dia do palhaço
Eita, parabéns pra mim, parabéns para você, parabéns para todos nós. Caí nessa história do nariz vermelho sem querer e ela tem tomado conta de mim. Por isso, como homenagem ao dia do palhaço, transcrevo um trecho da auto biografia do Chaplin. Essa foi uma das primeiras experiências dele no palco e talvez foi uma das passagens que mais me marcou ao ler o livro. Na realidade, acho que me fez entender que um palhaço é aquilo que ele acredita, sem limites de qualquer tipo de regra:
Eu usava uma máscara de de gato que tinha uma expressão de surpresa e, durante a primeira matinê infantil, cheguei o focinho ao traseiro de um cachorro e comecei a fungar. Quando a platéia riu, virei-me e olhei para ela surpreso, puxando um cordel que fazia piscar um dos olhos da máscara. Depois de várias fungadas e piscadelas, o diretor chegou aos pulos nos bastidores, agitando freneticamente os braços. Mas eu continuei. Depois de cheirar o cão, cheirei o proscênio, e aí levantei a perna. A platéia estrugia às gargalhadas, talvez porque o gesto não era próprio de gato. Afinal o olhar do diretor cruzou com o meu e eu saí de cena, debaixo de aplausos.



Que lindo. Taí uma biografia que sempre quis ler. Vou providenciar para as férias.
Viu! Cê já assistiu ao “A pequena Miss Sunshine”? Se não, vamos ver?
Beijos.