Monthly archives: October 2007

apresente o seu brasil para o flickr

O evento do Flickr ontem foi <jabá> bem bacana </jabá>. Uma galera legal apareceu no MuBE para ver as fotos escolhidas e prestigiar muitos dos autores das imagens. É gostoso ver a energia boa do local e a satisfação das pessoas. Parabéns a todos os envolvidos.

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E o mais engraçado de tudo era ver a maioria das pessoas com umas ‘puta máquina’ à tiracolo. Bom, era até um pouco previsível, já que material de qualidade não faltou no Apresente o seu Brasil para o Flickr.

Mais fotos do evento no meu… Flickr!

transmissões

A filha de poucos meses estava lá, na UTI. A mãe também, bonita, loira e maquiada. Vocês são lindas, vocês são lindas, ela não parava de dizer. Comentou o modelito das roupas, cantou baixinho no ouvido da filha. Um encontro gostoso e com bom astral. Na despedida, num surto meu de loucura, ao invés de tchau eu disse parabéns.

- Como você sabe?

- Sei o quê?

- Que é meu aniversário!

Nos encaramos profundamente. Eu não tenho idéia de onde surgiu aquilo ou porque eu mandei um parabéns. Aqueles dois segundos de conexão pareciam eternos.

- Hoje?

- É.

Ela parou, pensou e corrigiu.

- Quer dizer, foi ontem. Já perdi a conta dos dias aqui.

Eu e Manjoca (minha dupla) voltamos ao leito para cantar parabéns. No meio disso tudo, da euforia do parabéns e da festa improvisada na UTI, fiquei pensando em como ela havia perdido a noção do tempo, do que é dia, do que é noite. Hospital nos deixa enclausurado numa rotina de esperança e aflição. Nada mais tem importância, o mundo se restringe a uma cama, tratamentos e resultados. Ou, eventualmente, festas de aniversário com dois palhaços, um enfermeiro, uma mãe, uma filha e bexigas feitas de luvas com ar.

socorro

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De repente o mundo saiu correndo e eu ainda tô pensando o que fazer.

Pega! Pega! Pega!

incrível

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No meio do mundo é assim.

mal te conheço

Assisti Medos privados em lugares públicos e aprendi que falar através dos vidros é mais fácil. O pior de tudo é que os vidros costumam ser ora invisíveis, ora inventados.

lá vai o urso

O pessoal da Colméia está com um meme novo, o Lá vai o urso. Wagner me chamou para participar e resolvi colocar o meu urso com narizes vermelhos (detalhe: pós visita ao hospital).

Aí está o resultado, incluindo o making of – ô coisa chique!

[video]http://www.youtube.com/watch?v=JzfoC3Xrj8Y[/video]

Caraca, nunca tinha editado um vídeo sozinha. Até que deu pro gasto, embora eu quisesse colocar uma trilha, melhorar as passagens, escolher uma transição de fonte mais bacana e tal. E, claro, rachar menos o bico durante a edição também ajudaria um pouco. Afinal, foi incrível ver umas 1.817 vezes a dificuldade em acertar as falas:

- Lá vai o urso…

- Que urso?

- O urso!

refúgio

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palavrinhas mágicas

Criança educada é fofa. Hoje, no hospital, uma menina virou para minha parceira-palhaça-amiga-irmã Manjoca e disse:

Você pode se jogar da janela, por favor?

Por favor, gente, ela disse por favor!

Sensacional.

anti-stress

Quando seu amigo estiver bravo com alguma coisa, peça para ele gritar AMENDOIM.

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É batata. Ele vai dar risada e esquecer do problema por, aproximadamente, 4 segundos.

urbana

O despertador tocou, é jazz. Embalo uma coreografia nos lençóis até a hora de sair do palco. Café da manhã, a panela já ferve algo que cheira legume cozido e que será parte do almoço que não é o meu. A porta se tranca lentamente nas três fechaduras, o carro liga, sai, dá uma raspadinha embaixo e vai. Sons de trânsito se misturam à bolsa virando no chão. Terei que catar tudo de novo. Alguém buzina, o moço quer me dar um jornal. Difícil alguém que você não conhece querer te dar algo. Recuso, não gosto do sujo que jornal deixa na ponta dos dedos. Ligo o rádio para que alguém me acompanhe na cantoria. Passo no beco que eu gosto para abrir a janela e escutar o som das paredes coloridas. A cidade engole a vila e o barulho urbano volta. Janela fechada no túnel, não quero o som que tem lá. Alguém buzina e xinga outro alguém. Será que são pessoas bravas sempre ou só naquela hora? Garagem ecoa abafado na descida de cinco andares. A moça do elevador repete o discurso de sempre. Favor liberar a porta. Bom dia, moça, nunca ninguém te ensinou a falar bom dia? Ah, tudo bem, você está desculpada. Não deve ser fácil ficar subindo e descendo toda hora. Sorrisos, colegas de trabalho, falas ríspidas. Tem de tudo no cotidiano. E tem coisa que a gente só aceita porque está no cotidiano mesmo. Porque se você não fosse obrigado a ver aquela pessoa todo dia, não gostaria que ela te tratasse assim. Desapego. Máquina de café produz. Primeiro o café, depois a espuminha. Computador liga e suas extensões online-sociais apitam. O mundo te quer ao mesmo tempo. Pelo menos a tela te protege e os fones te aliviam enquanto o sol percorre o trajeto 180 graus. O dia acaba mas a noite começa. O corpo é embalado por sons que fazem teu corpo gostar de ser corpo. O ritmo esquece qualquer grosseria do dia. Escuto as gotas caindo na pele e a mente amassando o travesseiro.

Zebra

Já parou para pensar em como o ambiente te influencia?

Obra da artista Desiree Palmen.