amanhã tudo volta ao normal

As máscaras permitiam a quebra das barreiras sociais e os ricos podiam aproximar-se dos pobres, sem serem socialmente condenados ou comprometidos. Entre os figurinos mais populares destacavam-se os trajes mascarados de pierrot, arlequim e colombina, por terem se tornado verdadeiros arquétipos da época. Desejos e tentações podiam ser realizados na produção do anonimato das máscaras, assim como era uma ótima maneira de se frequentar os lugares proibidos, dos prazeres fáceis e do pecado. (Foto e texto da exposição “História de uma trilogia do amor”.)
Muito bacana essa concepção de máscaras permitirem o contato entre diferentes que, socialmente, deveriam permanecer separados. E que na verdade juntos poderiam se divertir loucamente, sem medo de ser feliz. É como colocar a máscara ‘física’ por cima da máscara ’social’, para então mostrar a si mesmo. Ou melhor, liberar a si mesmo. Homem é muito estranho às vezes. Precisa de pó, blush, batom, rímel e tinta para poder finalmente tirar a maquiagem.
Uma pena que essa liberação de personagem real se restrinja exageradamente ao carnaval. Minha vontade era que as pessoas se colocassem como são mesmo. E não da maneira que você me quer. O que você pedir eu lhe dou, porém seja você quem for. E não o que D’us quiser.



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