
Pétalas são lágrimas coloridas que as árvores choram quando estão felizes.
Fiquei em dúvida com a expressão ‘motivo de força maior’. Se o motivo não é de força maior, ele não impede nada, ou seja, passa a ser um fato.
Seria o fato um motivo de força menor?
Se o He-Man tem a força, isso quer dizer que ele tem um motivo?
Emos não têm motivos justamente pela falta de força?
- Garçom, me vê uma dose de espinafre, pufavô?
Esse negócio de fazer mestrado é engraçado, porque eu não tenho a menor postura acadêmica e precisaria adquirir isso de algum jeito – alguém sabe se tem no Mercado Livre? Aí tava lá eu na cerimônia de abertura da Compós (vulgo ‘congresso’) esperando pelo início das solenidades. E tava um calor dos infernos, não sei se pesquisador é contra ar condicionado, mas o negócio estava trash. Minha única alternativa seria tirar a meia-calça, já que isso pra mim é que nem cachecol: esfriou-põe e esquentou-tira, tudo no meio da rua. Foi exatamente o que eu resolvi fazer, sem perder minha locação privilegiada no auditório. Como tinha muita informação rolando por lá, estava certa de que o fato de eu estar tirando a meia-calça discretamente não fosse chamar a atenção de ninguém. Comecei delicadamente, puxando a meia-calça, tudo por baixo da saia sem aparecer nada. Até que, exatamente na hora em que eu cheguei ao joelho, um moço mira a cadeira ao meu lado e pergunta:
- Posso me sentar aqui?
Engulo seco. Pode, claro. Só me diz onde enfiar a meia-calça agora, já que ela não subiria mais de maneira discreta. A partir daí, eu tinha duas opções: fingir que eu era da turma da dança contemporânea e começar uns alongamentos esquisitos fazendo com que a meia voltasse ao respectivo lugar ou simular uma dor de barriga com calafrios e continuar com minha missão de ser uma sem-meia. Respeitei meu termômetro interno e me livrei do treco, aproveitando que o moço estava realmente interessado na tese do moço ao lado. Ufa.
- Garçom, me vê uma fórmula acadêmica fast food, pufavô?
Dica genial de culinária: a arte da apresentação de macarrão ao vivo. Lá no finalzinho da Rua da Glória é possível saborear o macarrão feito na sua frente. O moço que prepara praticamente pula corda com a massa, é um tal de amassar, esticar, girar, bater, dividir, enrolar, tudo isso meio frenético, meio olhos puxados.
Ah, é comida chinesa sem cara de comida chinesa do tipo coisas-vermelhas-com-muito-molho.
Além de todo o espetáculo, o gosto da comida é sensacional. Quem curtir, vai lá no Restaurante Massa Chinesa Rong He, Rua da Glória 622A. E de preferência, me chame!
Dias de edredon dançando por todas as etapas do seu corpo, enquanto você beberica um chocolate quente e assiste dvd – Indiana Jones e os caçadores da arca perdida – na televisão do quarto.
É tão frio lá fora, tão frio, que dá até vontade de dar um aquecedor pra São Pedro pra ele ver como é gostoso ficar no quentinho.