Monthly archives: February 2008

retroalimentação ou eu-te-amo

Dar feedback para as pessoas foi o tema do reveillon deste ano. Discutimos todos os prós e contras e, sim, é legal dizer para o outro o que achou daquilo, como foi para você, o que aquilo originou em ambas as partes. Tenho focado bastante nisso e o resultado, até então, tem sido positivo (nossa, ando meio corporativa na linguagem).

Hoje, em mais uma mega lição de simplicidade, meu pai ‘me deu o feedback’. Em nossa primeira conversa via MSN, ele resumiu tudo:

MaWá diz: só pra deixar um beijo!
pai da MaWá diz: Ganhei o dia.Beijão

Tão simples, tão bonito.

bailarina conehead

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anotações do mestrado

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até então

Edredon é muito bom. Será que tem muito trânsito hoje? O caminho até o banheiro é a coisa mais fria do mundo. Pela manhã prefiro fazer as coisas sem acender a luz. Acho chato ter que destravar a porta inteira para ir embora. Sair sem raspar um pedaço do carro é meta. A buzinadinha é artifício. SMS. Rádio ligado coloca a trilha na cena muda de entrega de jornais na esquina. Quanto tempo eles ficam lá? Pisca-alerta é luxo em São Paulo. Amigos são muito bons e provavelmente já estão acordados. Almoçaria com todos eles hoje. Academia continua me soando como uma palavra estranha. Alongamento na bola é bom e um pouco infantil. Pessoas correndo dentro da piscina dão a impressão de um filme alemão surrealista. Por que as pessoas têm vergonha do corpo dentro do vestiário? Aposto que elas fazem outras coisas com muito mais potencial vergonhoso e, mesmo assim, mostram pra uma galera. Pessoas chiques não andam descalças nem usam lingerie colorida. Salto alto chama atenção primeiro pelo barulho, depois pela presença. Gosto de cabelo enrolado. Catracas são seres antipáticos por natureza. Coitadas. Café é com espuminha. Ligo agora? Dizem que é bom tomar muita água. Mas não muita-muita, só muita. Computador é bom porque te faz sentir que você não é um louco no mundo. Muito menos sozinho. Excel desce quadrado. Comeria japonês a qualquer momento. Quanto se gasta entregando croquetes aos clientes na fila do almoço? A acústica de um lugar não tem muita importância na construção, mas na conseqüência sim. Ar condicionado é do ‘demo’. Tanto pro lado bom quanto pro ruim. Comi um brigadeiro tradicional usando uma colher. Ele virou um brigadeiro de colher? Quem compra micróbios de pelúcia? Neurônio pode ser bonitinho, mas gonorréia é trash. Aprendi no mestrado que nossos neurônios não agem linearmente, enquanto o mundo tenta ser linear. Deve ser por isso que um vídeo desses origina esse tanto de palavra desgovernada.

façam o que eu digo

Atenção, atenção. O tal do ponto de equilíbrio do post abaixo era bacana, mas deixou um lugar roxo no meu corpo, bem naquela parte onde a perna passa a ser chamada de pé.

Isso foi apenas uma maneira de dizer: crianças, não façam isso em casa.

- Garçom, me vê um tirador de dor de tendão, pufavô?

filosofia de meias roxas

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Não importa se as pessoas te consideram um desequilibrado. Basta você encontrar um ponto de equilíbrio e ser feliz com ele. Mesmo se ele for um suporte de saco de lixo.

abrindo caminhos literalmente

Viajar é espalhar sua vida pelo mundo

Sensacional a idéia de compilar frases de taxistas num único lugar, o Taxi Driver Wisdom. É aquele tipo de livro que você abre sem o menor compromisso e ri, aprende e pensa em coisas como ‘gosto de fogos de artíficio, mas estrelas são legais também’ ou ‘todos vão por lugares diferentes para chegar ao mesmo ponto’.

resumo

Coisas geniais dos meus últimos tempos: coletânea com as trilhas de todos os filmes do Woody Allen. Fanta Uva Light – finalmente a Coca me escutou. Filmes que te mostram a verdade nua e crua com um toque de inocência infantil Juno-Miss Sunshine-Darjeeling. Garrafa de 1,5 litro de água na mesa do trampo. Piada sobre as últimas palavras de Fidel Toca Raul! Músicas da Kimya Dawson. Cheesecake. Zone System do Ansel Adams. Grafite que sai da parede, invade o chão e ainda fica amigo de pétalas roxas.

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flickr pro via bluebus

Presente pra mim!

Acho que a última coisa que eu ganhei-na-sorte nos últimos 24 anos foi um Lolo no Chocobingo.

Ah, mentira, também já ganhei um repeteco na raspadinha.

dicas de fotografia

Uma galera interessada em foto tem me contatado por e-mail para conversar sobre o assunto. Por isso, resolvi publicar uma das respostas que enviei, pois acho que isso pode esclarecer as idéias de muita gente. São dicas, meros devaneios, de alguém – no caso, eu – que curte estudar esse lance entre imagem, papel e lente.

:: número 1
As point-and-shoot costumam ter várias funções ‘prontas’, aqueles símbolos de neve, close-up, esporte, etc. Escolha uma cena e faça várias versões da mesma foto com as diferentes funções. Depois veja as diferenças: uma ficou mais amarela, outra mais azul, uma focou na frente, outra focou tudo, uma tremeu, outra não, uma o flash iluminou apenas o primeiro plano, outra iluminou tudo. No começo pode parecer chatinho, mas depois que você começa a entender o que cada uma dessas funções faz, é bacana usar o recurso a seu favor (mesmo não tendo os tais dos recursos manuais). Quando você começa a entender o lance, percebe que, para deixar uma foto de praia mais bonita, pode ser legal ‘puxar mais os azuis’, por exemplo. Aí é só ir na função que faz isso e usar.

:: número 2
Curso básico: você sabe brincar com velocidade e abertura? Se não souber, é legal entender a relação que move o princípio básico de fotografia: luz e a falta dela. É que nem fome. A refeição ideal depende de quão cheio está seu estômago. Em fotografia, não existe uma quantidade padrão de luz para tudo. Se quiser entender mais sobre como funciona sua barriga máquina, esse site é bem explicadinho.

:: número 3
Seu olhar precisa de muito treino sempre. Aproveite a onda digital e ‘manda bala’. Se tiver dificuldade/preguiça de pensar em coisas, o Photojojo costuma ter temas engraçados de foto. Veja se algum te atrai e saia fotografando. Mas cuidado: família e amigos podem chegar ao grau de irritação-mor ao terem uma câmera apontada para eles toda-hora-tipo-big-brother.

:: número 4
Por último, uma dica que parece besta, mas talvez uma das mais importantes: sempre que você chegar num lugar, olhe para todos os lados. Perceba o que tem em tudo que é canto para pensar em ‘como usar aquelas coisas na composição’. Depois disso, mude o plano do seu olhar. Como um cachorro veria aquela cena? Como uma girafa veria aquela cena? Se você começar a perceber os diferentes planos, a foto sai do lugar comum de apenas “levantar a máquina na altura dos olhos e clicar.”