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Em 2003, Deto Montenegro, diretor da Oficina dos Menestréis, se propôs a direcionar seu treinamento, em um curso específico e experimental, a um grupo de 20 cadeirantes (pessoas que usam cadeiras de roda), adaptando seus exercícios e criando uma nova visão do que é ser menestrel.

O resultado está aí nessa imagem que me deixa arrepiada até agora. A cadeirante abandona a cadeira e sobe na lira, voando livre, leve e solta. Algo que, preconceituosamente, a gente costuma pensar que é impossível.

É claro que isso é só um pedacinho da peça Vale Encantado, que conta com cadeirantes e deficientes visuais, mas já dá para sentir qual a vibe do negócio. Parabéns ao grupo inteiro, aos que só andam, aos que só enxergam, aos que mexem só um pedaço e aos que mexem tudo. Principalmente, aos que sentem e demonstram.

Detalhe: eu praticamente afoguei a máquina para fazer essa foto, já que estava aos prantos com a cena. Mais fotos, molhadas ou não, no meu Flickr.


2 Responses to “vale encantado mesmo”  

  1. 1 Tabs

    Oie!!!
    Vc é amiga da Patinha né! Valeu a presença lá no Vale, suas fotos ficaram tudo de bom!!!
    E a julie arrasa mesmo na lira!!!

    Bjinhos!

  2. 2 Gabo

    Nada do seu endereço? O envelope está amarelando já! Beijo, querida.

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