Bem no estilo Amelie Poulain, me pego vidrada no guardanapo absorvendo a cerveja que caiu na mesa. Lembro a primeira vez que vi o filme e fiquei impressionada quando vi que mais alguém gostava de colocar a mão nos barris de feijão e ervilha. Era uma sensação muito boa, talvez porque acompanhava a fase mais despreocupada da sua vida. A infância. Ontem mesmo, conversando com uma querida, lembrei do interior do carro do meu pai. Era um Corcel cinza, 1983. Sempre me orgulhei de dizer que o carro tinha a mesma idade que eu. Besteiras de criança. Posso lembrar exatamente da parte interior da porta de trás, onde eu ficava recostada, com a cabeça apoiada no tremilique do carro. Ficava de olho nas linhas que formavam o relevo duro e frio dos carros antigos, quando ainda não eram camuflados por tecidos e recheios gostosos. Entrava no carro e lá permanecia, num universo particular, regido pelas lombadas de São Paulo e pela oscilação de luz da janela em cima da minha cabeça.
Sou fascinada por detalhes. Preciso aprender a nunca esquecê-los.
6 Responses to “registros”
Ainda bem que você tem onde pôr teus registros. Se esquecer, acesse http://www.mawacomw.com e releia tudo. O problema é se você esquecer esse endereço. Ah! Mas nada que um POST IT! na testa não resolva.
Beijinhos beeeeeeeeeeeemmmmm cansados.
Dia 06 é o meu último dia de prova. Não posso esperar…
Detalhes voltam à tona quando algo nos faz relembrá-los. Não precisamos esquecer ou lembrar deles que, numa foto ou numa música ou até num texto por aí, eles simplesmente vêm.
São nesses pequenos detalhes que a gente sente e vê como a vida é boa!!
Daisy
Falando em Amelie Poulain, meu filme predileto dos últimos tempos (tenho até devedê), toda vez que piso naquela casquinha dura de sementes de uma árvore específica, penso na Amelie. Ah, a mesma boa sensação eu tenho quando piso em folhinhas verdes. Aquele “tec!” é tão prazeroso…
Sabe do que eu tô falando?
Sei exatamente! É muito bom mesmo. Outra coisa que eu adoro é pisar descalça na lama…
E desenhinhos nas nuvens? rsrsr
Perfeito!!!
É delicioso o filme… é lembrar que eu contava postes nas ruas enquanto andava de carro! Aliás…”carro” eu também encostava a cabeça no banco e ficava caminhando pelas listrinhas do tecido do carro! rsrsr
Que delícia isso tudo! =)