Monthly archives: August 2007

mundano

Ele estava entediado há um tempo. Já havia cantado todas as músicas que sabia, já havia relembrado todas as vezes em que deu um sorriso forçado e já havia contado quantas gotas de orvalho são necessárias para encher um copo de requeijão. Já havia até mesmo arrumado seu armário, já que isso é coisa de quem não tem o que fazer. Encontrou de tudo: roupas antigas que esperavam pela dieta para voltarem a viver, cadernos escritos e amarelados pelo tempo no melhor estilo naftalina e até uma coleção de potinhos de purpurina que ele não fazia a menor idéia de onde tinham surgido.

Foi quando encontrou o seu velho saquinho de bolas de gude. Aquilo lhe trouxe uma felicidade imensa. Não é sempre que encontramos coisas tão preciosas – e sem qualquer expectativa. Seus olhos brilharam. Reviveu o tempo atrás daquele, no qual as bolinhas eram super agitadas. Respirou fundo, guardou a sensação dentro dele e, com aquela energia, começou a jogar.

Deu o primeiro peteleco. As bolas paralizaram de qualquer jeito. Olhou, negou, pensou. Vou encontrar a posição perfeita pós-peteleco para essas bolas. Juntou-as novamente e assim o fez. Peteleco. Hummm, não. Outro peteleco. Hummm, não. Só mais um. Hummm. Hummm. Hummm. Última vez, vai. Peteleco. Foi. As nove bolas se colocaram na disposição mais perfeita do mundo. Ou melhor, do universo.

O seu trabalho com as bolas já estava feito. Mas sentia que faltava alguma coisa. A noite já vinha chegando, o dia inteiro passara nessa brincadeira. E como quem tem uma idéia maravilhosa, do tipo acende-lâmpada-na-cabeça, pensou em iluminar aquelas bolas. A noite chegava e era preciso deixá-las confortáveis. E se tivessem medo do escuro? Pegou a tal da purpurina que estava no armário – afinal, elas têm que ter um objetivo maior na história, caso contrário, seriam purpurinas inúteis – e pouco a pouco polvilhou as nove bolas de gude com a purpurina. As bolas se iluminaram um pouco, com o restante de luz do dia que ainda refletia algo. Mas como aquela luz em breve acabaria, ele pegou duas lanternas, uma amarela maior e uma branca menor, e ficou lá brincando com as luzes e com as nove bolas de gude e com a purpurina toda, como um iluminador de teatro que dá vida ao palco e seus personagens.

E assim Ele fez o universo, os planetas, as estrelas, o sol e a lua.

contato

dna.JPG

Concordo 100%. Porque um mundo sem trocas é tão gostoso quanto uma mousse aerada de chuchu sem sal-nem-pimenta.

Fora que passear no Indexed é muito bom…

ondaonda, olhaonda

Prepare o maiô, chegou o mais novo momento-ip-ip-urra:

[video]http://www.youtube.com/watch?v=inA-36YRV0Y[/video]

Ah, só pra avisar, meu maiô é rosa e verde-limão. Mas não precisa ficar com vergonha, eu vou deixar a viseira laranja em casa.

PS: a Nani já confirmou presença, só que eu não sei a cor do maiô dela.

Maiô. Maiô. Maiô. É tão legal escrever essa palavra. Maiô. Se alguém estiver fora de forma para vestir o maiô, essa ginástica resolve.

clique em pauta

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Confesso que desdenhei o site de cara – achei que teria apenas as dicas básicas-para-leigos em fotografia, como regra dos três terços, uso das ferramentas pré-definidas, como florzinha para close e por aí vai. Mas depois, por insistência de alguém, voltei a ver o site com mais carinho e acabei conseguindo boas soluções para perguntas minhas. É claro que ter uma Nikon ajuda nesse processo, já que eles dão o passo-a-passo para a própria marca. Mas mesmo para quem não usa Nikon, o site tem artigos interessantes e pontos bastante didáticos. Para mim, uma das dicas mais preciosas do mundo da fotografia é essa.

Via René. 

é só existir

Tem hora que a cena persegue o palhaço. Estou lá, tranqüila no hospital, higienizando as mãos com álcool.  O álcool fica pendurado na parede – com aquela ‘alavanca’ que nem de sabonete líquido – e temos que fazer esse procedimento entre um quarto e outro.

Sem querer, apertei muito forte a alavanca, o álcool bateu na minha mão e foi direto pra boca. Comecei a tossir e fazer cara feia. O médico anunciou: Ih, a palhaça está alcoolizada!

