Semana passada rolou o Festival Jogando no Quintal, com a comemoração de quatro aninhos do grupo. Em primeiro lugar, parabéns a todos que fizeram isso acontecer. O jogo, que conta com palhaços-jogadores, propõe uma competição entre dois times onde a bola é o improviso. A platéia dá o tema e, depois da atuação de cada time, escolhe o melhor. Riso para ninguém botar defeito.

Acompanhando o festival, pude conhecer um outro tipo de jogo, não necessariamente feito por palhaços. A proposta inicial é improvisar. O famoso te-vira-negão. O mais legal são as diferentes maneiras de começar um improviso. Um começou com palavras ou desenhos escritos em lousas. O grupo escolhia qualquer uma daquelas expressões e desenvolvia a história assim mesmo, na hora. Já em outro espetáculo, os atores entravam com personagens bastante antagônicos e com um objetivo na cabeça. Depois, tinham que interagir de acordo com um tema definido na platéia e, claro, tentar alcançar os próprios objetivos. Em um terceiro improviso, os times tinham sempre um tema, um estilo e um tempo definido. E o público, além do cartão de voto, tinha um chinelo de borracha para atirar no momento que não estivesse gostando do que rolava no palco. Sensacional.

Foi um mundo totalmente novo que eu conheci. Algo que ainda não tem grande presença no Brasil, mas que nossos hermanos da LPI já desenvolveram bem. Ah, esqueci de dizer: o festival trouxe argentinos e colombianos para trocar experiências e aprendizados. Tive a chance de ver diversos tipos de espetáculo: brasileiro com argentino, só argentino, só colombiano e brasileiro com argentino com colombiano. Coisas muito boas, coisas muito estranhas, coisas duvidosas. Mas todas elas muito válidas. Com certeza.


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