Archive for May, 2008
cantada vintage
O senhor que vinha no meio da rua enrubreceu-a com um não me olhe tanto porque minha mulher vai desconfiar. Ela sorriu lento e diagonal, fazendo jus à sua camisa branca de gola alta e cabelos em coque.
Aquilo havia sido mais desconfortante do que os costumeiros e ignorados pedreiros e seus assovios.
Desconfortante e valioso.
sampa pelo cel
Esquina da Pedroso com a Rebouças, pensando ‘o que você faz quando a vida sorri pra você?’
Liberdade, antes de comer macarrão chinês.
Pinacoteca, ouvindo barulhinhos de dominós dançantes.
Inauguração do Quintal de Criação, do povo do Jogando no Quintal, antes de ver um ótimo espetáculo de improviso.
No carro, esperando alguém comprar ingresso pro Kashmir Bouquet no Tuca.
brilhando na web
Tem uma onda de blogs escrevendo que nem traveco fala.
Benhê, acho que escrever com purpurina tá na moda, bela!
sítio
A grama sem sol fica molhadinha e faz cócegas no pé. Engraçado pensar que gente da cidade costuma ter aflição de pisar úmido. Sempre tem que pisar seco. Só que aí vai pro sítio e lembra que é gostoso fazer aquilo. E até se desespera no banho tentando limpar a terra e esquecendo que no […]
por dentro
Daí que eu transpareço muito o que eu sinto por dentro e fica difícil ignorar momentos tristes da minha vida. Parece desculpinha de criativo em crise, mas não tenho conseguido escrever muito. Escrever eu até escrevo, mas fica ruim. Acho que fico na obrigação de ter que dizer alguma coisa sobre uma amiga que se […]
esquisitiiiinha
Eu - E aí, pai, como está em Amsterdam?
Pai - Ah, descobri que você não é tão esquisita assim, tem gente muito mais estranha por aqui.
Eu - …
fim do túnel
Todas as luzes do palco apontavam para ela, mas ela não conseguia ver. Resolveu dançar pra sempre na coxia. Só onde ninguém vê.
Descanse em paz.
amor
Ela sempre pensou em desenhar o futuro. Vestia sua dupla infalível calça-jeans-camisete-rosa e saía pra rua em busca de uma nova amizade. Podia ser qualquer um, do padeiro à mulher da zona azul, desde que lhe ensinasse um novo conceito de amor. Queria juntar o máximo de idéias de amor, quem sabe assim um dia […]
palhaços mudos
A montagem de A noite dos palhaços mudos, HQ de Laerte, está lindíssima. Com a Cia La Mínima, conseguiu transpor a imobilidade de uma história em quadrinhos para a movimentação singela de dois - ou seriam três? - palhaços num palco. Precisão nos gestos, luzes bem pensadas inventando espaços e tempo, sacadas boas de tradução […]
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