Monthly archives: December 2006

pretérito

Pretérito 

De repente, o futuro vira passado. E o que era já foi e o que vai ser, será. Feliz ano novo.

parabéns para mim

23 verões. Ui. Tô velha demais, definitivamente. Cada vez mais perto dos 25, idade em que tem que começar a usar Renew. Ou o famoso momento Dove: 1/4 de século. Mas agora tenho 23, a responsa aumenta. Ainda bem que, nesses dias, a minha única responsa tem sido espalhar direitinho o protetor solar e não deixar a canga úmida de um dia para o outro. Ufa. Até que estou dando conta. 23 não é tão ruim assim.  

itamaraju news

Sim, eu me prometi que ficaria longe da Internet na minha viagem. Mas as três horas de espera de ônibus em Itamaraju não ajudaram. O preço carésimo da lan house, de R$1,00 por hora, me seduziu completamente. E cá estou. Conheci o paraíso por aqui, de Cumuruxatiba a Corumbau. No primeiro dia rolou um mormaço com chuva à tarde. Nos outros, sol pra cacete. É dessa vez que ignoro totalmente minhas origens polacas e consigo mostrar minha pele morena-jambo. Vocês não perdem por esperar.

Hoje mudo de estado. Saio da Bahia e sigo ao Espírito Santo. Nunca pisei lá. Oba. Até que, para quem não comemora o nascimento de Cristo, eu estou na direção certa. Rumo ao Espírito Santo em pleno Natal.

Acabei de passear na feira de Itamaraju. Comprei vestido para Cremilda. Vermelho de bolinhas brancas, com direito a saiote. Caraca, eu tenho um saiote agora. Irado.

Hora de desligar. Comer alguma coisa na rua, sentir calor e pegar o próximo busão.

Ah, amo muito tudo isso.

viagens de mawá

Aviso: no more donuts for you no mawacomw por um tempo. Motivo? Férias de tudo. Me vou para onde não tem celular, para onde não tem internet, para onde não tem água quente. E cá entre nós, nem precisa, pois o calor dos trópicos impede qualquer ser humano de utilizar água aquecida. O mar também dá uma bela aliviada no calor e no stress. Pensando bem, não vai aliviar stress nenhum, porque eu não vou levá-lo. Nem coloquei na mala e nem vou colocar. Deixa ele aqui em São Paulo, local de origem mesmo. Cada qual no seu canto. Meu canto nos próximos dias será na melhor faixa de areia compreendida entre o mato e o mar. Um cara que vende coco aqui, um hippie vendendo brinco ali e tá tudo certo. Exatamente do jeitinho que eu gosto.

Boas férias aos privilegiados e bom trabalho aos escravizados. Feliz Chanuká, bom Natal e um ótimo ano novo. E feliz aniversário para eu mesma! Fui.

brincando de photoshop

Geladeira

Calor é apelido. Tava quase entrando aí para ver se resolvia.

inauguração do sai

Caraca, eu tô com um misto de vergonha e de orgulho por causa de um presentinho que ganhei por aí, mas me sinto na obrigação de divulgá-lo. Aliás, vou aproveitar a iniciativa para sugerir que a comunidade seja um local para discussão sobre o que eu publico por aqui; obviamente considerando que meu público é mega pró-ativo e adoraria dar uns pitacos no blog. A comunidade vai virar uma espécie de Serviço de Atendimento ao Internauta, o SAI. Portanto, sempre que tiver alguma coisa para falar, questionar, sugerir, elogiar comentar, você pode usar a comunidade para isso.

Mas, se tudo o que eu sugeri for muita viagem, você tem todo o direito de deixar um comentário se-liga-mina-!-quer-conselho-contrata-um-analista-!

O MaWá com W agradece a sua visita.

Um abraço,

SAI MaWá

achou!

Cena: eu, na Fnac, procurando qualquer CD que me chame atenção por algum motivo. Vejo o CD da Ceumar com Dante Ozzetti, hummm, bem interessante. Vejamos o preço então, já que a grana é bastante decisória no meu processo de compra. Passo o código de barras lá na maquininha e, para minha surpresa, aparece escrito Achou! Achou! R$23,90. Puxa, que simpático, pensei. Gosto de lojas que pensam nos mínimos detalhes, como o que aparecerá escrito na maquininha além de uma mensagem default: O CD que você procura custa xis reais. Volte sempre e boas compras. Sei lá, acho essas mensagens um saco, dá até uma vontadezinha de bater na máquina e dizer Humpf, nem é você que está agradecendo minha visita mesmo, duvido que seja, você nem sabe meu nome… Mas enfim, quando vi a frase Achou! Achou! fiquei toda empolgada com a preocupação da loja nos mínimos detalhes. Aquelas coisas de fazer com que a experiência do consumidor seja agradabilíssima, fidelização do cliente, imagem de marca e tudo mais.

