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Uma palestra e um workshop de, nada mais nada menos, Patch Adams. Sim, aquele mesmo que inspirou o filme com o Robin Williams e me deu de presente uma das cenas que eu mais gosto: a piscina de macarrão.

Conhecer o cara foi um privilégio, uma maneira de ’ser John Malkovicth’, de entender como funciona a cabeça dele. Sua história de vida não era mistério para ninguém. A diferença é que, ao vivo, ele deixa de ser um filme.

Patch prega que o amor é a base de tudo e que, por isso, devemos pensar mais nele (no amor). Bolar uma estratégia mesmo, pensar como você encara o amor. A interrogação na cara das pessoas era nítida quando ele perguntou o que cada um fazia para cultivar o amor. Difícil, a pergunta era difícil. Até porque costumamos pensar no amor como um sentimento e sentimento por si só acontece. Não é preciso pensar nele para acontecer. Mas se você tirar o amor de dentro desse estigma, como racionalizá-lo? Ou melhor, é possível racionalizar o amor?

Eu mesma não chamaria isso de amor, mas sim de troca. Acho que amor é uma palavra muito cheia de pompa e de coisinhas rosas. Parece que tudo relacionado ao amor é positivo e flutuante. Amor é dor também. E trocar dor é um jeito de chegar ao amor. De chegar a um nível de conhecimento capaz de abstrair o que te aborrece. E quando nada te aborrece, você ama.

“Who is teaching you to complain about things?”. A tradução dessa frase não alcança a amplitude do seu significado. O que faz com que você reclame na vida? O que faz com que você atue mais no campo negativo do que no positivo? Qual é a tua? Enfim, esses foram alguns dos questionamentos do Patch.

Eu não tenho as respostas. Aliás, no momento, eu tenho a imensa vontade de traduzir o que foram as cenas de ontem. Cerca de 300 pessoas, abraçando umas as outras, dizendo eu te amo, fazendo cafuné e contando os mais profundos amores. Tudo isso com uma única condição: duplar com alguém que você nunca viu na vida. Dividir os jargões do amor com desconhecidos é complicado e ao mesmo tempo apaixonante. Falar mesmo e ser escutado de verdade é bom, muito bom.

Tudo que eu sei até agora é que ‘troca’ é o sentido da vida. Resta saber o que - e com quem - você anda trocando por aí.


3 Responses to “o tal do amor, por patch adams”  

  1. 1 Andre Passamani

    Oi MaWa,

    Favela vira lugar de sonho fácil né?
    :-)
    Curioso isso, fui ver meu cunhado no HC e ele comentou sobre a palestra do cara e eu fiquei pensando em como humanidade faz falta lá dentro…

  2. 2 Iraê

    MaWá,
    Desculpa o comentário meio fora do post, mas esse blog podia ter um “me mande um e-mail” né?
    É mais uma recomendação de comerciais. Acho que você vai gostar desse aqui:
    http://www.5segons.com/watch.php?id=2&v=K9hsIu6jPIg

    Beijo!

  3. 3 MaWá

    Iraê, pedido atendido.

    Você está certíssimo, tava faltando mesmo.

    Ah, esse comercial é muito bacana!

    Beijocas

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