bienal, apenas um dia
A 27° edição da Bienal São Paulo está uma delícia. Muitas obras sugerindo a interatividade, o futuro da arte ao meu ver, gostosas de brincar e de cheirar e de sentir. Só uma das artistas já valeria a visita. Logo no térreo, a Laura Lima trouxe inúmeras formas de plástico para você vestir onde quiser: cabeça, corpo, mão, nariz. As peças lembram desde simples cones até camarões gigantes. Além de tudo isso, um espelho. Sim, aquela coisa mágica que nos faz explorar poses e caretas. Desnecessária era a monitora da Bienal, pasmem, indicando como eu deveria vestir aquilo. Oras, da maneira que eu mais quisesse. Pelo menos era isso que eu entendi que a artista queria. Outra obra legal, das mais comentadas nos guias, era a bolha do Tomas Saraceno, um negócio imenso, de plástico, metal, madeira e ar. Você veste a carapuça dos esportes radicais, sobe na estrutura e depois flutua no plástico, deitando, rolando e desafiando seu próprio equilíbrio. Por fim, pouco interativa mas não menos interessante, uma obra lá em cima traz diversos pratos desenhados sob a ótica da comida. Um ótimo é um que tem a foto de um cu bumbum e a frase FASST FOOD. Sensacional. Gostei também do banheiro com paredes rosas e luzes rosas, que me fizeram sentir como a protagonista de Eu, você e todos nós.
É óbvio que ainda existem inúmeras letras que podem pontuar a Bienal. Mas aí é com vocês. Podem usar o espaço dos comentários, o e-mail, o telefone, o grito, o espelho, o pai, a amiga, qualquer coisa. Boas loucuras.



Laura Lima fez um dos pratos para o Leilão desse ano. =)
Ainda preciso ir na Bienal!!