Pronto, estava feita a cena. Rebuliço, risos e uma palhaça bêbada no corredor do hospital.

olho mágico no mundo

praca.jpg

Agora já era. Brinquedinho novo, fim de semana sussurrando no ouvido, não vai ter jeito. O mais legal é que a lomo tem uma filosofia de vida totalmente diferente das outras máquinas. Tem até os 10 mandamentos:

1. Leva a tua Lomo onde você for.
2. Fotografe a qualquer hora do dia ou da noite.
3. A Lomografia não interfere na sua vida, ela é parte dela.
4. Aproxima-te o mais possível do objeto a ser fotografado.
5. Não pense.
6. Seja rápido.
7. Você não precisa saber antes o que fotografou.
8. Nem depois.
9. Não fotografe com os olhos.
10. Não se preocupe com as regras.

Por tudo isso e mais um pouco, acaba sendo um outro jeito de registrar o mundo.
Comecei meus testes aqui, vamos ver no que dá.

Essa foto aí em cima foi feita na Berrini, em um almoço ensolarado. Nem parece a opressão cinza brookliniana, né?

www.consumismo

Se fosse possível morar num site, meu endereço seria http://www.mocoloco.com

Moraria lá fácil.

palestra

Ontem rolou a palestra ‘Falando o que para quem?’, lá na ESPM. É bom voltar às origens e ver o que você (no caso eu) tem para contar para os outros. Além de todo o aprendizado, experiência e troca, é fascinante a reação das pessoas quando você passa uma mensagem. E não tô falando só de propaganda não. Talvez a primeira vez que percebi isso foi quando passei a me apresentar (com meu grupo de sapateado e percussão) no Sesc Vila Mariana. Lá não havia esquema de palco italiano, com aquele monte de luz na sua cara. Você via real-time a reação do público. Era incrível.

minha voz não mudou

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Até então, eu só havia tido duas experiências com escova. Desde que encurtei as madeixas, percebi como os cachos não deixam o cabelo super definido, ou seja, meu corte reto não parecia um corte reto. Até aí tudo bem. O problema foi que, na minha primeira escova, eu fiquei que nem aquele cogumelo vermelho do Mario Bros. Era praticamente um Playmobil humano. Ridículo.

Na segunda vez, levei uma foto da Meg Ryan para a cabeleireira e disse quero-ficar-com-esse-cabelo. Sonho meu… Ela fez uma escova, prendeu aqui, laquê aqui, pomada ali e eu estava pronta. Pronta para ser entrevistada pela Oprah Winfrey. Ridículo mais uma vez. Eu e aquele mega cabelo a la Hebe Camargo.

Dessa vez, lutei com meus medos e cedi à escova mais uma vez – a terceira em três anos! Estava decidida a enfrentar o secador. Acordada pela minha mãe, que me disse que o salão estava dando hidratação de graça, já fui no intuito de ganhar a hidratação e sair com a escova mais brilhante do mundo – que nem aquelas que aparecem rodando na propaganda. Levantei da cama, coloquei uma faixa para domar o estilo shimeji dos meus cachos e fui. Pena que a tal da hidratação de graça era de pele e não de cabelo. Ou seja, lá estava eu com sono, faixa no cocoruto e com uma mulher passando Vitamina C na minha pele que, pelo diagnóstico dela, estava pior do que o aquecimento global. Imagine alguém que só lava o rosto e não passa o filtro e o hidratante e a vitamina e o pós-algo e a base e mais alguma coisa que eu esqueci? Onde já se viu isso? Enfim, acabado o momento pele, desci para o cabelo.

A água quente do salão tinha acabado. Lavar o cabelo foi praticamente entrar numa cachoeira, só que sem sol e sem biquini. Aquela água gelada escorria pela orelha e levantava todos os pelinhos. Faz bem, querida, é água mineral, eu ouvia com uma certa dúvida no coração. Faz bem pra quem? Só se fosse para o cabeleireiro. Enfim, chegamos à parte quente. Bem quente por sinal, principalmente quando você sente o secador queimando sua pele. Esse estágio só é piorado pelo cheiro de cabelo queimado – tão comum nos salões. Quem foi o moço que inventou tudo isso? Dedico aqui uma música para esse moço: Apesar de você amanhã há de ser outro dia, você vai se dar mal, etc e tal, lá lá iá lá lá iá iá.

Resumindo, tive um dia de madame. Hidratação na pele de entrada, hidratação no cabelo e escova como prato principal com mechas vermelhas para acompanhar e unhas feitas de sobremesa. Tudo regado a uma boa Caras e Quem.

Não vou negar que me diverti com o resultado. Desta vez, meu corte não estava reto, mas bem desigual. No primeiro dia, eu parecia uma das cabeleireiras do Soho, com o cabelo bem liso e de mechas vermelhas. Em compensação, no último, meus cachos já davam sinal de vida e o inevitável apelido de Amelie Poulain.

Minha voz não mudou, mas meus cabelos…

cabeloamelie.jpg

inspiração

Fim de semana chegando, hora de dançar e ser feliz.

[video]http://www.youtube.com/watch?v=xoKbDNY0Zwg[/video]