retratos

13May07

Retratos

Walter Firmo sempre me disse que fotografar era conhecer alguém. Era como dizer oi-tudo-bem com a sua câmera. Mais do que isso, é dizer oi-posso-te-conhecer. Se entrarmos no papo filosófico de que uma foto é a eternização de uma imagem, a conversa toma um rumo muito sério. Mas algo não se pode negar: foto é um registro de uma história em forma de imagem congelada. É por isso que fazer retratos é tão difícil. O retrato depende muito da permissão de quem está sendo retratado, uma vez que ele não costuma ser tão espontâneo assim, não como uma foto sem poses. O retrato costuma ser declarado, bem ó-vou-tirar-uma-foto-sua. Nessa hora, de duas, uma: ou a pessoa confia extremamente em você ou ela vai se fechar de alguma maneira. E nessa hora, tenha certeza: seu retrato foi pro brejo. Se ela não ceder, não deixar transparecer o que está vivendo, desencana. O retrato vira plástico.

Gosto muito fazer retratos de crianças. Ainda não descobri se é porque eu simplesmente gosto delas ou se é porque elas se permitem mais. A criança não pensa em se fechar, parece que olha ainda mais fundo se você vai tirar uma foto.

Toda essa divagação foi porque achei esses dois retratos maravilhosos brincando no Explore do Flickr. Sem a menor humildade, acrescentei um que eu mesma tirei ao lado dos outros dois. O primeiro é o meu, o segundo é do gunnisal e o terceiro é do thomasroed.

Agora é com vocês. Qual história esses retratos contam?


One Response to “retratos”  

  1. 1

    Como sempre, sensacional!

    Saudades de vc!

    Quero te encontrar pra que a gente possa divagar pessoalmente!

    beijinhos dear!

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