Monthly archives: May 2006

Do fundo do pântano

Na entrevista que dei para o JT, afirmo que o que mais me fascina em teatro interativo é o fato de aquele momento só acontecer lá, naquela hora e com você. Nunca mais ele será igual.

Hoje escutando músicas do Lenny Kravitz (bem antigas), lembrei imediatamente de um tucano. Um tucano que passeava entre as mesas do café da manhã do hotel que fiquei no Pantanal. Isso mesmo. Lenny Kravitz me lembra um tucano do Pantanal. Porque a galera era acordada com o CD do moço e o café da manhã acaba sendo embalado pelas baladinhas Kravitzianas. Fascinante como a interpretação de uma obra pode ser surreal. No teatro interativo, enquanto a ação acontece, ambas as partes estão vendo e construindo algo. Na arte em que a interpretação da obra pode ser totalmente solitária, tudo pode acontecer. E o mais louco de tudo isso é que quem criou jamais saberá tudo que ele provocou. O que será que o Lenny Kravitz diria se soubesse que ele me lembra um tucano no Pantanal? Me lembra que pesquei piranhas, cozinhei e comi. Que nadei olhando o céu mais estrelado do mundo. Que se você apontar a lanterna no olho de um jacaré, ele fica vermelho. Que morcegos são rápidos e certeiros. Que é preciso silêncio para se comunicar com a natureza. Que é engraçado acabar a água do banho e você ter que se lavar com a água que sobrou da trilha. Que nem todo mundo é solidário o suficiente para ceder a água que sobrou da trilha. Que o valor de um pôr do sol é inestimável. O Lenny Kravitz nunca poderá imaginar que ele provoca tais memórias. No mínimo, intrigante.

Aliás, o cara é bonito, né? Não resisti e coloquei uma fotinho dele aí.

Lado A, lado B, lado C

Ufa! Saiu uma matéria comprovando que a maioria das pessoas são tortas. Pelo menos isso alivia meu complexo de ter uma sobrancelha muito mais alta que a outra (vocês não sabe como é difícil comprar óculos pra mim – viva o modelo abelha-sou-de-recife). Mas não é aí que eu quero chegar. Na matéria, eles dizem que, já que a maioria é torta, não tem porque manter um padrão de postura que idealiza o corpo simétrico. Adoro essas descobertas que derrubam tabus de anos. E ainda por cima, provocam a demanda de novos estudos: qual será a fórmula certa de postura? Vai ver o jeito que eu sento no computador, com os pés em cima da mesa e a posição a aproximadamente 45° da tela seja o correto. Ah, a coca light perto do mouse faz parte dessa postura. Vou enviar para eles considerarem no estudo. E ai da minha mãe se vier gritando lá da porta: senta direito!!!

Joelho do tempo

Pois é, faz um tempo que não passo por aqui. Assunto não faltava, mas o tempo anda curto. Foi Dia Internacional do Sapateado (25/05) e eu não registrei. Virei a palhaça Cremilda e tive uma experiência ótima na Santa Casa, com crianças internadas. Dancei coco até morrer no Baitaclã e também não contei. Mas como já disse, o tempo anda curto. Ô mania dele de correr… Entrou para a campanha da Nike: corro porque, se não o fizer, alguém vai chegar antes.

Por isso, deixo uma foto que tirei em Trindade, da Rê. Já que em tempos de stress eu vivo sonhando com água (piscina, mar, cachoeira, qualquer uma em que eu esteja dentro), a foto fica como homenagem. E peço a Iemanjá que elabore um feitiço para deixar o joelho do tempo com dor. Assim, ele não poderá mais correr.

Sem qualquer tipo de restrição

É nóis na mídia. Dei uma entrevista sobre teatro interativo para o Jornal da Tarde e a matéria saiu hoje. Achei engraçado como a repórter me descreveu: “sem qualquer tipo de restrição”. Comprometedor. Zé Celso que me aguarde. Mas, por enquanto, devo dar as caras na peça “De Profundis”, (sex e sab 24Hs – Praça Roosevelt), que tem a participação de uma amiga minha. Além disso, semana passada caí sem querer no blog do diretor da peça, Rodolfo Garcia Vazquez, e não consigo parar de me encantar com seus escritos. Viciante.

