Monthly archives: July 2006

Apenas uma palavra

Como eu já disse aqui, tudo que posso dizer é: amém.

…mudar. Só algumas coisas.

E de repente as coisas acontecem. Há um tempo já estava querendo ver “A vida na Praça Roosevelt”. De repente, uma amiga minha me chama para ver De Profundis, e de repente eu começo a gostar do trabalho do Rodolfo, e de repente eu começo a ler o blog do Ivam, e de repente eu me sinto parte de um universo pelo qual sempre fui fascinada: o teatro e seu submundo. Eu entrei na Praça Roosevelt por causa do Celso Cruz, embora ele nem saiba disso. Mas sou eternamente grata. Comecei a freqüentar o lugar que era logo ali, atrás da minha casa, que eu só via pelo espelho retrovisor. E comecei a me sentir muito bem por lá, assim como sempre me sentia familiarizada ao passar pela Amaral Gurgel às 6 da manhã, com os travecos acabados fazendo parte da minha rotina. Adorava ver como eles estariam depois de uma noite inteira de trabalho e admirava no silêncio no carro a decadência frente ao viaduto grafitado.

Pois bem, fui à peça ontem. Ver os personagens que sempre admirei em silêncio, no carro, assim como os travecos da Amaral Gurgel. E de repente, no meio do teatro, o Ivam me inseriu na peça, literalmente me dando um papel. Eu estava lá, lendo um trecho da peça, numa espécie de transe, mal ouvindo o que eu mesma estava dizendo. Adorei, Ivam. Muito obrigada. Foi muito bom o gostinho de cruzar a linha do palco.

No fim da peça pensei em devolver o papel. Quase entrei no camarim quando me veio à cabeça que o elenco estaria tirando a maquiagem, comentando algo, refletindo sobre a peça ou falando do inverno-que-está-bem-quente-por-sinal. Continuei andando. Achei que o grupo não se importaria se eu levasse o papel. Aceitei que o público é parte da vida na Praça Roosevelt e fiquei com o papel para mim. Como um ator, quando recebe um texto e sente que aquelas palavras a ele pertencem.

Rouli chit

Inspirada nisso, tudo que posso dizer é:

Estou cansada desse sangrento inferno (or in inglish: sik of dis blãdi rel)

Por que é que eu não pensei nisso antes, Itamar. Por quê?

Favela

Às veiz é bunito.
Às veiz é feio.
Às veiz tá só no caminho.

Às veiz nóis vê.
Às veiz nóis num qué vê.
Às veiz só passa.
Às veiz nem isso.
Às veiz num qué nem pensá.

Às veiz nóis vê de otro jeito.
Às veiz nóis tem pena.
Às veiz acha que é do sistema.

Às veiz fica cum medo.
Às veiz fica injuriado.
Às veiz qué até entrá.
Às veiz acha que já foi.

Mas ela sempre tá lá.

Mistureba bombando

Boa, pessoal! Isso é que é trabalho de equipe. Graças a alguns de vocês, estou em primeiro no concurso do Lipton Ice Tea. Mas não deixem de espalhar para os seus amiguinhos, hein? Já diria o bordão da Atlética da ESPM: todos juntos ou não somos ninguém (suspiro-gargalhadas-suspiro).

Votem em mim. É só clicar aqui, fazer um cadastro ultra-mega-rápido (não dura nem o tempo de fazer xixi) e votar na minha foto.

Ai, me senti no acampamento dando as instruções da atividade da tarde. Tão 1996.

Ainda por cima é dia 13

É impressão minha ou o PCC esperou a Copa acabar para tocar o terror de novo? Ou estávamos tão abismados com a péssima atuação brasileira que nem percebemos? Ai ai. É o apocalipse chegando, só pode ser. Até no meu prédio faltou transporte público, já que os dois elevadores estavam zuados. Ninguém merece isso.

E por último, a desgraça fútil do apocalipse: a Sara, que faz a minha sobrancelha, saiu de férias. Sara, como você pode fazer isso comigo? Só você sabe fazer o contorno de sobrancelha que eu amo. E agora, quem poderá me defender?

Futuro borrado


A Cafeomancia é uma prática usada para adivinhar o futuro através da leitura da borra de café que aparece na parede e fundo de uma xícara, depois de bebê-lo.

A leitura da borra de café, ao contrário do que se possa pensar, não é difícil. Só exige muita concentração e sensibilidade para perceber com clareza a figura surgida, decifrando-a.

