Monthly archives: September 2006

nua e crua

Tudo o que um publicitário deseja dizer numa propaganda de bebida alcoólica, mas a moral, o Conar e a sua mãe não permitem.

www.overdose.eu

Nóia

Quando você escreve http: antes de um número de telefone, algo está errado.

Alguém pode me enviar o relatório de erros para checar o problema exato, pufavô?

justiça seja feita

Ontem vi pela primeira vez a final do Aprendiz. Achei engraçada a bipolaridade, como disse o Justus, dos finalistas. A mulher super decidida, o homem mais aberto, menos volúvel. Depois de todos aqueles testes psicotécnicos feitos na tela de plasma, concordei com a escolha do Justus. Tá, eu sei que eu não vi nenhum capítulo do programa para julgar. Mas tava na cara que a mulher, apesar de vender muito bem o seu peixe, desestabiliza qualquer equipe. Não adianta ela saber convencer, apresentar, persuadir. Se ela não consegue trabalhar em grupo, so sorry. Não existe isso. Equipes de trabalho têm regras sociais, espaços a serem delimitados. Empregados são, acima de tudo, humanos. E se a intriga é capaz de tomar conta do espaço, não há profissionalismo que supere. O cara me parecia muito bom. Acho que a expressão correta seria íntegro, mas ando com preguiça de palavras de efeito. Também optaria por ele, Justus. Na hora do psicotécnico, houve apenas um momento que eu simpatizei com ela. Na pergunta qual destas figuras você acha ideal numa negociação – Darth Vader, Peter Pan, Super-homem e Hulk – ela optou pelo Peter Pan. Mas é óbvio! Um serzinho pequeno e de roupas verdes que te convence a ir voando (!) para uma terra onde ninguém cresce… O cara tem que ser muito bom na lábia mesmo.

shrek ou não shrek: eis a questão

A idéia é, no mínimo, divertida. Monstros fazem parte do imaginário da maioria das pessoas. No entanto, Adam Rex resolveu expor outro lado: a fraqueza deles. No livro Frankenstein makes a sandwich, ele analisa quais seriam as dificuldades dos monstros. Frankenstein não consegue chegar perto de pessoas, nem ao menos para contar com a ajuda dos vizinhos para fazer um sanduíche. O Fantasma da Ópera sofre com crises de inspiração. Ele já não consegue compor outras coisas e chega a considerar outra carreira. Já pensou?

Não li o livro do cara, mas me pareceu bem interessante. Talvez por ser uma maneira de humanizar os monstros e deixá-los mais próximos de nós, homo sapiens perfeitos. Quem nunca fez um sanduíche na vida? Oras, o Frankenstein também quer. Ter um interesse em comum com monstros pode ser um pouco assustador, mas quem sabe não é um jeito de deixar fluir um lado grotesco na pessoa? Assumir, identificar, liberar. Deixar de lado a tese de que humanos são superiores por sua racionalidade. Você vai ver que é muito mais parecido com o monstro do que com o mocinho bonzinho qualquercoisa-inho.

rosh hashana

Novo ano. Que as pessoas tenham mais tempo para as outras. Que as pessoas tenham mais tempo para elas mesmas. Que elas consigam ser mais transparentes com a realidade opaca. Que façam as coisas que elas têm vontade. Que explorem outros universos e planetas. Que sejam capazes de sorrir apenas por sorrir. E de chorar também. Que tomem sol e água de coco. Que comam muito brigadeiro. E nutella. Que se amem, se cheirem, se abracem. Que não percam minutos bobos de discussão. Que entendam seus problemas e defeitos. E riam deles. Que aceitem. Que dancem na frente do espelho. Que façam música, muita música. Que convivam. Que sejam verdadeiras dentro do que propõem. Que sejam intensas.

Feliz ano novo judaico, pessoas. Que vocês encontrem em suas curiosidades o ânimo para concretizá-las.

Sem firewall

Cremilda

Aceita. Essa é a frase que o palhaço mais diz para si mesmo e se obriga a fazer. Aceita, aceita que é bom. No começo é duro, ainda mais se o que te falam atinge uma parte muito sensível ou intocável. Você xinga, responde, fala mais alto, convence. Quando na verdade deveria aceitar. Em primeiro lugar, aceitar. Depois você decide o que vai fazer com aquilo. Você pode considerar mudanças da sua parte, você pode trocar de assunto ou você pode pegar o gancho da informação e desenvolver para algum lado. Mas em primeiro lugar, você aceita.
Esses dias um amigo meu disse que eu fazia muita coisa estranha. Clown, boxe, sapateado, percussão corporal.
Acho que tô com mania de querer desenvolver vários lados do cérebro.
Update: quem apareceu nos comentários? A Paula. É mais conhecida como Olívia. E foi com ela mesmo que eu aprendi esse negócio de aceitar. Com a Olívia e com o Fritz.

Nota solta

Is it just me ou o Meio & Mensagem está cheirando bem esse semana?

Por favor, não digam que eu sou a única louca que gostou de cheirar o papel.

Bem vindos

Olá a todos. Bem vindos ao MaWá com W (me incluo nessa, ok?).

Troquei de roupa. Coleção nova. Tapa no layout. Camisa nova, hein, Fernandinho?

A essência continua. Sigo sendo autista. Mas esse negócio de colocar autista no título trazia muito visitante via Google Search que queria saber sobre autismo. Já imaginou a frustração dos caras ao digitar “informações +autista” e cair no meu blog?

Enfim, é isso. Espero que gostem e que tenham um pouquinho de paciência. Ainda estou aprendendo a mexer nesse negócio aqui. Vocês não têm idéia de quantas horas passei lendo tutoriais na Wiki. Aliás, saravá Wiki! Você tem sido bastante útil na minha vida php, além do meu high tech personal trainer. Obrigada aos dois.

E não esqueçam: MaWá é com W, ok? mawacomwpontocom

Pseudo-racional x passional

Deixa disso, sua boba. Não passa de caraminholas.
Mas bem que eu queria que fosse diferente. E se…
Se… nada, mulher. Desencana, não merece não. Você é muito melhor que isso.
Sempre me dizem esses conselhos de você-é-mais-forte-que. Sou?
Sim, é. Já não disse uma vez? Preciso repetir?
Precisa repetir sim. Tem coisas que a gente não escuta de primeira. Ou finge que não.
Pois pare de fingir coisas. Seja verdadeira.
Você tá dizendo que eu sou falsa?
Não, não é isso. Mas você tem que parar com essas tais caraminholas.
Sua objetividade me impressiona. Seu mundo é uma função matemática?
Antes fosse (respira). É em função de você.

Gente coisa é outra fina

Ontem fui dar uma de chique, no Café Suplicy. Quer dizer, sempre achei que o Café Suplicy era coisa de gente chique.

E não é que eu chego lá e tenho que me servir, no melhor estilo bandejão? Pior ainda, eu tenho que pagar antes, numa fila que-nem-de-acampamento, depois tenho que esperar de pé, depois tenho que levar minha própria bandeja até a própria mesa que eu mesma encontrei (ou tive que esperar vagar).

Tsc, tsc. Para pagar onze-e-cinquenta num frapê de ovomaltine (so sorry, nenhum supera o original do Bob´s), quero garçons modeletes de cabelo enrolado, tatuagem e pele jambo sorrindo na minha mesa e anotando os pedidos. Faça me o favor. Pedi demais?

Bah. Mas que mania de escrever as coisas separadas com hífen para-que-as-pessoas-leiam-num-respiro-só.

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Hoje almocei no NYC NYC. Homenagem ao 11 de setembro, né?