Monthly archives: February 2008

toca raul

Gostaria de fazer um agradecimento público às 1.517 pessoas que vieram me contar hoje que o Fidel Castro renunciou. É só passar uns dias na ilha que o povo começa a achar que você virou um revolucionário. Ao menos ninguém me chamou de barbudo.

E em homenagem ao barbudo-mor, deixo a imagem genial pescada no Eneaotil e cedida por  Ricardo Silveira.

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Um abraço, Fidel. Depois te mando aquela foto nossa fumando um puro e tomando rum.

mudança de ritmo

[video]http://www.youtube.com/watch?v=tKlAmCfOoX4[/video]

pintura

Vassouras são pincéis gigantes e com ombros, comumente utilizados para pintar o mundo de limpeza.

sorrisos

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Inspiração para dias felizes: ao mesmo tempo em que entra um vento ensolarado pela janela, você vê fotos boas de momentos bacanas, come azeitonas verdes, toma chá verde e escuta o CD do Gero Camilo.

Não tem erro, pó-testá-aí.

barbatuques: lançamento do dvd

E sai do forno o DVD do Barbatuques, com direito a show, oficina e muita vivência corporal no mês de março. As atividades estarão concentradas no Sesc Pinheiros, mas para quem quer ficar com um gostinho do que está por vir, é só ver o trailer do DVD:

[video]http://www.youtube.com/watch?v=I8Xh0WTcilY[/video]

Ainda não vi, mas sei que o DVD contém o show realizado no Sesc Vila Mariana e uma espécie de documentário sobre a vida do grupo, com entrevistas, viagens, aulas e trechos do encontrão que fizemos dia desses.

As mãos coçam. Ainda bem que março tá logo aí.

machucadinhos bonitos

Purpurina nada mais é do que os restos mortais de estrelas cadentes que se estabacam aqui na Terra.

irashaimasse

Existe algo magnético entre o peixe cru, o wasabi, o shoyu e a minha língua. Não consigo explicar o momento gelado em que o arroz toca sua boca, o shoyu é absorvido pela galera gustativa da sua língua, o wasabi dá aquele ardidinho bom e você degusta o peixe fechando um pouco os olhos e balançando a cabeça sutilmente pra frente e pra trás, soltando aquele som básico de hummm.

Comida japonesa é bom bagarai. Fica aqui a minha homenagem ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil já que, sem eles, provavelmente minha paixão descrição acima não seria possível.

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Eu não tava aqui há 100 anos atrás, mas se estivesse, com certeza saudaria os nipo-amigos com um Irashaimasse.

viajar, verto intransitivo

Sabe aquela história de que, quanto mais você dorme, mais você tem sono?

Viajar é assim também.

- Garçom, me vê um hotel desses, pufavô?

Dica do Coca.

charuto

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Ela pediu um sabonete em troca dessa foto e de repente eu me senti o ser mais estranho do mundo, tentando processar a minha relação com ela, baseada num clique. E num sabonetinho-de-hotel.

foto soja

Numa dessas crises de criador-fotógrafo-ah-minhas-fotos-estão-todas-iguais, passeava por Olinda com meu umbigo e minha máquina. Parecia que tudo que eu via já estava nos meus registros e eu só pensava se havia alguma razão para clicar aquilo tudo de novo. Me apropriando sem pedir licença de um termo ótimo daqui, eu tava sem saco de fazer foto soja.

Abre-parênteses. Tá, vocês podem achar viadagem frescura, mas essas coisas rolam com o povinho que vive se expressando. Fecha-parênteses.

Enquanto olhava para a Igreja da Sé, ponto alto e turístico de Olinda, lembrei de uma foto que havia feito há dois anos atrás. Mostrava a igreja desfocada por trás daquelas rendas que os moços vendem, que vó chama de caminho de mesa.

- Deve ser assim que o vendedor de renda vê a igreja todo santo dia.

A foto antiga foi feita em preto e branco e aí meus neurônios vieram com a proposta de releitura da foto. Dessa vez, eu podia fazer uma foto colorida e comparar com a antiga. Conversei com o moço da renda, contei a história inteira e o carinho que tenho pela outra foto e pronto. Lá estava ele de assistente, segurando a renda para eu fazer o clique.

Saí de lá e fui fazer as mil outras coisas imprescindíveis de Olinda, como comer uma tapioca de doce de leite com banana, tropeçar em algumas pedras no chão, ajudar a barraquinha a vender sei-lá-o-quê para um gringo e, claro, matutar se ‘fazer a releitura da foto tinha valido a pena’.

Feitas essas coisas, tomei o rumo de volta pelo mesmo caminho da ida. Para minha surpresa, vejo o vendedor de renda fazendo a mesma foto, todo retorcido para segurar o tecido e clicar o momento com o celular.

Ri. Definitivamente, agora a releitura havia valido a pena.

igrejasduas.jpg

PB aqui e colorida aqui.