Fonte: Terra

Vamos lá então. Essa é a borra do meu café de hoje. Intrigante eu diria. Estou em dúvida se o meu futuro é:

a) um donut de chocolate, com a calda escorrendo por cima e uma voz de Homer dizendo “Hummmm, donut!”
b) uma bóia de criança na piscina, quando todos aqueles seres pequenos e loiros se debatem na água gritando “Mãe, olha o que eu sei fazer!”
c) um bagel com salmão defumado e cream cheese, de preferência no Central Park, com Chico César tocando no iPod (se eu morar em NY, terei que ter um iPod)
d) um olho mágico numa porta, vigiando quem o vizinho trouxe para a casa dele hoje, num estilo psico à la Amelie Poulain
e) uma fumaça de cigarro em forma de bola, que os fumantes conseguem fazer de algum jeito mágico que eu nunca consegui entender (acho que tem a ver com aquela canoinha que as pessoas fazem com a língua e minha genética não permite – aliás, quem inventou que isso é genético?)

Faça uma MaWá feliz

Respeitável público da minha extensão virtual:

Estou participando de um concurso de fotos e queria muito a colaboração de vocês!

É muito simples, fácil e rápido. Você entra neste link e vota na minha foto. Não dói nada.

E, se possível, adote isso como uma função diária (hum, colocar no favoritos, hein?). Pense que você estará colaborando para a campanha “Faça uma MaWá feliz”

Ah, esse link cai direto na minha foto. Mas, se por um acaso, você se perder por lá, é só digitar na busca a palavra MISTUREBA, pois o nome da foto é “Mistureba : gente prédio morro”.

Como vocês são um público privilegiado, que se dá o trabalho de vir até aqui para ler o que eu escrevo, disponibilizei a fotinho aí em cima para matar a curiosidade. Mas NÃO DEIXEM DE VOTAR LÁ NO SITE!

Votem em mim e vocês não irão se arrepender.

Da foto eu gostei

A gente é para o que nasce. Não tem jeito não, tem coisas que simplesmente não ornam. Que nem essas unhas vermelhas aí. Pela primeira vez em 22 anos, resolvi colocar a tal da cor. Pedi o esmalte emprestado, testei primeiro num dedo só. Hum, acho que eu aguento. Só por essa frase eu já deveria ter desistido da idéia. Mas não, fui lá e coloquei o cacthup na ponta dos dedos. Sim, isso é pra mim é cor de catchup – e não de rubi como dizia na embalagem. Enfim, até que resisti bem: 4 dias! Quem diria. Não tenho jeito pra coisa mesmo. Até porque, se eu tivesse, acho que não chamaria a cor de catchup. Chamaria de rubi. Acho que é essa a diferença… So sorry, so not me. Jeca rules rock.

É isso então

Já que a copa findou no território brazuca, aqui estão minhas considerações:

Cafu: A Marylin Monroe só é endeusada até hoje porque morreu jovem. Não exponha sua decadência.

Ronalducho: Já cansei de você. Até porque, nem mais Bussunda tem para te imitar.

Gaúcho: Bah, guri, te perdeste em campo. Já queimaram tua estátua, agora cuidado para não ser jogado na fogueira.

Lucio: Você foi o cara. “Lucio nosso rei” tem 13 letras.

Robinho: Te adoro, mas o moço te deixou muito tempo na coxia. Precisa melhorar nos ensaios para ver se o coreógrafo te deixa no corpo de baile principal.

Dida: Você é um negão de tirar o chapéu.

Zé Roberto: Mandou bem também. E que sorte a sua de fazer a rede balançar, hein?

Roberto Carlos: Você precisa de uma semana com meu chefe, para ouvir “Foco, gato, foco!”

Kaká: Passou de um rostinho bonito para um craque. E de um craque para um imbecil em campo.

Juninho Pernambucano: Eita, não foi dessa vez, visse? Saravá Chico Science.

Adriano: Integrante das “Torres Gêmeas” de ataque, foi o primeiro a ser atingido.

Fred: Eu sei que ele marcou um gol, mas afinal, quem é esse tal de Fred?

Parreira: Aquele abraço…

Zagallo: Ele foi empalhado, não é possível. Tenho certeza disso.

Agora, já que brasileiro não desiste nunca, é torcer para o Felipão. E admitir que o Zidane é irado e que o Thierry Henry é, além de jogador, bailarino profissional. Ninguém faz um gol com um salto daqueles, praticamente um pas de cheval. Para terminar, um olhar Poliana: imagina se a Argentina ainda estivesse na Copa. Aí sim estaríamos no último nível de loosers.