Eu simplesmente adorei o site indicado pelo Merigo, o Get a First Life. Sátira do Second Life, ele mostra que sim, existe vida antes do computador. Aquela vida que usa o corpo, o tato e a mente, todos integrados com suas funções originais: viver. Veja bem, não ignoro o poder do Second Life, muito menos tudo o que ele pode me oferecer como publicitária que-procura-mídias-alternativas. Mas não posso negar que começo a ter medo dessas coisas onde humanos se relacionam somente por projeções do que eles gostariam de ser (e na vida real, sinto muito, não são). Nunca se sabe o que há por trás daquele desenho 3D que está conversando contigo no Second Life. O problema não é nem se relacionar com uma prostituta 3D que, na verdade, é um tiozinho de bigode. O lance é que cada vez mais gente cultiva somente esse tipo de relação. Calor humano? Sai pela CPU. Conversas? Via teclado ou microfone. Abraço? Algum atalho de Ctrl + Shift + hug. Eu mesma brinquei de Second Life e o máximo que minha paciência permitiu foi trocar de roupa, conversar com um cara perdido e fazer uma dancinha pra lá de estranha (que, a propósito, assustou o perdido que estava comigo).

Por mais que a tecnologia permita imagens e formatos cada vez mais bonitos e próximos plasticamente da realidade, tudo tem limite. Não dá pra viver só de emoticons, né? Pufavô.


2 Responses to “ninguém é de pixel”  

  1. 1 Jeff

    É vero, querida.

    Tenho feito projetos para SL e acabo evitando entrar nas (poucas) horas de ócio. Até dei uma entrevista para o Valor falando sobre as duas vidas, e confesso que assustou um pouco realizar que a minha Second Life estava melhor que a first.

    Claro que pode servir como incentivo para você melhorar cada vez mais aqui fora, mas nada substitui um bom happy-hour no Filial ou no Jobi!

  2. 2 Anderson

    Eu acho q essa brincadeira é o mais próximo que a gente vai chegar da Matrix. E o suficiente, espero.
    bjo

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