Marina, porque no mesmo ano em que eu dei o ar da graça no mundo, meu avô materno adquiriu a casa da praia. Wajnsztejn (= pedra de vinho), porque meus tataravós paternos vendiam vinho na Bessarábia. Marina Wajnsztejn. MaWá. Simples, não? Na verdade, não.
Nunca insisti exatamente no meu sobrenome, porque eu sei que é sacanagem exigir que a galera decore a sequência de 5 consoantes jnszt. Além disso, a conversa sobre a origem do nome sempre trava no mesmo momento. Depois que eu soletro o palavrão, a pessoa olha com cara de assustada, ri e pergunta como se fala. Vaixten, respondo. E de onde é o seu sobrenome, empolga-se o outro. Da Polônia, respondo com sorriso maroto. Pronto, fim de papo. A maioria das pessoas não sabe o que comentar sobre a Polônia. No máximo, sabe algo sobre o papa. E só. O assunto acaba, fica um momento constrangedor e aquele comentário genérico de Ah, da Polônia, que interessante. Por isso, nunca me enganei achando que o Wajnsztejn algum dia se tornaria uma palavra de domínio público.
Pois bem, foco no Marina. Tão simples, tão fácil. Brasileiros conhecem a palavra, gringos não têm sérios problemas com os fonemas. Engano meu. Não sei de onde vem a associação bizarra de que Marina é Mariana. Aliás, quem convive comigo sabe o quanto eu odeio ser chamada de Mariana. Tem uma letra inteira de diferença entre Marina e Mariana. Por que diabos as pessoas cismam em me chamar de Mariana? Ao invés de lerem somente as 6 letras do meu nome, costumam ler 7. Parece que virou regra, que nem Coca Light tem que ser com gelo e limão. E aqueles que acertam o nome, geralmente soltam a fatídica pergunta: você conhece aquela música Marina, morena, Marina, você se pintooooou. Respondo que sim, com o mesmo sorriso maroto, pensando que essa é a milésima nona vez que eu escuto o comentário.
Tudo isso aí em cima mais o fato de que, no colegial, minha turma tinha uma Marina, duas Marianas, uma Marianne e uma Maria Luisa, não deu outra. Viramos MaWá, Mabe, MaSamber, Nani e Malu. A partir daí, o nome MaWá foi crescendo, ganhando força e até virando sinônimo de categoria. Muita gente hoje em dia nem sabe que eu me chamo Marina e muito menos cogita a existência de um sobrenome como Wajnsztejn.
Eu gosto de Marina, gosto de Wajnsztejn e gosto de MaWá. E acho engraçado que todo mundo curte adaptar o MaWá e inventar uma nova palavra. Mawex, Mawenta, Marwa, Marvada, Mauá. E por aí vai. O importante é não esquecer que o MaWá original se escreve com W. MaWá com W. E só.
22 Responses to “o que é mawá”
É, eu lembro de um determinado cliente que insistia em te chamar de Mariana. Até que eu dei um pito e passaram a te chamar de Marina, né? Muito legal o significado do seu nome e sobrenome. Eu sei que o Franzin vem da Itália, mas nada muito detalhado.
Beijos
Mawenta fui eu, mawenta fui eu!!!
rsrs
bjão,
Sei bem do que vc tá falando…
E o meu Priscila que acaba virando Patrícia?
O mais irritante são aqueles clientes que lêem meus emails com a assinatura “Priscila Koshimura”, e que no email de resposta começam com um “Olá Patrícia”. E olha que não é só uma letra de diferença!
Gosto quando nos apresentamos para pessoas não conhecidas: MaWa, Mabe, Nani, Malu…e rola aquela cara de interrogação e uma espressão…”Okay”…rsrsrs!!
Mawales!!!
E qual o preconceio com Mariana, hein, hein, hein???????
Beijos, saudades…
MaWá…
Vc é única! Podem chamar do que for, mas igual a vc, jamais!
Incrível, única e perspicaz! Sensacional, amiga!
Adoro!
beijinhos, Dê.
Humm, tem pior viu.. ; )
O pior eh q eh assim mesmo!.. hehehehe
Bjão, T !
Marc Rosenfeld
ihhh
quinada! E eu que me chamo Paula e no telefone as pessoas entendem Carla. Liganão. Essa gente é doida!
… eu sou guta …
… já ouvi cada coisa em interfone que até deus duvida …
… eu me chamo guta …
… ouço cada coisa em interfone …
Há muitos dias atrás, minha filha falou em Tomás Antônio Gonzaga e os poemas que ele fazia para Marília que, aliás, nunca se chamou Marília, nem aqui nem na China. Então eu expliquei a ela que, por causa dessa invenção, quando perguntam meu nome, vem o inevitável e indefectível acréscimo: “De Dirceu?”