Chego ansiosa no carro, arranco o plástico do CD e começo a me deleitar com as músicas. Por coincidência, a que eu mais gostei era a número 3. Refrão: quem estiver atrás de um grande amor, achou! Nesse momento, acende-se a luzinha em cima da cabeça de MaWá. Achou! na maquininha, Achou! no meio da música. Pego o CD novamente. Ok, o nome do CD não poderia ser outro: Achou!

Ai que burra. Zero pra mim, professor Girafales. Formulando altas teorias de relação loja-consumidor, me sentindo o máximo… e a mensagem da maquininha era apenas o nome do CD mesmo. Então tá. A maquininha só mostra mesmo o nome do CD e o preço. Nem para ter uma mensagem default qualquer, pra gente sentir raiva depois. Ai ai, viu.

De qualquer jeito, está aí a música que eu tanto gostei, chamada você-já-sabe-como:

[video]http://www.youtube.com/watch?v=gfyaKmnno5c[/video]

O baião é uma delícia, a letra também:

Investir / É cultivar o amor / Se despir / É ativar
Resistir / É aturar o amor / Insistir / É saturar
Aderir / É estar com seu amor / Adorar / É superstar
Aplaudir / Até sentindo dor / É amar
Quem puder / Viver um grande amor / Verá
Consentir / É educar o amor / Seduzir / É cutucar
Amarei! / É conjugar o amor / Não amei! / É enxugar
Avançar / É conquistar o amor / Amansar / É como está
Como estou / Com muito amor pra dar / Eu dou!
Quem estiver / Atrás de um grande amor / Achou!

dia do palhaço

Eita, parabéns pra mim, parabéns para você, parabéns para todos nós. Caí nessa história do nariz vermelho sem querer e ela tem tomado conta de mim. Por isso, como homenagem ao dia do palhaço, transcrevo um trecho da auto biografia do Chaplin. Essa foi uma das primeiras experiências dele no palco e talvez foi uma das passagens que mais me marcou ao ler o livro. Na realidade, acho que me fez entender que um palhaço é aquilo que ele acredita, sem limites de qualquer tipo de regra:

Eu usava uma máscara de de gato que tinha uma expressão de surpresa e, durante a primeira matinê infantil, cheguei o focinho ao traseiro de um cachorro e comecei a fungar. Quando a platéia riu, virei-me e olhei para ela surpreso, puxando um cordel que fazia piscar um dos olhos da máscara. Depois de várias fungadas e piscadelas, o diretor chegou aos pulos nos bastidores, agitando freneticamente os braços. Mas eu continuei. Depois de cheirar o cão, cheirei o proscênio, e aí levantei a perna. A platéia estrugia às gargalhadas, talvez porque o gesto não era próprio de gato. Afinal o olhar do diretor cruzou com o meu e eu saí de cena, debaixo de aplausos.

momento imagético

Definição de uma TPM.
Crepe
Foto tirada e degustada em 21 de novembro de 2006.

chora cavaco

Olha a Beija-Flor aí gente, chora cavaco! Sempre com o bordão clássico do Neguinho da Beija-Flor, a escola inovou esse ano: construiu um canal de TV na Internet, onde é possível ver entrevistas, projetos sociais, curiosidades e o vídeo sensacional que mostra a Beija-Flor ano a ano, de 1978 a 2004. Além disso, também é possível ver claramente o anunciante – ou seria o próprio responsável pela idéia da TV? Enfim, caso em que conteúdo e propaganda se misturam no formato final.

Pena que no vídeo ano a ano não entrou o desfile de 2005, onde pude abraçar as baianas da Beija-Flor, graças a uma querida amiga. Essa amiga, lá pelas tantas da madrugada, foi ao banheiro sozinha. Demorou, demorou, demorou e lá fui eu atrás dela. Resultado: a moça levou um tombo na arquibancada, foi socorrida pelos bombeiros e ficou com um dente a menos: o-do-lado-do-da-frente. A parte legal é que o posto médico era exatamente na dispersão das escolas. Quando consegui finalmente encontrá-la sã, salva e banguela, já estávamos lá, com as baianas da Beija-Flor terminando o desfile que as faria campeã do Carnaval 2005.

Valeu a dica, carioca!