Monthly archives: January 2007

bleh brother brasil 7

Já não estava conseguindo prestar atenção no BBB7. Agora que tiraram o Zeca Baleiro do programa… Soooo sorry.

quase a ana maria braga

O feriado começou despretensiosamente no síto de uma amiga. Sítio, grama, piscina, cachorro, aquela coisa bem bucólica. A não ser por um detalhe: essa amiga é mestre cuca (ou seria dadivosa?). Enfim, lá fui eu nas minhas aventuras culinárias.

Na sexta foi o dia da chalá, o pão trançado judaico. De cara adorei a idéia de fazer pão, para brincar com aquela massa que vai-e-vem. O problema é que até chegar no ponto do vai-e-vem, existem etapas a serem, no meu caso, vencidas. A primeira delas foi ver se o fermento funcionou. A explicação era simples: se a água estiver muito quente, ela mata o bicho; se estiver fria, o bicho não acorda. Ou seja, tem que achar o ponto G do fermento. Passada essa etapa, mesmo sem a certeza de ter deixado o bicho na medida, vem o desafio gema-clara. Era necessário separar a gema da clara, aquela composição poética como feijão com arroz e bife com batata frita. É fácil, ela disse, e lá foi a estabanada separar a gema da clara. Pena que isso aconteceu ralo abaixo – tenho certeza que elas se separaram quando caíram lá. Então minha amiga assumiu o ovo e separou bonitinho o amarelo do branco. Veio então a configuração da massa. Não pode somente mexer com os dedos. Existe todo um movimento a ser executado para que a massa fique boa, sem soltar água ou grudar nos dedos. O placar acabou 7×2 para a massa, quando desisti e passei a gosma adiante, antes que não houvesse mais salvação. A única hora em que eu me senti à vontade foi ao trançar o pão. Também, para quem tinha um cabelão que nem o meu antigo, aquela tarefa era a mais tranquila. No fim das contas, o negócio saiu bom:

Chalá
Já no sábado, a receita era moqueca. Super simples, pega o peixe, junta com cebola, pimentão, tomate e pimenta e deixa assar. Até parece! Quem vê pensa… Comecei cortando os ingredientes todos:

Legumes

É óbvio que, antes de cortar, tive que colocar um óculos no pimentão vermelho, lembrar da propaganda do Sundown e rir sozinha. Acabado o momento gracinha, piquei mais um pouco das mesmas espécies para fazer o pirão:

Picados

Feito o trabalho braçal, era hora do mental. Veja bem, temperar o peixe não é uma coisa tão mecânica assim. Tem que planejar a quantidade de limão, o tanto de pimenta, a pitada de sal e por aí vai. É lógico que nessa hora eu só olhei, já que era um trabalho mais elaborado. Nem briefing tinha. É algo que poderia até entrar num currículo, naquela parte de ‘Domínio de pacote office’. Sugiro algo como ‘Know-how de tempero de peixe, mesmo sem briefing’ ou qualquer coisa do gênero. O bichinho ficou até bonitinho:

Peixe

Por fim, era só fazer camada de um, camada de outro, camada de um, camada de outro e deixar no fogo. É claro que se fôssemos cozinheiras mais cuidadosas, ficaríamos ao lado do fogão para ver a evolução de tudo. Mas a piscina foi mais forte e nos levou até ela, contribuindo para o ressecamento de tudo e o gostinho especial de queimado no fundo. Mas foto é foto e a gente só enquadra o que quer. Então:

Moqueca

No domingo, aposentamos as panelas e o almoço foi servido por outra pessoa, ligeiramente mais sã que nós. Que fique claro que ninguém comeu mal por lá; só que os temperos ficaram um tanto exóticos para o paladar comum.

o que ‘é isso’?

Já tem um tempinho que o Coletivo Sem Papas habita meus links lá na barra lateral do blog. Mas hoje ele acabou mudando de ‘leio também’ para ‘blogs é isso’ (rufar dos tambores, plim!).

Então aqui vai uma explicação: o É isso é o pai de todos, o que coloca ordem na casa e dá casa, comida e roupa lavada. É aquele do meu high tech personal trainer. O Dadivosa é um blog divertidíssimo, apetitoso e útil para quem curte o momento mestre cuca. Até eu, que queimo pipoca de microondas, adoro salivar pelo blog. O Puff Branco é um vlog ou, sem as abreviações da modernidade, é um videolog. Tendência, cultura, música e guitarras distorcidas costumam aparecer por lá. E, por fim, o Coletivo é um diretório literalmente sem papas. Cada um fala o que quiser, quando e como quiser. E você pode vestir a camisa e opinar – sem papas na língua – nos comentários do blog. Ah, também pode ser útil para aqueles que, mesmo depois de muitas explicações e exemplos, ainda não entendem o que eu faço da vida.

