foto e seus diferentes papéis
April 12th, 2007 • Fotografia
O James levantou no Coletivo Sem Papas uma questão legal sobre impressão de fotos:
Responda rápido: quantas fotos você tirou recentemente? Isso. Um monte. E quantas delas chegaram ao álbum?
Esses dias mesmo escutei meu pai falando que não gostava da máquina que ele tem no celular, porque não dá para imprimir. É claro que existe todo um choque de gerações e tecnologia nessa história, mas a frase do meu pai me fez entender algo. Ainda não estamos acostumados a usar a foto de outros jeitos. Fotografia tem aquele apelo tradicional de ter o papel em mãos e mostrar para todo mundo. Mas chegamos em um ponto onde cada foto tem um conceito diferente, determinado pela tecnologia. Explico. Uma foto de celular é para ser vista no celular, para ser usada como papel de parede, para ser enviada via mensagem multimídia ou bluetooth. Uma foto de máquina digital compacta é para ser publicada na internet, enviada por e-mail e, em pixels suficientes, impressa de um jeito legal. Uma foto tirada com negativos numa máquina analógica é para ser revelada, impressa, ampliada e tocada. Não adianta querer que uma foto do celular tenha a mesma função de um negativo PB. Eu mesma demorei bastante para entender isso, queria deixar todas as minhas fotos mais ou menos padronizadas. Mas elas são diferentes, têm contextos diferentes e objetivos diferentes.
Eu sei que, em breve, o próprio celular já terá resolução o suficiente para substituir muita máquina por aí. Só que a relação que você constrói com cada aparelho acaba sendo bem distinta. E olha que quem tá falando é alguém que, ao mesmo tempo em que curte as fotos do seu Nokia, adora manipular os cromos antes de dormir, encaixando, montando e curtindo a foto contra a luz.
4 Responses (Add Your Comment)
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O legal das digitais, pra mim, foi retomar o gosto pelos detalhes: poder ver a foto antes de revelar nos mostra como a gente pode pegar um ângulo diferente, uma outra sacada. E por conta disso a gente se anima mais pra tirar foto. Mas nas minhas férias do ano passado levei uma EOS 300 porque queria retomar o gosto com o analógico, da época das Pentax da faculdade. Ainda não entendi bem por quê fiz isso. Mas as fotos ficaram legais.
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Fico triste com as fotos do meu celular Nokia, pois nem no próprio elas tem boa resolução.
Esses dias dei uma cochilada, meu PC deu pau e perdi varias fotos que ainda não tinha gravado em CD, pendrive ou equivalente. Na era das fotos de papel, a possibilidade de um incendio era bem menor…
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Olha que post legal. Muito loko.
Eu já tinha pensado em várias coisas dessas mas nunca tinha juntado assim.
É claro que sempre tem um pedacinho que eu não concordo muito. Existem casos que eu já vi de pessoas que levam a câmera digital pra revelar as fotos, que nem sabem colocar as fotos no computador direito. Essas pessoas mantiveram a sua relação com a câmera, não com só com o papel. Pra elas o digital talvez só tenha trazido algumas vantagens como ver a foto de novo no visor, apagar o que ficou ruim e poder encher com mais coisas ou poder tirar 200 fotos sem trocar o filme no meio da festa.
Já tem o lado das pessoas que têm câmeras digitais profissionais em casa. Isso era razoavelmente comum com as câmeras de filme e só agora o preço de uma Rebel XT estar acessível com preços que digamos sejam equivalentes ao que era uma Nikon FM antes da era digital. Acho que essas pessoas, digamos os amadores avançados que gostam mesmo de foto, esses não perderam a relação com a máquina de outras formas.
Os jovens não usam mais o papel, e a internet como mídia? Será que não faz o mesmo sentido que a foto que levávamos pra todo lado pra mostrar? Meu, muito legal o post! adorei pensar em tudo isso!
E eu, perdida no tempo… Louca para ter superpoderes de fazê-lo voltar só um pouquinho para eu poder dar conta de estudar tudo que tenho acumulado. Isso é possivel?
Vamos marcar de encontrar no final de junho?????
Beijos com saudade e louca prá saber das tantas coisas que tens prá me contar.