Monthly archives: September 2008

shaná tová umetuká

Nesse novo ano, espero que você tenha muita grama molhada, chocolate derretido, vinho (do porto) bom e calor de mão em cima da sua pele.

Shaná tová umetuká*!

*um ano bom e doce!

celamur

Música para dançar com edredons embutidos no corpo, em cima de um tapete felpudo e colorido. Entre um pulinho e outro, as cenas bem que poderiam passar em câmera lenta, que nem vida mostrada em comercial. A dança começa no fim do dia quando ainda tem sol. E vai até alguma hora que eu não sei qual é porque, nesses momentos, chegamos a perder a noção de minutos e segundos. Algumas bundas despreparadas  – a maioria, diga-se de passagem, porque bundas normais não são preparadas – tocarão o chão nas inúmeras quedas, seguidas de gargalhadas e mãos que surgem para te ajudar a levantar. Ou mãos que descem até você e, ao invés de te levantar, recostam no seu rosto e carinhosamente, sorriem com a luz do sol baixinha batendo no olho.

:: Donos da música – Banda Gigante

endorfina até demais

Daí que, na aula de spinning, você imagina que é a Meryl Streep num filme daqueles de mulherzinha dos anos 80 que resolve emagrecer e começa a frequentar a academia com colant-asa-delta rosa em cima de short de lycra verde limão e, durante o exercício, o filme vira um musical de fundo roxo com globos-disco-dance e a academia inteira aparece em chorus line dançando freneticamente de faixa na cabeça e batom rosa choque?

É isso que dá quando minha professora dá aula ao som de It´s raining men.

Odeio esses posts de diarinho-fiz-isso-hoje, mas essa aula é engraçada demais, minha gente! Melhor encarnar a Meryl Streep do que ser que nem a anoréxica que, mesmo quando a professora manda relaxar, continua lá chacoalhando os ossos em cima da bicicleta. Ô menina três-vezes-chata.

doe uma infância

Graciosa a campanha da Unicef que pede pra você doar uma infância.

Num período da minha infância, morei com meus avós. Nessa época, era meu avô que me colocava para dormir. Ele vinha, toda noite, com um novo gibi, pois, segundo ele ‘é muito bom ler antes de dormir’. Eu lia o gibi feliz, tal qual meu avô lia seu livro.

comunicado

Aqui jaz o que restou de Marina Wajnsztejn que, na presente data, fez sua primeira aula de spinning.

Amém.

entrevista no blog do Flickr

Me chamaram para um tal de sofá do Flickr. Mesmo com um certo medo de isso ser pornográfico, aceitei e dei a entrevista. Só a entrevista, viu?

Clicaqui e lê.

fio sim, fio não

Fio sim, fio não, cada nota dança fazendo par com algum dos meus neurônios.

[video]http://www.youtube.com/watch?v=XIuyVAXvf1k[/video]

Moça do vídeo: Camille.

oxum na cachoeira. e no corguinho.

Daí que a moça aqui do trabalho tem os filhos mais lindos do mundo. Que trazem junto as histórias mais engraçadas do mundo. No meio de uma tarde de trabalho ensolarada, a filha liga e pergunta ‘o que é Oxum’. Veja bem, todo brasileiro já ouviu essa palavra alguma vez na vida. Mas daí pra saber explicar o que é são outros quinhentos. Ela desliga o telefone e, após uma conferência com o povo,  decidimos que é mais fácil dizer que é um tipo de santo de uma religião que veio da África e que é muito comum na Bahia. Ela liga novamente pra filha e dá a explicação. A filha, então, já revida em outra pergunta mais difícil ainda. Risos geral. A mãe, sem ter o que falar, comenta:

- Ah, filha, você já tá no ‘corguinho’ agora! (corguinho = da raiz córrego; gíria para várzea, abuso, sem noção)

A ligação silencia.

- Mas, mãe, o que é ‘corguinho’?

respiro

Existo, logo respiro.

canibalismo gelado

A tartaruga já não queria mais o resto do sorvete e resolveu oferecê-lo ao elefante. Só que o elefante ficou na dúvida se conseguiria aspirar somente o sorvete da mão da tartaruga que, aliás, deve ter outro nome que não ‘mão’. Mas isso não importa agora. O elefante não queria de jeito algum aspirar a mão da tartaruga e muito menos a tartaruga inteira. Não por bondade ou carinho alheio, mas por ser vegetariano. E um vegetariano que se preze não come carne de tartaruga. Nem de ninguém. Por isso o elefante relutava, salivando enquanto mirava o sorvete de morango da tartaruga.

Sem nenhuma solução, o sorvete derreteu e o elefante entristeceu, enquanto a tartaruga, surpresa, comemorava. Ela havia ganhado uma piscina doce e rosa.