Então… é isso!

diálogos do feriado

ela1 – Tucuruvi cabe nessa música da Zélia Duncan, né? “Tucuruvi, não senti frenesi, nem o menor apetite…”
eu – ???
ela1 – É, na música termina tudo com “i”, Tucuruvi combina.
eu – ???
ela1 – Tucuruvi, vivi, senti, por aí (gesto got it? com a mão)
eu – Ah tá.
ela1 – …
eu – Então Tamanduateí também combina.
ela1 – …

eu – Cara, Zélia, eu sou muito sua fã. Sei que você deve ouvir isso toda hora, mas…
ela2 – Ah, é sempre bom ouvir isso.
eu – (ufa!) É, sou fã declarada.
ela2 – (sorriso, clique da câmera)
eu – Obrigada.

eu – Cagaram em mim.
ela3 – Quê?
eu – É, cagaram e mim. Neste vasto e imenso campo aberto, eu tomando sol no sítio e o bicho vem e caga em mim. Bem em cima de mim.
ela3 – Hahahahaha
eu – Tá rindo do quê?
ela3 – Hahahahaha
eu – Ele deveria ter cagado naquelas árvores lá.
ela3 – Hahahahaha
eu – Pelo menos foi no biquini e não na pele…
ela3 – Hahahahaha (ad eternum)

sete, oito e foi

Ando meio nostálgica com o sapateado. Complicado parar uma coisa que você fez por 13 anos. O pé tá coçando, pulsando de novo. Tenho planos. Espero que dêem certo.

Enquanto isso, estou reunindo trabalhos meus. Coloquei no MySpace a música do Nuno Mindelis na qual eu e Manu somos a percussão. Achei a foto abaixo no flickr da Lee, do espetáculo “Em Q Pé Q Tá?”, que ficou em cartaz no Plínio Marcos em 2004. Em breve colocarei algumas coisas no YouTube. Só posso dizer que Isso vai dar repercussão, plagiando meus queridos Naná e Itamar.

Em Q Pé Q Tá?

açougue

Causo engraçado do dia:

Por favor, dois seios de frango! Por gringa no açougue, confiando em seu dicionário de bolso.

é hoje

[video]http://www.youtube.com/watch?v=DtTITbgdJ1A[/video]

Deu pra entender ou vou ter que desenhar?

Evite falar comigo. E se vier, traga um Alpino.

ninguém é de pixel

Eu simplesmente adorei o site indicado pelo Merigo, o Get a First Life. Sátira do Second Life, ele mostra que sim, existe vida antes do computador. Aquela vida que usa o corpo, o tato e a mente, todos integrados com suas funções originais: viver. Veja bem, não ignoro o poder do Second Life, muito menos tudo o que ele pode me oferecer como publicitária que-procura-mídias-alternativas. Mas não posso negar que começo a ter medo dessas coisas onde humanos se relacionam somente por projeções do que eles gostariam de ser (e na vida real, sinto muito, não são). Nunca se sabe o que há por trás daquele desenho 3D que está conversando contigo no Second Life. O problema não é nem se relacionar com uma prostituta 3D que, na verdade, é um tiozinho de bigode. O lance é que cada vez mais gente cultiva somente esse tipo de relação. Calor humano? Sai pela CPU. Conversas? Via teclado ou microfone. Abraço? Algum atalho de Ctrl + Shift + hug. Eu mesma brinquei de Second Life e o máximo que minha paciência permitiu foi trocar de roupa, conversar com um cara perdido e fazer uma dancinha pra lá de estranha (que, a propósito, assustou o perdido que estava comigo).

Por mais que a tecnologia permita imagens e formatos cada vez mais bonitos e próximos plasticamente da realidade, tudo tem limite. Não dá pra viver só de emoticons, né? Pufavô.

ma-onu-el carlos

Andei pensando: como será feito o casting das pessoas que dão depoimento para Páginas da Vida? Não deve ser somente uma iniciativa de conte uma tragédia um momento marcante da sua vida. Sei lá, pode rolar um questionário perguntando se na família há algum caso de:

a) síndrome de down
b) racismo
c) gravidez na adolescência
d) bulimia
e) casal gay
f) alcoolismo
g) traição
h) deficiência física
i) visão de fantasmas que têm cheiro de perfume de rosas
j) alguma bizarrice do tipo me satisfaço na cama com músicas do Roberto Carlos

E aí vem o final do questionário: Se você respondeu “sim” a pelo menos uma das perguntas acima, parabéns, você está apto a aparecer no horário nobre da TV, mesmo sem ser anunciante, ator global, presidente da república ou BBB7.

Parece que o Manoel Carlos quis abraçar todas as causas sócio-erradas. Daqui a pouco entra um judeu na história e o negócio fica quase completo. Aí só falta salvar o mundo das cáries.

eu, eu mesma e o produto

E se… eu fosse um MM? Gostei muito da idéia de personificação do MM. Conteúdo engraçadinho, imagem de marca boazinha, tudo como manda o protocolo. E um monte de gente se eme-eme-zando e trocando figurinhas. Sei que isso não é novidade, existe desde os primórdios do emoticon, mas é ótimo se o público se envolve assim com a marca. Aliás, não é qualquer empresa que pode fazer isso. Lembro da época em que todo mundo tinha seu bonequinho do South Park. A proposta já tem que vir dealgo cool, bem visto aos olhos do consumidor. Quem pode, pode.

Essa sou eu, mawa-eme-eme-zada.

Eme-eme-zada

“A única que derrete na sua boca e não na sua mão”. Ai, péssima essa.