Chuva-cólica: aquele tipo de chuva que só fica boa se você estiver embaixo do edredon, tomando algo bem quente, vendo um filme e comendo uma barra de Alpino. É um tipo bem específico e adorado pelos donos da Blockbuster.
Chuva-teaser: é aquela chuva que só molha os pelinhos do seu braço, mas não chega na pele – fica que nem orvalho, sabe? Fica no chove mas não molha, que nem teaser de campanha publicitária. Costuma te deixar resfriado ou, para os que têm rinite como eu, causa “a” crise de espirro mala.
Chuva-estoura-cano: mais conhecida como chuva de verão, ela acontece de repente, cai aquele aguaceiro e em pouco tempo tudo volta ao normal. É basicamente o tempo de você chamar o garagista para arrumar o cano que estourou no banheiro.
Chuva-molha-até-dread: chuva com pingos bem grossos. É o único tipo de chuva que eu adoro poder tomar. ‘Poder’ entenda-se estar disponível para permanecer molhada e eventualmente coberta de lama. ‘Não poder’ entenda-se estar a caminho da reunião com o cliente, vestindo blusa branca.
Chuva-whisky: é aquela que vem sempre acompanhada de gelo, ou melhor, granizo. É parecida com a chuva-molha-até-dread, mas como cai em forma sólida, pode machucar e te deixar com aparência de ‘acabei de sair do paintball’. Para não doer, é melhor curtí-la colocando a mão pra fora da janela.