Pelo mundo (bizarro)

Momento de humor em Cannes

CANNES, França, 21 mai (AFP) – O Festival de Cannes viveu domingo um momento quase surrealista, quando Bruce Willis imitou para a imprensa um gato cuspindo uma bola de pelo, e Nick Nolte respondeu a uma pergunta tocando harmônica.

Os dois atores apresentavam à imprensa o último filme de animação dos estúdios Dreamworks, “Over the Hedge”, no qual Willis empresta a voz a uma espécie de rato e Nolte, a uma tartaruga.

O clima da entrevista era já bastante diferente do habitual neste festival, até que Bruce Willis levantou-se para dizer: “Queria compartilhar com vocês esta pequena imitação, a de um gato que cospe uma bola de pelos: rssshhh”.

Nick Nolte, por sua vez, foi confundido com “Chuck Norris” por uma repórter. Com humor, Nick Nolte optou por responder tirando do bolso a harmônica entoando algumas notas.

E depois tenho que ouvir dos meus pais que eu é que sou louca… O que respondeu a pergunta com notas musicais levou o prêmio bizarro-mor (mesmo tendo sido chamado de Chuck Norris – hahahaha – ele foi mais insano ainda ao responder).

Mais louco é quem me diz. E não é feliz. Eu sou…

Fácil, não?

Caraca, a solução para o problema de São Paulo é tão simples que ninguém consegue enxergar: manda os caras que estão lá no Presidente Bernardes para a Alemanha. Assim, eles podem ver a Copa ao vivo, não vão ficar usando celular à toa porque é muito caro, não vão mais precisar das TV´s de plasma nos presídios e não enchem mais o saco da galera aqui. Ah, último detalhe: eles só recebem a passagem de ida.

Por dentro do insulfilme

15 de maio de 2006 foi um dia que não aconteceu. E que foi um dos maiores acontecimentos dos últimos tempos. Foi um dia em que tudo que se falava era violência, era morte, era explosão e era mentira. Um dia em que o pânico aparecia na cara das pessoas, ora com sorrisos nervosos ora com os lábios apertados. E se queimassem aquele ônibus? E se os policiais atirassem com metralhadoras na Berrini? E se não houvesse um mísero táxi para aqueles que podem pagar seu caminho para casa? E se o assaltante levasse tudo daqueles que estavam à pé? Foi um dia cheio de “e se”. O medo tomou conta da cidade da garoa e fez com que o céu ficasse escuro sem qualquer tempestade. Mesmo não acontecendo, ele estava na minha cara. Na minha cara que viu metralhadoras. Na minha cara que viu o assalto no carro da frente e o assalto no carro de trás. Na minha cara que teve que engolir a violência sem qualquer momento para discutir ou culpar alguém. Na minha cara que, mesmo com nada acontecendo, não quis pagar para ver. Na minha cara que não quis correr riscos, mas parece estar mais riscada do que nunca. A cidade que eu tanto amo parece estar me testando. Mesmo tendo escapado do assalto com uma sorte que nem eu sei de onde veio, esse dia que não aconteceu é algo a se pensar. Por enquanto, como diria uma amiga minha, a gente só fala: acontece…

E se é possível que você ainda não saiba direito o que (não) aconteceu, veja aqui o relato da Vilmete. Ótimo texto sobre o que aconteceu.

Votação

Vim aqui pedir a opinião de vocês. Estou trocando meu header (esse negócio que fica no topo da página) e, como podem ver, tenho duas versões: essa aí em cima e essa aí embaixo. Você acha que:

a) a mais escura é melhor, dá um tom mais underground e profundo ao blog
b) a mais clara é melhor, para que o blog não fique com cara de maníaco-alone-depressivo
c) a antiga era muito mais legal, porque você estava em cima de uma pedra em Jericoacoara, onde não é mais permitido subir
d) adoro seu blog mas, sinto muito, meu voto é nulo
e) odeio seu blog e quero que ele e o header explodam

Aguardo votações!

Tapa no layout

Tapinha básico. Dizem que não dói, se feito com todo carinho e amor. O que acharam?

Não é incrível?

Indicação de um querido, esse site da Mercedes é um belo exemplo do que eu gosto na propaganda: como passar os atributos de um produto ou serviço de uma maneira legal e divertida. Esse site traz uma proposta sinestésica, pois você acaba sentindo cada uma das características do produto. Acredite: tudo isso pela tela do computador. É o tipo de comunicação que não manda você comprar, mas fica lá na sua cabeça mostrando como é legal aquele produto. A tal da “imagem da marca”. Sensacional.