
Fica aí minha homenagem ao Dia da Consciência Negra. E, como coração não tem cor, eu tô indo buscar a da minha pele lá na praia. Será que um dia eu consigo ser chamada de nêga com orgulho?

Fica aí minha homenagem ao Dia da Consciência Negra. E, como coração não tem cor, eu tô indo buscar a da minha pele lá na praia. Será que um dia eu consigo ser chamada de nêga com orgulho?
Feriado estranho no meio da semana, com bastante sol e gente na rua. Quer dizer, eu mesma aproveitei poucas horas de sol, já que, na hora do meu despertar, restavam apenas umas três horas de luz natural. O que importa é que eu dormi bem. Aproveito para agradecer o feriado ao Marechal Deodoro (sim, essa é a regência esquisita correta do verbo)
Além disso, passeando por aí descobri outros fatos (além da proclamação da República) que aconteceram em 15 de novembro. Foi fundado o Clube de Regatas Flamengo. A Venezuela foi admitida como Estado-membro da ONU. Foi lançado o console do Xbox. Morreu a Alice que inspirou a do País das maravilhas. A feijoada do Pé pra fora estava deliciosa.
O que você vai fazer com essas informações é problema seu. Até agora eu não entendi porque comecei a escrever isso. Mas, de repente, pode ser essencial na sua vida saber que a Alice-real morreu nesse dia.
E falando em morte, coitada da mocinha-modelo que morreu de anorexia. Tão sem conteúdo (em todos os sentidos!). Aliás, desse mal eu não sofro. Tô pra ver o dia que eu vou rejeitar comida por muito tempo.
Por algum motivo dos deuses, da conspiração do universo e da configuração do Explorer, meu blog fica lindinho no Firefox e todo esquisito no Explorer. Por isso, nada mais apropriado para o momento do que esse anúncio:
[video]http://www.youtube.com/watch?v=M9BON5nd8Fg[/video]
Você usa o Firefox?
Gosto de blogs simpáticos. É claro que o assunto do blog é, na maioria das vezes, o que faz o público ir e voltar lá. Mas mesmo um assunto que, em tese, está longe de ser seu foco, pode ser muito bom de ler. É o caso do Dadivosa, um blog gostoso em vários sentidos: tem receitas, é bem escrito, tem fotos legais e é aconchegante. A questão é que ele gira em torno de receitas e assuntos “cozinheiros”. E minha experiência com cozinha não é das melhores.
Posso dizer que meus dotes culinários tendem a zero. Ainda criança, lembro de ir à casa de uma amiga minha para cozinhar. Biscoitinho, sorvete, sanduíches incrementados. Tinha até um livrinho de receitas que crianças podiam fazer sem se machucar. Lembro de uma passagem do livro que mandava chamar-a-mãe-para-colocar-no-forno. Enfim, a conclusão de todos esses momentos sempre foi a mesma: a hora que eu mais gostava era a hora de comer. E não pense que era pela satisfação de como-eu-cozinho-bem. Era simplesmente porque eu adoro comer. É bom e ponto.
Mais crescida, depois da pré-adolescência (aprendi esse termo na Caras da Sasha!), veio a época que minha avó tentou me ensinar receitas. Minha avó cozinha maravilhosamente bem. Como ela mesma se orgulha, é do tempo em que se cozinhava em forno à lenha. Só tem um pequeno problema: as quantidades das receitas dela são ligeiramente subjetivas. Ah, coloca só um pouquinho de farinha, um tantinho assim, sabe? Uns três ovos, meia xícara de leite. Se você achar que precisa de mais um ovo, pode colocar. Mas vó, como é que eu vou achar que precisa de mais um ovo? Olhando mesmo, com o tempo você aprende. Então tá. Olho para a minha avó, continuo com a cara de interrogação. Não se preocupe, Mamá, cozinhar é uma delícia. Olha só aqui na panela, vou colocar mais um pouco de leite. Tá vendo, é nesse ponto que precisa de leite. A cara de interrogação permanece. O pior foi o dia em que ela me ensinou a fazer chantilly. Fez na casa dela, na minha frente, me mostrando o tal do ponto em que tem que colocar o açúcar na batedeira. Acho que na minha casa o ponto fugiu pela janela, se escafedeu, e tudo que sobrou foi um creme líquido meio doce. E eu nunca mais me atrevi a procurar o tal do ponto.
