Eram três senhoras portuguesas. A primeira delas, de casaco preto e branco, foi feliz com o marido por 47 anos, até a morte dele. Ela nascera no Algarve, mas preferia morar em Guimarães.
- Algarve, só no verão.
- E o que a senhora costuma fazer aqui?
- Eu? Nada!
Seguia feliz ao lado da prima do seu marido falecido. Essa tinha a pele clara e o rosto manchado e me explicava que a terceira senhora estava afastada porque era a empregada, que sorria à distância interessada na conversa.
Me contavam que estavam a ir ao mercado para comprar algo para o almoço.
- Vamos comprar um peixe!
- Hummm, que delícia, assado?
- Não, cru. Vamos cozinhar depois.
Ai que burrrra (eu!). Era óbvio que mais dia menos eu cairia nessa lógica portuguesa que, a propósito, faz muito sentido. Acabei rindo sozinha depois, lembrando do diálogo e delas me contando sobre amores, Algarve, peixes e broas de milho da melhor qualidade.
2 Responses to “lógica portuguesa”
Hahahahaha!
Ai, adorei!!
Em Portugal, o nível das pérolas pro quesito “Ai que burrrrra” deve ser incrível!
É uma lógica meio sem lógica, mas que acaba tendo lógica.
Ilógico, né?
Depois conta tudo sobre a viagem.
Beijos, ó pá!