Monthly archives: November 2007

música bem boa

Bons momentos devem ser vividos, absorvidos, registrados e, quando possível, disseminados:

[video]http://www.youtube.com/watch?v=U6NoIqBpxkY[/video]

E só de ver esse vídeo já me sobre uma vontade imensa de dançar, sentindo as bolhas crescendo no pé descalço com areia até o sol dizer chega. Ô dilíça.

Outro flagrante bom desse show foi a virtuose engraçadinha dos moços no palco:

[video]http://www.youtube.com/watch?v=srhRs5zGtbU[/video]

Beijos pros amigos mais próximos Leo Rodrigues (pandeiro), Alexandre Ribeiro (clarinete) e Danilo Brito (bandolim) e para os futuros amigos Carlos Malta (flauta), Ricardo Herz (violino), Alessandro Penezzi (violão), Luizinho 7 Cordas e Milton Mori (cavaquinho).

incômodo

O problema de não abrir a boca e engolir os sapos é que em boca fechada não entra mosca. E aí os sapos não têm o que comer e ficam famintos e inquietos dentro do seu estômago.

de ‘a’ a zinco

Quando um artista faz algo muito bizarro, isso costuma ser considerado liberdade poética, vanguarda ou viadagem. Publicidade me diverte porque, quando aparece algo muito bizarro, eu lembro que esse algo é bancado pelo cliente. Aí aparece coisa desse tipo pra gente passar a tarde rindo.

E pra não dizer que não falei de flores, também aparecem coisas geniais como essa campanha para a WWF e filmes bacanas como esse da Guinness.

futuro wannabe

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Caraca, dá gosto de ver o site da CrashShop. Personalização, interatividade, bom gosto e, óbvio, belas fotos.

o que você faria?

O que você faria se só tivesse mais alguns momentos breves de vida?

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Eu conversaria com estranhos. Comeria qualquer coisa da padoca mais suja da região. Andaria descalça para sentir os desníveis e a temperatura do asfalto. Tomaria banho na fonte de alguma praça de São Paulo. Engoliria água do mar. Colocaria o dedo na tomada sem chinelo. Tentaria cozinhar minha própria mão no microondas. Falaria no celular por mais de uma hora seguida. Pentearia o cabelo sem medo dele ficar parecido com uma couve-flor. Deixaria a mão pra fora da janela do ônibus. Absorvia o máximo de Nutella possível. Beijaria todos os meus amigos compulsivamente.

A gente tem que ter tanto cuidado na vida, toda hora, todo dia, né?

segunda, frio, chuva

Hoje tá um dia dos sonhos.

Mas só daqueles embaixo do edredon com filme passando na TV.

culpa

A diferença entre sentir falta e ter ciúmes é que, no último, a gente culpa alguém por isso.

quietinha e despedaçada

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Zuleika é a lagartixa que mora nas margens do meu computador. No início do ano, ela caiu no chão e ficou lá, tranquila. Até a hora que alguém passou com a cadeira em cima dela. Foi um acidente horrível, mas meu chefe bacana levou pra casa e colou. Ela voltou ao normal, firme e forte ao seu lugar de origem.

Só que a Zuleika tem ventosas e eu descobri que ventosa é que nem plástico-bolha: as pessoas não podem ver um na frente que já saem interagindo. Esse é um problema de quem costuma ser disponível com os outros. E como a Zuleika é simpática, todo mundo que chegava na minha mesa grudava a Zuleika em algum lugar – normalmente na própria
testa. O que essas pessoas não sabiam era que elas passavam do limite da Zuleika, já que nem sempre a gente respeita mesmo o limite dos outros.

Elas não sabiam que, depois do acidente, a Zuleika assumira definitivamente o sexo frágil. Tão frágil que ela deu pra desmoronar sempre que alguém mexia com ela. Sabe como é, ficou traumatizada desde o último relacionamento desastroso. Meu chefe chegou a colar a Zuleika inteira mais vezes, até que eu decidi parar com isso e manter os pedaços da Zuleika aqui na mesa. Eles parecem se dar bem. Devem ter se acostumado a viver desconjuntados.

sem consciência negra

Feriado não poderia ser facultativo. Ou é feriado ou não é. Esse negócio de deixar o mundo patrão escolher é complicado.

- Garçom, me vê uma Princesa Isabel, pufavô?

angulação

Ela estava lá parada, num desnível do chão. Mas só quando me virei para ir para outro lugar, notei sua presença. Estava tirando uma foto que, provavelmente, me incluía. Apoiou a máquina no chão, conseqüência da pouca luz do local. Percebi a frustração quando eu saí do lugar. Tudo aquilo que ela estava calculando para que ficasse dentro do quadro se moveu antes que ela pudesse chegar ao seu objetivo. Compartilhando seu momento merda-perdi-a-foto, me ofereci para voltar à pose inicial. Clique feito, beijo, tchau.

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Ao ver o resultado, gostei bastante. Acho que o que mais me pegou foi o fato de ser um ângulo meu que eu nunca conseguiria ver sozinha. É impossível você ver suas pernas nessa perspectiva. Não adianta olhar no espelho, sua visão sempre será de cima para baixo. Não adianta agachar, já que suas pernas não ficarão retas. É uma visão mais do que externa, algo que só poderia ser indicado por outro. Ou talvez um ângulo que ainda não tinha passado pela minha cabeça.

Adoro a frase de Walter Firmo que diz que fotografar alguém é conhecer uma pessoa. Mais ainda, é conhecer essa pessoa do jeito que você quer conhecê-la. Praticamente montar o ideal do ser e se apoiar nisso.

O problema disso tudo? Se deparar com um álbum de fotos da pessoa que não faça o seu estilo de olhar.

Ah, tomei a liberdade de cortar a foto para ornar mais com o layout do blog. Mas vejam a foto inteira! Camila, muito obrigada pela foto e pelo momento reflexão-viagem-crise-existencial.