Depois de tudo isso, minha experiência com cozinha teve um up. Fui trabalhar em um SAC de produtos alimentícios. Depois que eu enviei um material errado para um consumidor que pediu receitas de fondant e eu enviei de fondue (afinal, as pessoas erram ao escrever nomes estrangeiros e eu, na minha ignorância patética, tinha certeza que só existia fondue). Enfim, eu tive que tomar providências e ir atrás do assunto. Aprendi o que é meio fio do chocolate, que a temperagem é importantíssima para deixar o chocolate com brilho, que o ponto do óleo ideal é quando acende o fósforo dentro dele, que pra deixar a batata frita gostosa tem que fritar, tirar da panela e fritar de novo. Na verdade, são coisas que eu aprendi, mas que eu nunca consegui colocar exatamente em prática. O velho ditado: na prática, a teoria é outra.
Hoje em dia, posso dizer que minha atuação na cozinha é ornamental: eu deixo a mesa bonita, preparo a salada cheia de cores e enfeitinhos comestíveis, arrumo os guardanapos e, no fim de tudo, fico na lavanderia. Nada mais justo. Se é certo que “se eu cozinho, não lavo”, o contrário também é válido. Fazer o quê? Perdi toda a moral – e a esperança junto – quando queimei pipoca de microondas. Mais um caso onde o tal do ponto se escafedeu. Coisa mais difícil achar esse ponto aí, nunca vi. De qualquer jeito, o link da Dadivosa está aí. Quem sabe um dia eu não encontro o ponto, assim, no meio da rua, como quem não quer nada. A gente nunca sabe, né?
O Manoel Carlos está muito doido. Fiquei um tempo sem assistir a marmelada do emo com a bailarina e ontem, para minha surpresa, os dois estavam na cama. E o pior: com a mãe ao lado, escandalizada. Mal sabe ela do momento vômito da menina, isso sim é que devia escandalizar.
Agora, a pergunta que não cala: será que ontem o emo passou da… coxa? Porque, mais lento que aquilo, só aquele PC 486. Tão 1995.
[video]http://www.youtube.com/watch?v=ljq_qnstgMk[/video]
Trecho do documentário do Doutores da Alegria:
“Por que a gente escolheu o palhaço para trabalhar com essas questões?
Porque talvez o palhaço seja o personagem mais apto a não trabalhar com as respostas. Ele se contenta em trabalhar com as perguntas.”
Essa é de longe uma das campanhas mais estranhas que eu já vi. O Grupo Chupa Chups produz aqueles pirulitos coloridos de todas as cores e opções – me lembro muito bem do de chocolate com banana, clássico da infância dos que nasceram depois de 1980. Os caras fizeram um site, com um quê de institucional, mas com referências bastante arriscadas. Ao mesmo tempo em que o site apresenta o básico de linha de produtos e histórico da empresa, mostra também os “benefícios de chupar” (benefist of sucking) e o título “chupar é bom para você” (sucking is good for you).
Então tá. De interessante, além da pitada freak-pornô, achei a história do pirulito. Ele foi inventado por um cara que percebeu que as crianças faziam uma meleca absurda com balas na boca, além do perigo de engasgarem (saudosas balas soft!). Por isso, pensou em uma bala que pudesse ser comida com um garfo. O resto, presumo eu, vocês já entenderam.
Só espero que meu blog não seja considerado pornográfico novamente. Sem moralismos, pufavô. O que eu escrevi é somente uma crítica-pseudo-parcial-sobre-a-propaganda-de-hoje.