Vc só se esqueceu de que foi o autor do Mawa!
Fui eu minha cara! Com ajuda do Antônio hahahahahaha
é, eu sei bem que é isso. as pessoas curtem – devem curtir, só pode – me irritar. só pode ser, cara. não tem coisa mais irritante do que trocar ‘daniela’ – simples, clean, brasileiro – por ‘danielly’ ‘dannyelly’ e o mais irritante ‘daniele’. gente, A e E são BEM diferentes.
mas o negocio complica mesmo quando falo o segundo: Roncisvalle.
te entendo
Se acha: http://www.luluzinhacamp.com/2008/12/11/para-animar-o-video-do-luluzinhacamp-1/
Beijos e até dia 20, né?
Eu gosto de Marvada!
agora vc imagina o meu… elizabet
estou assistindo a reprise dos 18 anos terça de madrugada (quarta…), busquei no google e cai aqui… Mawa voce é massa! papo muito bom (texto né? criaturinha cronista! segue embora menina cronista!) Grande abraço! tudo de bom pra voçe.
Acho horrível Mawa.
Aconselho um nome mais bacana tipo Giovanna ou Gisleine… mawá é completamente cafona.
Acho que vou começar a te chamar de Giovanna.
henna
Então… a internê tem cada uma! olha que beleza: estava eu muito puta da vida e com vontade de dizer pra alguém “mavápra…” (os 3 pontinhos ficariam a cargo da inteligência artificial que nos salva todos os dias) que resolvi digitar “mavá” na até então excelente ferramenta de busca e pai dos sem criatividade: google. Esperando, lépida e faceira, que o ordinário me desse um lugar (in)decente pra eu poder completar a frase e poupar o desgosto de ter que ouvir a voz do meu interlocutor perguntando “mavápraonde, criatura?”, qual a minha surpresa? O cretino e desnaturado mecanismo de busca, vulgo gooooooogle, me corrigiu na cara dura:” você quis dizer: mawá”. Assim, seco. E então me jogou aqui, nesse sítio de uma guria que engana os mais desavisados sobre a origem da sua família de sobrenome estranho, e que canta todos os dias a musiquinha da marina morena pintada e infeliz. De qualquer forma ainda não sei pra onde mandar meu interlocutor, mas euzinha vou passar a visitar esse mawacomw diariamente.
Mavá….
Pois é…..
Imagina a quantidade de piadinhas e musiquinhas que surgem quando as pessoas escutam Sasá? Tem “sa-sa-saricando”, tem sassamutema, tem gente que tem mania de achar que é sassá com 2 “esses”.
Mas a idéia é um sa, que encontrou outro sa, assim, por acaso….e se juntaram….não há uma conexão obrigatória entre eles que exija a inserção de outro “s”. Afinal, tem gente que me chama só de “sá”. Ou seja, os ‘SÁs” são independentes.
E isso é lindo demais.
Ma… amei esse post. E você nem imagina o quanto me identifico. Porque Sheila, é com ésseagá e não tem ipssilón e nem éssecêagá… nem dois éles! Gees, keep it simple! Daí quando você que o pior já passou, vem a próxima piadinha: ha! o nome e o sobre rimam? Podia ser Sheila MaceiLa ou Sheira Maceira para combinar perfeito, né? Ai, ai… E daí vem a pior para fechar com chave de ouro: é a loura ou a morena? Argh! Hilfe! Tira o tubo!!
De tanto ser chamada de Shíla pelos gringos, um dia apareceu uma segunda Shíla e o veredicto: eu passei a ser a Méqui (Mac). Que não é Donald’s, mas já foram tempos mais felizes sem as rimas e associações com as dançarinas do tcham… hahaha!
Beijos!
MaWá, adorei seu apelido!
Achei seu blog por causa de uma figura encontrada no google, que eu nem consegui abrir aqui no seu blog, porque aqui no trabalho a internet tem vários aplicativos bloqueados. Mas me interessei em saber a sua origem, cliquei e li!
Pensei que fosse algo oriental (achei que talvez rimasse com Sushi!!). Quando vi seu sobrenome escrito com muitas consoantes seguida imaginei: é polonês. Logo abaixo, vi que estava certa. Eu sou Christiane Nowak (=novo), meu avô materno era polonês também. As pessoas realmente não sabem nada da Polônia. Eu também não sabia quase nada, mas há 15 dias voltei de lá de férias. Fui conhecer os parentes que nem a minha mãe conhecia. Foi lindo o encontro e a Polônia merece ser visitada, e revisitada. Você já foi lá?
Quis dividir um momentinho de alegria contigo.
Desejo muitas felicidades e sucesso!
Chr*s