Quanto mais sentidos uma obra de arte possibilita, mais plena ela é.

Retirei esse trecho do blog da Cia dos Ditos Cujos, já que ele se encaixa plenamente na situação em que conheci o grupo. Foi a primeira vez que vi uma peça de teatro vestida de palhaça. Aquelas cenas lindas no parque, embaladas por um trilha espetacular deixavam minha cabeça numa espécie de transe, pois quem estava lá saboreando a peça não era a MaWá, era a Cremilda. E a Cremilda pode tudo o que ela quiser. É estranho pensar assim, mas acho que absorvi o conteúdo da obra de uma maneira diferente, por estar me sentindo diferente, por estar presa à minha essência (ou coluna) de palhaça. É claro que a Cremilda e a MaWá parecem cada vez mais subordinadas uma à outra. Mas talvez a grande diferença seja mesmo delineada pela presença do nariz vermelho, já que ele sinaliza aos outros: sim, eu posso tudo.

Recomendo a peça ‘Amor que é de mentira ou mentira é que é de amor?’, com cenas lindíssimas e uma trilha espetacular (ando escutando o CD em loop inesgotavelmente). Lá no blog tem a programação para quem quiser ver a lua brincando de cabra cega. É arte, é de graça e é muito bom. Preciso dar mais motivos?


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