa mais francesa que eu já conheci.

E eu não sei dizer porque esse treco ficou tão rosa, mas o que vale é a música mesmo.